POLÍTICA
Assessores de 24 gabinetes de deputados fazem cursos de capacitação
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O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da ALMT, deputado Carlos Avallone (PSDB), disse que em reunião realizada no Colégio de Líderes, há um ano, foi decidido que os assessores dos parlamentares e equipes do governo fariam cursos de capacitação para a elaboração de emendas
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
A Assembleia Legislativa, em parceria com o Governo do Estado, realizou hoje (29) pela manhã, cursos para capacitação de assessores dos 24 gabinetes dos deputados estaduais com vistas à apresentação de emendas parlamentares. A superintendente do Arquivo Público da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Vanda da Silva, falou sobre o Sistema Integrado da Gestão Administrativa Documental (Sigadoc).
A consultora da parlamentar da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Janaina Polla Reinheimer, afirmou que o curso é focado na visão dos orçamentos e finanças do Estado de Mato Grosso. A capacitação, segundo Polla, é para que os assessores tenham autonomia para execução das emendas parlamentar junto ao Poder Executivo.
“As emendas são garantias constitucionais, mas que dependem da ação das assessorias parlamentares para o encaminhamento de bons projetos e para o local correto de alocar recursos para o destino adequado, conforme orientação do deputado”, explicou Janaina Polla.
Na manhã de hoje, segundo ela, os assessores passaram por duas capacitações técnicas. A primeira é o Sistema Integrado da Gestão Administrativa Documental (Sigadoc), adotado pelo Poder Executivo de Mato Grosso para produção e gestão de documentos nato-digitais.
Segundo ela, os 24 gabinetes têm senha de acesso para fazer todos os procedimentos da consulta dos processos encaminhados pelos parlamentares às secretarias de estado. “A partir de hoje, vamos acompanhar como interessados à integra dos autos. Vamos conseguir visualizar o andamento e todos os despachos de todos os processos, de todas as emendas parlamentares em todas as secretarias e unidades orçamentária do Poder Executivo”, disse Polla.
Logo em seguida, de acordo com Polla, os assessores fizerem o treinamento do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado de Mato Grosso (Fiplan). Segundo ela, o sistema Fiplan permite a transparência da execução dos orçamentos ligados às emendas parlamentares.
“As assessorias dispõem de uma senha de acesso, que conseguem ver em tempo real a execução financeira e orçamentária de todas as emendas. Hoje, quando há um empenho é feito um relatório, onde aparece o valor realizado e quem é o credor, para as liquidações e pagamentos. A capacitação busca dar autonomia às assessorias para conseguir chegar no êxito da execução das emendas parlamentares”, explicou Janaina Polla.
De acordo com Vanda da Silva, a capacitação dos assessores é fundamental para que o envio das emendas parlamentares pelo sistema eletrônico seja otimizado e transparente. Segundo ela, é preciso que os assessores possam acompanhar em tempo real, principalmente, as emendas parlamentares.
“No Estado, o sistema foi implantado há dois anos. Já a parceria com a Assembleia Legislativa vai completar um ano. Nesse período, entre as dúvidas enfrentadas pelos assessores, está o acesso às informações e como podem verificar os documentos vinculados junto ao Poder Executivo”, disse Vanda da Silva. A superintende disse também que os assessores podem acompanhar de forma real a execução das emendas parlamentares.
De acordo com Vanda da Silva, todo o sistema novo, sendo ele digital, há um processo de aculturação. “Por isso os equívocos ocorrerem tanto no Parlamento quanto naqueles que estão operacionalizando o sistema dentro do governo. Esse é um momento de ajustes, os procedimentos estão sendo estabelecidos para que seja minimizado tanto os erros que possam vir do Governo do Estado quanto da Assembleia Legislativa”, observou Vanda da Silva.
O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da ALMT, deputado Carlos Avallone (PSDB), disse que em reunião realizada no Colégio de Líderes, há um ano, foi decidido que os assessores dos parlamentares e equipes do governo fariam cursos de capacitação para a elaboração de emendas às propostas financeiras do Executivo estadual.
“Muita coisa não acontecia, havia um despreparo dos municípios, das secretarias e dos assessores parlamentares. Por isso, a Assembleia Legislativa está trabalhando para a qualificação dos assessores dos 24 deputados, para que entendam como funciona o trâmite das emendas. O objetivo é identificar quais são os problemas do outro lado e por isso a Seplag deu as explicações aos assessores para que os deputados não tenham prejuízos na apresentação de emendas”, disse Avallone.
O curso, de acordo com Avallone, é para que as emendas dos 24 deputados possam ser pagas pelo governo. Em 2023, segundo ele, o valor é de, aproximadamente, R$ 11 milhões para cada deputado. “Tem deputado que conseguiu liberar nove, dez ou oito milhões de reais, mas tem deputado que consegui liberar dois, um milhão ou quase nada. Isso não pode acontecer. Não pode ter diferença de deputado da base com deputado de oposição. É importante que o governo prestigie todos os 24 deputados”, disse o parlamentar.
Fonte: ALMT
POLÍTICA
Wilson Santos projeto para barrar esgoto e lixo nos rios e cursos d´água
A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei nº 295/2026 de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos D’Água. A proposta surgiu a partir das constatações feitas na 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, que percorreu cerca de 980 quilômetros entre a Barragem de Manso e o Porto Jofre, o que revelou pontos críticos de poluição, lançamento irregular de esgoto e descarte de resíduos sólidos ao longo do trajeto.
O parlamentar relatou que a expedição identificou um cenário preocupante nos trechos urbanos do Rio Cuiabá, especialmente entre Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, enquanto as áreas próximas à nascente permanecem preservadas, a realidade encontrada nas regiões urbanizadas é alarmante. “Nessa nossa descida do rio, o rio está limpo. Por sinal, o Rio Manso é de uma beleza impressionante. Mas, quando nós chegamos no perímetro urbano É inacreditável. É impressionante a quantidade de eletroeletrônicos jogados no rio, geladeira, fogão, capacete, garrafa PET, pneus”, relatou.
Wilson Santos destacou que o descarte irregular de resíduos não apenas compromete a qualidade ambiental dos rios, mas também afeta diretamente a fauna aquática e a atividade pesqueira. “É um dos fatores que não só agride o rio, como também atinge o estoque pesqueiro, porque muitos peixes acabam se alimentando daqueles restos. Plásticos são engolidos, pedaços de borracha”, alertou.
Ele também chamou atenção para a situação das comunidades ribeirinhas, que convivem com a falta de acesso à água tratada – mesmo vivendo às margens dos rios. “Os ribeirinhos não têm água tratada. Vieram nos pedir poços artesianos. Eles vivem na beira do rio e não têm água tratada. É uma ironia isso”, declarou.
Wilson Santos também propôs que a Comissão de Meio Ambiente apresente emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 – destinando mais recursos para ações de saneamento básico e criticou a baixa participação do poder público estadual ao longo das últimas décadas. “O que o Estado tem colocado em saneamento básico é quase zero. Não é este governo, não. Há décadas o Estado vem colocando cada vez menos recursos para saneamento básico”, afirmou.
O parlamentar ainda destacou um dos principais gargalos do saneamento em Cuiabá. Para ele, apesar da ampla estrutura de coleta instalada pela concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto, grande parte dos imóveis ainda não está conectada à rede.
“Há um problema. 70% do esgoto produzido em Cuiabá não é tratado, porque ele não chega na rede coletora. A empresa fez a rede coletora, fez novas estações de tratamento, mas o esgoto não chega para ser tratado. É preciso encontrar uma solução para fazer essa ligação da fossa séptica até a rede coletora, em condições acessíveis para a população”, defendeu.
Durante a discussão da matéria, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) manifestou apoio ao projeto e ressaltou que a degradação dos rios não é uma realidade exclusiva da capital mato-grossense. Ele também sugeriu a ampliação da proposta para contemplar ações voltadas à recuperação e preservação de nascentes, além de solicitar participação como coautor do projeto. “Não é privilégio de Cuiabá. Todas as cidades onde o rio corta a área urbana convivem com o descaso do lixo. Precisamos de um programa de resíduos sólidos muito forte em Mato Grosso”, manifestou.
Já o deputado Nininho (Republicanos) defendeu que parte dos recursos arrecadados com multas ambientais seja destinada à recuperação de nascentes, afluentes e margens de rios degradadas pelo assoreamento. “Esses recursos poderiam ser destinados para recuperação das nossas afluentes e dos nossos rios. Isso sim, é cuidar da água, que é a coisa mais sagrada que nós temos”, declarou.
Programa – O projeto em tramitação na ALMT, estabelece uma política estadual permanente para prevenção, controle e redução da poluição hídrica provocada pelo lançamento irregular de resíduos, esgoto e outras substâncias nocivas em rios, riachos e demais cursos d’água de Mato Grosso.
Entre os objetivos da proposta estão a proteção da qualidade da água, a recuperação de áreas degradadas, o incentivo à ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, a recomposição da vegetação ciliar e o fortalecimento da participação da sociedade em ações de preservação ambiental.
O texto também prevê monitoramento periódico da qualidade das águas, mapeamento de pontos críticos de poluição, apoio técnico e financeiro aos municípios, campanhas de educação ambiental e parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e empresas ligadas às áreas de saneamento e sustentabilidade.
Fonte: ALMT – MT
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