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Comissão de Educação discute violência nas escolas públicas de MT

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Comissão Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso discutiu hoje (12), em reunião extraordinária, medidas de prevenção à violência contra profissionais de educação pública e privada. O presidente da Comissão de Educação, deputado, Sebastião Resende (União), afirmou que é preciso discutir políticas públicas de estado que combatam de fato a violência nas unidades de ensino de Mato Grosso. 

“Infelizmente, algo grave vem ocorrendo e, isso, nos preocupa muito. No período de pandemia os alunos ficaram afastados da sala de aula por dois anos, e no retorno nos deparamos com situação de ameaças. Inclusive de terrorismo”, afirmou o parlamentar. 

Para minimizar a situação, de acordo com Rezende, a Comissão de Educação está empenhada em buscar informações junto à Secretaria de Estado de Educação para coibir os possíveis atos de violências praticados nas escolas públicas de todo os 141 municípios de Mato Grosso.  

“É preciso saber se as leis que tratam da prevenção contra a violência escolar estão sendo implementadas. Formos informados que várias ações desenvolvidas pelas 15 diretorias regionais de educação, espalhadas pelo estado, estão sendo aplicadas como prevenção à violência”, explicou o parlamentar.

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O promotor de justiça do Ministério Público do Estado, Miguel Slhessarenko, afirmou que a análise feita pelo órgão é sempre jurídica. Mas há reforço à tese de que é preciso fiscalizar as legislações em vigor e, com isso, saber se estão sendo cumpridas pelo Estado. 

“Temos legislações estadual e federal que tratam do combate ao bullying nas escolas. Mas o MPE fez uma série de pesquisas para identificar de onde surgem e qual a origem dessa violência dentro das escolas. Descobrimos que o reflexo da sociedade vai parar dentro do ambiente escolar, tornando-o prejudicial à aprendizagem”, disse Slhessarenko.

O promotor afirmou que o Ministério Público está desenvolvendo projetos que vão ao encontro das mediações escolares e são instrumentos para pacificarem os conflitos dentro das escolas. “O nosso objetivo é justamente o de proporcionar as escolas, aos professores e aos alunos a resolução dos conflitos, para que a violência não aumente para agressões”, afirmou Slhessarenko. 

Para o defensor-público do estado, Clodoaldo Queiroz, o órgão não tem a expertise para atuar na área da educação. Segundo ele, a Defensoria Pública convive todos os dias com pessoas que são agredidas e de forma gratuita busca intermediar a solução dos conflitos tantos aos ligados aos alunos quantos aos professores. 

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“Nesse caso também é preciso que haja a intervenção da justiça, por exemplo, os pais procuram a Defensoria Pública e da mesma maneira os professores, quando se sentem atingidos de alguma maneira e, com isso, querem buscar os seus direitos contra a própria escola, contra o Estado. O objetivo aqui é buscar informações, saber o que a Secretaria de Educação está fazendo, saber o que o Ministério Público está fazendo para ver como nós podemos contribuir na sugestão políticas públicas”, explicou Queiroz.

A mediadora da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Márcia Cristina Verdego Gonçalves, disse que a Seduc tem recebido inúmeras ocorrências de violências e que o combate as agressões estão sendo mediadas pela secretaria. Segundo ela, a violência escolar é plural. Ela tem acontecido de estudante para estudante, de estudante para professor e ainda com o profissional de educação e até mesmo com a comunidade escolar.

“O núcleo de mediação dentro de toda a organização da secretaria escolar juntamente com as diretorias regionais de educação têm construído um processo para desenvolver nas unidades escolares um espaço que possa ser colhedor e harmonioso, e que o estudante ao adentrar à unidade escolar possa se sentir bem”, disse Gonçalves.

Fonte: ALMT

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ALMT abre inscrições para webinário sobre avanços e desafios da Lei Maria da Penha

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Os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei 11340/2006) serão marcados pelo webinário promovido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria da Mulher e da Escola do Legislativo. O evento será realizado nesta terça-feira (18), das 16h às 19h, em formato on-line e ao vivo, com participação gratuita e espaço para perguntas e interação com o público. Se inscreva gratuitamente aqui.

Com o tema “20 anos da Lei Maria da Penha – avanços, desafios e o compromisso contínuo com a proteção das mulheres”, a iniciativa pretende ampliar o conhecimento sobre a legislação, discutir sua evolução ao longo de duas décadas e refletir sobre os desafios ainda existentes para garantir proteção efetiva às vítimas de violência doméstica e familiar.

A assessora jurídica da Procuradoria da Mulher da ALMT, Mariana Pereira, destacou que o evento foi construído em parceria com a Escola do Legislativo e tem como um dos principais objetivos levar informação não apenas à população, mas especialmente às vereadoras que atuam nas Procuradorias da Mulher instaladas nas câmaras municipais.

“Temos hoje 50 Procuradorias da Mulher instaladas no estado, mas Mato Grosso possui 142 municípios. Quanto mais as vereadoras e a população cobrarem a criação dessas estruturas, mais pontos de apoio teremos para as vítimas de violência doméstica”, explicou Mariana, que participou junto com a secretária da Escola do Legislativo Marcela Vieira, nesta segunda-feira (17), no programal Painel, da Rádio Assembleia, apresentado pelo jornalista Bruno Pini.

Segundo Mariana, a atuação em rede é fundamental para ampliar o alcance das políticas de proteção. A Procuradoria da Mulher da ALMT busca o fortalecimento do intercâmbio com as estruturas municipais para contribuir à formação de uma rede de acolhimento e orientação em todo o estado.

Para Mariana, a aplicação da Lei Maria da Penha avançou significativamente nos últimos 20 anos, especialmente no reconhecimento das diferentes formas de violência e no fortalecimento dos mecanismos de proteção. Entre os instrumentos previstos está a medida protetiva de urgência, que tem como objetivo afastar o agressor e garantir segurança à vítima.

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Dentre os desafios apontados está a ampliação do monitoramento dos agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas e a efetiva implementação dos mecanismos previstos na legislação.

A assessora também chamou atenção para um dos principais obstáculos enfrentados pelas vítimas: a dificuldade de romper o ciclo da violência. Disse que, muitas vezes, por vergonha, medo, dependência financeira, preocupação com os filhos e a própria estrutura familiar podem fazer com que a mulher demore a procurar ajuda. Em alguns casos, mesmo após denunciar, ela acaba recuando diante das dificuldades econômicas e emocionais para reconstruir a própria vida.

“Ela precisa saber que existem outros mecanismos que podem acolhê-la”, destacou Mariana, citando, entre as possibilidades, o acompanhamento psicológico, o atendimento social e o auxílio-aluguel previsto para mulheres em situação de violência que atendam aos requisitos legais.

Proteção – Outra palestrante no evento, a secretária da Escola do Legislativo, Marcela Vieira, reforçou que o webinário não representa apenas uma atividade alusiva aos 20 anos da Lei Maria da Penha, mas uma oportunidade de ampliar conhecimento e conscientização.

Para ela, enfrentar a violência contra a mulher é uma responsabilidade que ultrapassa os limites das instituições públicas e envolve toda a sociedade.

“Esse webinário vai proporcionar conhecimento, reflexão, verificar todos os avanços que tivemos até aqui e o que ainda temos para avançar”, disse a secretária.

Marcela destacou ainda a importância de capacitar as representantes municipais que mantêm contato direto com a população. A intenção é fortalecer as Procuradorias da Mulher e ampliar a rede de proteção para além da Assembleia Legislativa.

“Quanto mais conseguimos levar essa informação com clareza, abrindo espaço para perguntas e respostas, mais as pessoas se sentem à vontade para participar do combate à violência contra a mulher”, afirmou.

A programação também deverá abordar os aspectos emocionais que dificultam a ruptura do ciclo de violência, com foco no acolhimento. Para as organizadoras, muitas vezes um contato inicial com uma informação em uma entrevista, palestra, rede social ou evento pode representar o estímulo necessário para que uma mulher reconheça sua situação e procure apoio.

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Além da violência vicária, caracterizada pela utilização de pessoas próximas à vítima, especialmente filhos e familiares, como instrumento para causar sofrimento, exercer controle ou impedir o rompimento do relacionamento, também serão debatidas as diferentes formas de violências previstas na Lei Maria da Penha, como a física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

A necessidade de ampliar a prevenção e a proteção também está relacionada aos números de feminicídio registrados em Mato Grosso e no país. Mariana alertou que em 2025 o estado registrou 54 feminicídios, enquanto que neste ano já somem 31.

“Precisamos mudar esse cenário e entender que só vamos conseguir isso realmente com tomada de consciência, esclarecimento e difusão das informações”, destacou Mariana.

A proposta é que o debate também contribua para que homens, mulheres, adolescentes, estudantes, agentes públicos e toda a sociedade compreendam que o enfrentamento à violência contra a mulher não é responsabilidade exclusiva das vítimas ou dos órgãos especializados. O público também poderá participar diretamente, enviando perguntas e dúvidas às palestrantes.

Além de Mariana e Marcela, o webinário contará com a participação da procuradora da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, que também atuará na mediadora, além das advogadas Tatiane Castro, integrante da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica da ABMCJ, Sirlei Theis, palestrante e especialista em Comunicação, e Laila Allemand, advogada e professora de Direito.

Serviço

Evento: 20 anos da Lei Maria da Penha – avanços, desafios e o compromisso contínuo com a proteção das mulheres

Data: 18 de agosto de 2026

Horário: 16h às 19h

Formato: on-line, ao vivo, pelo Google Meet (link liberado após inscrição)

Realização: Procuradoria da Mulher da ALMT e Escola do Legislativo

Informações: (65) 98134-2231

Fonte: ALMT – MT

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