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Compensação Social Preventiva: Professor Sivirino apresenta projeto inclusivo que amplia investimentos no esporte em MT

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O deputado Professor Sivirino (PSD) apresentou o Projeto de Lei nº500/2026, que institui a Política Estadual de Compensação Social Preventiva em Mato Grosso, propondo uma abordagem inovadora para a segurança pública ao integrar prevenção, inclusão social e planejamento territorial. O texto, lido nesta quarta-feira (29), durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), estabelece que a implantação de unidades prisionais e socioeducativas deverá ser acompanhada por investimentos diretos em infraestrutura esportiva e ações voltadas às comunidades impactadas.

Entre as medidas previstas estão a construção de centros poliesportivos, a requalificação de espaços já existentes e a criação de áreas destinadas a práticas esportivas, recreativas e socioeducativas. Esses equipamentos deverão contar, sempre que possível, com quadras cobertas, espaços para modalidades coletivas e individuais e áreas de convivência comunitária, com funcionamento em diferentes períodos do dia.

Segundo Professor Sivirino, a iniciativa busca corrigir distorções históricas no modelo de segurança pública.

“O Estado não pode atuar apenas de forma reativa, investindo somente em repressão. Precisamos avançar em políticas que previnam a criminalidade na origem, criando oportunidades para a nossa juventude”, argumenta.

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O parlamentar destaca que dados nacionais divulgados em 2025 (Levantamento do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – 2024) apontam que a maioria dos adolescentes em medidas socioeducativas está envolvida em atos infracionais análogos ao roubo (31,7%) e tráfico de drogas (27%), o que evidencia a influência de fatores sociais e econômicos.

“Quando oferecemos acesso ao esporte, cultura e lazer, estamos criando caminhos reais para que esses jovens construam um futuro diferente”, reforça.

O projeto também prevê a atuação conjunta entre estado e municípios, que poderão implementar e manter programas esportivos contínuos, priorizando jovens em situação de vulnerabilidade e integrando essas ações a políticas públicas já existentes.

“Essa é uma política que fortalece os municípios e garante que os investimentos tenham continuidade e impacto social”, avalia o deputado, que é também vice-prefeito de Barra do Garças.

Com respaldo na Constituição Federal e alinhamento ao Estatuto da Criança e do Adolescente, a proposta cria um mecanismo de compensação social preventiva inspirado em modelos já adotados em outras áreas.

Para o Professor Sivirino, que é também ex-atleta, a expectativa é que a medida contribua para a redução da criminalidade a médio e longo prazo, promovendo inclusão, cidadania e uma cultura de paz nas comunidades.

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“Eu vivi e vivo o esporte na prática, sigo há mais de três décadas trabalhando nessa área. Sei o quanto o esporte transforma vidas e abre oportunidades. Por isso, tenho convicção de que essa é uma proposta viável, possível de ser implementada e capaz de gerar resultados concretos para a nossa sociedade”, conclui.

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde ouve procurador-geral e empresária investigada por contratos da pandemia

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu, nesta quarta-feira (8), o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, e a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva, investigada por contratos firmados com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) durante a pandemia da Covid-19. Enquanto o procurador respondeu aos questionamentos da relatoria da comissão, a empresária exerceu o direito constitucional ao silêncio em relação às perguntas realizadas pela relatoria da comissão.

Durante o depoimento, Francisco de Assis afirmou que a PGE exerce o controle prévio de legalidade dos processos administrativos, mas não tem competência para fiscalizar a execução dos contratos firmados pela administração pública. Segundo ele, cabe à PGE emitir pareceres jurídicos antes da formalização das contratações, enquanto a fiscalização posterior compete aos órgãos de controle interno e externo. Questionado sobre informações apresentadas pela comissão relativas a pagamentos realizados sem cobertura contratual, afirmou desconhecer os dados.

Na sequência, a comissão ouviu a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva. Convocada na condição de investigada, ela compareceu acompanhada por advogado e optou por exercer o direito ao silêncio, garantia assegurada pela Constituição Federal.

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Ao avaliar os depoimentos, a relatoria da CPI da Saúde informou que a equipe técnica fará o cruzamento das informações prestadas durante as oitivas com a documentação reunida ao longo da investigação, subsidiando a elaboração do relatório final da comissão.

A relatoria também informou que irá aprofundar a apuração sobre uma tentativa de ataque cibernético aos sistemas da Secretaria de Estado de Saúde, mencionada durante o depoimento do procurador-geral. Conforme informado à comissão, o caso foi comunicado às autoridades competentes e a CPI aguarda informações da Polícia Federal para dar continuidade às investigações.

Investigação – A convocação da médica e empresária Virgínia Scaff está relacionada aos contratos firmados entre a empresa V. Scaff Gonçalves & Cia Ltda., conhecida como Clínica Rostey, e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) para a disponibilização de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto no Hospital Regional de Cáceres durante a pandemia da Covid-19.

Os contratos, superiores a R$ 4,2 milhões, são investigados por suspeitas de irregularidades. Conforme apurado pela CPI, a empresa, registrada como clínica de dermatologia e estética, não possuía experiência comprovada na gestão de UTIs. Relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) também apontam indícios de fraude na dispensa de licitação.

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Ao encerrar a reunião, a relatoria da CPI da Saúde informou que o Plenário da Assembleia Legislativa aprovou a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 180 dias. Também foi aprovada a convocação do médico Luiz Wagner Silveira Golembiowski para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados.

Fonte: ALMT – MT

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