POLÍTICA
Botelho visita Nova Esperança e assegura indicações ao governo
POLÍTICA
Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (União Brasil), esteve na Escola Municipal Nova Esperança, em Cuiabá, neste sábado (2), para debater com os moradores os investimentos prioritários. Botelho se comprometeu a buscar recursos, através de parcerias, inclusive com a bancada federal, uma delas para a construção de uma quadra poliesportiva coberta.
A moradora Leniura Leite da Cruz Saldanha descreveu a carência do distrito, disse que há necessidade de investimentos em todos os setores essenciais. “A melhoria para nós seria o asfalto e a quadra. Mas, tem muita coisa para fazer aqui no bairro que está esquecido. A iniciativa do deputado é muito boa e o seu apoio fundamental”.
Ao visitar a escola, Botelho se comprometeu a levar o trabalho da Assembleia Social, com atendimentos diversos, como a emissão de documentos, salão de beleza e palestras. Ouviu também os clamores do diretor Flávio Rodrigo Pimenta de Oliveira Miranda e da secretária da escola, Lucia Aparecida de Oliveira e constatou que o ponto de apoio da região é o núcleo escolar, que inclusive, duas vezes por mês, cede salas de aulas para atendimento médico dos moradores.
“Aqui precisa de uma quadra que não tem, o bairro precisa da construção de pontos de ônibus e estamos verificando a realização de um trabalho social para atender os moradores, numa parceria com a Assembleia Legislativa, para o corte de cabelos, tratamento de pele, documentos e palestras. Tudo isso já estamos organizando para trazer para eles. Vamos trabalhar pela regularização do terreno da escola e trabalhamos para trazer uma emenda do senador Jayme Campos, para fazer a quadra coberta. Vamos ajudar a fazer também uma horta comunitária, com orientação aos moradores. São situações que a Assembleia vai trabalhar com a comunidade e construir muitas melhorias”, explicou Botelho.
Miranda reforçou a importância do apoio parlamentar. “Levamos para o deputado a questão do terreno da escola que estamos a uma década tentado a regularização, para que possamos reivindicar melhorias junto ao Ministério da Educação. Também outras melhorias como a construção de um ginásio e ele [Botelho] foi muito receptivo. Teremos o Dia da Família, com atendimentos diversos como estética e palestras, feira cultural, além de envolver a comunidade no projeto da horta, que vai auxiliar as famílias. Pretendemos transformar a educação dessas crianças através do saber do campo. Queremos que a escola seja o celeiro para que consigam replicar isso em suas casas”, destacou o diretor, ao acrescentar que não tem asfalto, praça, posto de saúde e a iluminação pública é precária e até polícia, quando acionada, demora para chegar.
De acordo com a secretária, Lucia Oliveira, a escola atende 560 alunos matriculados das diversas comunidades da região: Pequizeiro, Coqueiro, Baia da Laranja, Circulo Militar, Liderança, Altos do Parque, Trevisan, dentre outras. “A escola também oferece apoio integral para 10 alunos, por período e para consultas e vacinas, para ajudar a comunidade através do Projeto Amor. A cada quinzena, pelo menos 800 pessoas são atendidas”.
POLÍTICA
Mulheres na ALMT: trajetória iniciada há quase sete décadas ganha novo capítulo
Vera Lúcia Araújo – Verinha -15ª Legislatura (2003-2017).
Foto: Helder Faria
Teté Bezerra -17ª Legislatura (2011-2015).
Foto: Helder Faria
A participação feminina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atravessa quase sete décadas desde a eleição de Oliva Enciso, em 1958. No último domingo (4), essa história ganhou um novo capítulo com a eleição de Samantha do Abilio (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos), que ocuparão duas das 24 cadeiras da Casa a partir de 2027.
Oliva foi a primeira mulher eleita deputada estadual em Mato Grosso, 26 anos depois da conquista do direito ao voto feminino no Brasil. Professora, atuou na educação e na assistência social e também foi vereadora de Campo Grande antes de chegar à Assembleia para a 4ª Legislatura, entre 1959 e 1963, quando Mato Grosso ainda não havia sido dividido.
A historiadora Dejenana Keila Oliveira Campos explica que a participação institucional das mulheres na política mato-grossense começou a ganhar espaço ainda nas décadas de 1920 e 1930, influenciada pela luta e conquistas dos direitos sociais e políticos. Em Mato Grosso, organizações de mulheres, a educação e a imprensa contribuíram para ampliar a presença feminina na vida pública.
A conquista do direito ao voto, porém, não significou acesso imediato aos cargos eletivos. Dejenana aponta que a estrutura política estadual foi historicamente marcada pelo coronelismo, pelas relações familiares e por uma organização patriarcal. Enquanto os homens tiveram o acesso à política tratado como algo natural, as mulheres precisaram construir reconhecimento público por outros caminhos, como a educação, a escrita e a atuação social.
A coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Mulher e as Relações de Gênero da Universidade Federal de Mato Grosso (Nuepom-UFMT), Madalena Rodrigues, também relaciona a baixa representação feminina às estruturas sociais construídas historicamente. “A política de Mato Grosso é uma política patriarcal, cercada pelos homens”, afirma. Segundo ela, as barreiras estão relacionadas não apenas ao gênero, mas também à classe e à raça.
Diferentes caminhos — Ao longo das décadas, as mulheres chegaram à política por diferentes trajetórias. Dejenana aponta que, em Mato Grosso, uma delas foi o capital político familiar, com candidaturas construídas a partir da trajetória de pais, maridos ou outros homens da família. Educação, movimentos sociais e sindicais, atuação profissional e mandatos municipais também se consolidaram como portas de entrada.
A ex-deputada estadual Vera Araújo, a Verinha, percorreu uma trajetória ligada à educação e ao movimento sindical. Professora e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), foi eleita vereadora de Cuiabá em 2000 e, dois anos depois, conquistou uma cadeira na ALMT, sendo a única mulher entre os 24 deputados estaduais eleitos.
Verinha relata que ocupar um espaço predominantemente masculino significava conviver com cobranças sobre sua capacidade. “Se você faz essa opção, essa decisão de disputar o poder, você tem que provar que você dá conta, que você é competente. Senão eles vêm, dizem: ‘Ah, não deu conta porque é mulher’”, afirma.
Mãe de três filhos, ela também se preocupava que algum problema familiar fosse relacionado à decisão de estar na política. “Eu sempre me preocupei muito com isso, porque eu percebo que, quando a mulher faz essa disputa de poder, ela acaba carregando com ela essa culpa de que nada dê errado com seus filhos, com a sua casa, com a sua família. Porque, se alguma coisa dá errado, ela vai ser culpada porque saiu para o espaço público”, relata.
Mesmo dividindo os cuidados com os filhos e as tarefas domésticas com o companheiro, Verinha afirma que a preocupação permanecia. “Quando a mulher faz essa opção de sair para disputa do espaço de poder, ela acaba sendo responsabilizada duplamente”, acrescenta.
Registros produzidos durante o mandato mostram iniciativas em áreas como educação, saúde e fiscalização do poder público. Entre elas estão a legislação relacionada ao tempo de espera em filas de bancos, uma proposta de combate ao nepotismo e a lei que instituiu o Dia Estadual de Controle à Anemia Falciforme. Outra proposta que se tornou lei instituiu a meia-entrada para professores da rede pública estadual em estabelecimentos de lazer, entretenimento e difusão cultural.
Da candidatura à permanência — A cientista política Christiany Fonseca avalia que a maioria feminina no eleitorado não se transforma automaticamente em presença equivalente nos espaços de representação. O caminho até o mandato envolve acesso aos partidos, recursos de campanha, redes políticas, apoio e condições efetivas de competição. “É preciso conseguir entrar, competir, vencer e depois permanecer na política”, resume.
Para Christiany, analisar apenas o número de candidaturas não é suficiente, pois estar registrada na disputa não significa necessariamente ser tratada pelo partido como uma candidatura prioritária e competitiva. A divisão das responsabilidades de cuidado, a disponibilidade de tempo e as redes construídas ao longo da trajetória também interferem nesse processo.
Nas eleições gerais de 2026, as mulheres corresponderam a 34% das candidaturas registradas em Mato Grosso, mesmo percentual de 2022. Entre as 24 cadeiras da próxima legislatura estadual, duas serão ocupadas por mulheres.
A eleição de Samantha do Abilio e Alessandra Ferreira ocorre 16 anos depois do último pleito em que duas mulheres foram eleitas simultaneamente para mandatos titulares na ALMT. Em 2010, Luciane Bezerra e Teté Bezerra foram escolhidas para a 17ª Legislatura, entre 2011 e 2015.
Quase sete décadas depois da eleição de Oliva Enciso, a chegada de Samantha e Alessandra acrescenta um novo capítulo a uma trajetória marcada pela ampliação das formas de participação feminina e pela permanência do debate sobre acesso, condições de disputa e presença das mulheres nos espaços de poder.
Mulheres que ocuparam cadeiras na ALMT
4ª Legislatura (1959–1963)
Oliva Enciso
9ª Legislatura (1979–1983)
Sarita Baracat
11ª Legislatura (1987–1991)
Thaís Bérgo Duarte Barbosa
12ª, 13ª e 14ª Legislaturas (1991–2003)
Serys Slhessarenko
12ª Legislatura (1991–1995)
Malba Varjão — suplente
13ª Legislatura (1995–1999)
Zilda Pereira Leite — suplente
15ª Legislatura (2003–2007)
Vera Lúcia Araújo
Ana Carla Muniz
16ª Legislatura (2007–2011)
Chica Nunes
Vilma Moreira — suplente
17ª Legislatura (2011–2015)
Luciane Bezerra
Teté Bezerra
18ª, 19ª e 20ª Legislaturas (2015-2027)
Janaina Riva
20ª Legislatura (2023–2027)
Marildes Ferreira — suplente
Profa. Graciele (Graciele Marques dos Santos) — suplente
Valdeníria Dutra — suplente
Sheila Klener — suplente
Sandy de Paula — suplente
Priscila Dourado — suplente
Edna Sampaio — suplente
Eliane Xunakalo — suplente e primeira mulher indígena a assumir temporariamente uma cadeira na história da ALMT.
*Os períodos indicados correspondem às legislaturas, não necessariamente ao tempo de exercício de cada parlamentar.
Fonte: ALMT – MT
-
POLITÍCA NACIONAL6 dias atrásConheça os 24 deputados distritais eleitos no DF para 2027-2030
-
POLITÍCA NACIONAL6 dias atrásTSE destaca normalidade no 1º turno e redução das denúncias de desinformação
-
EDUCAÇÃO6 dias atrásO JOVEM DA GERAÇÃO ATUAL E A ATENÇÃO DELE AO MUNDO AO SEU REDOR
-
PICANTES7 dias atrásSimone Mendes lança seis músicas inéditas em novo projeto: ‘O MELHOR DE MIM! ‘
-
Cáceres5 dias atrásCáceres, 248 anos de história, cultura e orgulho!
-
POLITÍCA NACIONAL6 dias atrásAlagoas elege Arthur Lira e Marina JHC para o Senado
-
POLITÍCA NACIONAL6 dias atrásFufuca e Lahesio Bonfim são os novos senadores pelo Maranhão
-
POLÍCIA FEDERAL4 dias atrásPF deflagra operação contra ataques de ransomware




