POLÍTICA
Audiência pública discute implantação de loterias em MT
POLÍTICA
Na próxima sexta-feira (23), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizará uma audiência pública para discutir a implantação das loterias municipais e estadual no estado. A iniciativa é do deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), que propõe o uso da arrecadação desses jogos para investimentos diretos nos municípios.
O evento contará com a participação de representantes da Associação Nacional das Loterias Municipais e Estaduais (Analome) e de diversos municípios.
Segundo o deputado, as loterias representam uma alternativa viável para aumentar a arrecadação municipal, especialmente em tempos de crise econômica e restrições orçamentárias.
“A exemplo de Cuiabá, onde temos a Lotec (Loteria Cuiabana), Lottopar (estado do Paraná) e Loterj (estado do Rio de Janeiro), queremos expandir esse modelo para todo o estado de Mato Grosso. Estamos propondo o debate porque acreditamos no potencial das loterias. Atualmente, existem inúmeras plataformas de jogos ilegais operando no país. Por que não legalizar as loterias municipais?”, pontuou Elizeu.
O parlamentar destaca que parte da arrecadação poderá ser destinada às secretarias de saúde, educação e infraestrutura das cidades.
“Imagine milhões em arrecadação sendo direcionados para os principais desafios que enfrentamos em Mato Grosso: saúde, educação e infraestrutura. Esse é o principal benefício que as loterias trarão – recursos para resolver problemas como atendimento precário em postos de saúde, hospitais, vias esburacadas, esgoto a céu aberto e muitos outros”, concluiu.
Serviço: Audiência Pública para debater a implementação das loterias municipais e estadual no Estado do Mato Grosso.
Data: 23 de maio de 2025
Horário: 9h (Horário Local)
Local: Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, Assembleia Legislativa.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Mato Grosso proíbe visitas íntimas a condenados por feminicídio, estupro e pedofilia
O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.
A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.
A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.
“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.
Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.
“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.
Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.
Fonte: ALMT – MT
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