POLÍTICA
Botelho cumpre agenda no Médio Norte, visita Nova Marilândia e reforça apoio a Nortelândia
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Reunião em Nortelândia coordenada pelo vereador Netão Benevides
Foto: Vanderson Ferraz/Assessoria de Gabinete
Cumprindo agenda pelo Médio Norte de Mato Grosso, o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) esteve em Nova Marilândia na sexta-feira (24), onde foi recebido pelo prefeito Jefferson Nogueira Souto (PP), encontro realizado na sede da prefeitura municipal.
Durante a visita, o prefeito destacou a parceria com o parlamentar e agradeceu os investimentos já destinados ao município, especialmente nas áreas da saúde, esporte e agricultura familiar. Entre as ações, estão recursos para aquisição de oito motocicletas utilizadas por agentes da Secretaria Municipal de Saúde, adquiridas por meio de emenda parlamentar no valor de 125 mil. Indicação parlamentar n°5316/25, para perfuração de poço artesiano e emenda parlamentar no valor de 200 mil destinada à realização de campeonato de futebol society.
Na ocasião, o gestor municipal também apresentou novas demandas, solicitando apoio para o custeio da saúde, com foco na ampliação de atendimentos, contratação de serviços e realização de exames e cirurgias de média e alta complexidade.
“Estamos recebendo o deputado Eduardo Botelho para dialogar sobre ações que fortaleçam a gestão municipal e melhorem o atendimento à população. Temos grande carinho por ele, que já contribuiu com importantes iniciativas, como a aquisição de motocicletas para os agentes de saúde e endemias, além de investimentos na agricultura familiar. Aproveitamos a oportunidade para reforçar novos pedidos, principalmente na área da saúde, que é essencial para o município e toda a região”, afirmou o prefeito Jefferson Nogueira.
A secretária municipal de Saúde, Tatiana Rogéria Dalfior, também destacou a importância das emendas destinadas ao setor.
“Quero agradecer ao deputado Botelho pelas emendas destinadas à Secretaria de Saúde, que garantiram a aquisição das motos para os agentes comunitários e de endemias, melhorando significativamente o trabalho no dia a dia. Nossa gratidão pelo apoio”, ressaltou.
Nortelândia – Ainda na sexta-feira, Botelho esteve em Nortelândia, onde participou de reunião a convite do vereador Netão Benevides (MDB). O encontro reuniu lideranças políticas, servidores públicos, representantes do setor empresarial e entidades locais.
Durante a reunião, os representantes destacaram as ações do parlamentar no município, como a duplicação da MT-240, no trecho que liga Nortelândia a Arenápolis, além da destinação de equipamentos para a saúde, incluindo um aparelho de ultrassom portátil, adquirido por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 100 mil. Também foram ressaltadas articulações do deputado para o envio de 500 toneladas de calcário, a entrega de uma pá carregadeira e a indicação parlamentar nº2296/25 para a destinação de um trator à agricultura familiar no assentamento São Francisco, contribuindo para o fortalecimento da produção rural.
O vereador Netão Benevides ressaltou o apoio contínuo do deputado, especialmente à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) do município.
“Também agradecemos o compromisso do deputado Botelho com a APAE de Nortelândia, que recebeu apoio para manutenção do prédio. A entidade atende cerca de 50 pessoas com deficiência e suas famílias, oferecendo serviços de educação inclusiva, assistência social e saúde. O deputado reafirmou apoio à causa, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pela instituição para manter os atendimentos e melhorar sua estrutura”, afirmou.
O vereador também ressaltou o impacto das ações no município, como a destinação de um trator para o assentamento São Francisco, beneficiando cerca de 70 famílias. Segundo ele, a conquista é resultado do trabalho conjunto entre o seu mandato e o do deputado.
Além dos investimentos recentes, a atuação de Botelho na região também tem um histórico anterior à vida pública. Ainda como servidor da antiga Cemat, ele participou da expansão da rede de energia elétrica em municípios do Médio Norte, como Nortelândia e Arenápolis, experiência que, segundo ele, contribuiu para a construção de sua visão de desenvolvimento regional.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso
A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.
O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.
A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.
Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.
Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.
A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.
Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.
Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.
A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.
Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.
Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.
A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.
A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.
Fonte: ALMT – MT
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