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Claudinei solicita fiscalização do MPMT sobre falhas graves em concurso público

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

Por reconhecer que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) é o fiscalizador da lei que defende os interesses difusos e coletivos da sociedade, o deputado estadual Delegado Claudinei (UB) reuniu-se com o procurador e subprocurador geral de Justiça, José Antônio Borges e Deosdete Cruz, na tarde desta terça-feira (22), para tratar sobre as supostas irregularidades no concurso público da segurança pública de Mato Grosso. Também esteve presente o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), Rodrigo Fonseca Costa.

“O concurso da segurança pública de Mato Grosso foi tão esperado e tão necessário e vêm essas denúncias graves. Obtivemos informações que o Ministério Público Estadual chegou a receber mais de 30 denúncias e eu posso dizer, com total certeza, que já recebemos mais de 300 acusações via WhatsApp e nas redes sociais. A todo minuto recebemos denúncias dos concurseiros. Infelizmente, foram várias falhas, desde o atraso para iniciar as provas aos candidatos que chegaram atrasados e puderam adentrar às salas das provas”, lamenta. 

Borges ressalva que a Ouvidora da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) também está recebendo muitas denúncias dos candidatos e que vão averiguar toda a situação para as devidas providências. Na oportunidade, o parlamentar protocolou o ofício com procurador-geral na presença dos demais representantes do MPMT. 

“Entrego esse documento para formalizar essas supostas falhas graves para que sejam tomadas as devidas providências junto ao MP, em respeito aos mais de 65 mil candidatos que pagaram as suas inscrições. Sem contar aqueles vieram de outros Estados e tiveram despesas de transporte, hospedagem e alimentação para deparar com muitas falhas na fiscalização e segurança, antes e durante a realização das provas. Tenho certeza que essa instância de Mato Grosso vai defender esses candidatos prejudicados”, declarou Claudinei. 

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Denúncias – De acordo com o deputado, foram mais de 65 mil candidatos inscritos que poderão ser prejudicados, caso sejam confirmadam as supostas irregularidades. Ele avalia que o mesmo ofício que foi protocolado no MPMT, também será entregue à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que foi contratada pelo governo de Mato Grosso, por meio da Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), para realizar a organização e aplicação das provas do concurso público. 

“Vamos tomar as providências junto à Assembleia Legislativa, mas também, esperamos que o governo estadual e a Sesp se atentem, mesmo sendo responsabilidade da UFMT que foi contratada por eles. Temos que constatar outros crimes que tenham se consumado neste concurso e identificar outros delitos – como de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e, até mesmo, de estelionatos e, assim, os responsáveis sejam indicados pela Polícia Civil”, posicionou o parlamentar. 

No documento do ofício é citado que foram levados ao gabinete do parlamentar, através dos candidatos, denúncias que tinham fiscais despreparados e sem orientações da banca, candidatos que foram aos banheiros sem acompanhamento e portando relógios de pulso, canetas e garrafas de água fora do padrão exigido e ausência de averiguação do lacre dos envelopes que continham os cadernos e provas. 

“Em Cárceres foram presas quatro pessoas, um professor fazendo a prova no lugar de aluno, como dublê e ficaram dois do lado de fora passando as informações para candidatos. Ainda estão verificando a cópia do flagrante se há envolvimento de integrante do Comando Vermelho. Falhas na fiscalização, em que candidatos tiveram acesso aos celulares e relógios nas salas de aulas e a falta de detector de metal. Um concurso desse, a lisura que tem que ser garantida. A gente trouxe para o MP para tomar conhecimento e as providências cabíveis”, informou o parlamentar.

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Caso sejam comprovadas as falhas no concurso, Claudinei concorda que seja feito o reembolso da inscrição e acredita que alguns candidatos deverão ingressar com ações indenizatórias contra o Estado, pois houve uma grande arrecadação e a responsabilidade é objetiva e os candidatos tem todo o direito por causa das despesas geradas para participarem deste concurso público, entre outros transtornos.

Concurso – O concurso público da segurança público foi realizado, neste último domingo (19), para atender a falta de efetivo nas Polícia Judiciária Civil (PJC), Polícia Militar (PM), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Corpo de Bombeiros Militar (CBM) de Mato Grosso. 

As inscrições foram abertas, entre os 12 a 24 de janeiro, sendo disponibilizadas vagas para 11 cargos da segurança pública e exigiam que o candidato tivesse o nível superior completo. Conforme o edital, todas as vagas são de cadastro de reserva, sendo que o governador Mauro Mendes (UB) se comprometeu a fazer a nomeação, ainda em 2022, de 1.200 aprovados para compor o quadro de pessoal de instituições no interior do estado de Mato Grosso.

Fonte: ALMT

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Mato Grosso proíbe visitas íntimas a condenados por feminicídio, estupro e pedofilia

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O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.

A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.

A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.

“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.

Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.

“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.

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Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.

Fonte: ALMT – MT

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