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ALMT lamenta morte da servidora e artista Hend Santana

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lamenta a perda da servidora Hend Santana, que faleceu durante a madrugada de hoje (11) em virtude de uma parada cardíaca. Profissional de carreira, nos dois últimos anos, Hend trabalhou como produtora e apresentadora do Programa Lugar de Mulher, da Rádio Assembleia (89,5 FM). Ela tinha 30 anos e deixa mãe, pai, 2 irmãos e sobrinhos.

Durante a sessão ordinária, realizada pela manhã, a Mesa diretora decretou luto de três dias e aprovou Moção de Pesar. A presidente em exercício da ALMT, Janaina Riva (MDB) afirmou que o Parlamento está em luto e destacou a expressividade da servidora e artista. “Ela foi um ícone da cultura LGBTQIA+, combatia preconceitos com sua arte. Deixa um grande legado”.

Hend era publicitária e desenvolvia um trabalho musical autoral, com defesa de temáticas importantes para as comunidades LGBTQIA+, negra e combatia a gordofobia. Na ALMT, ela estava há seis anos e era lotada na Secretaria de Comunicação. “Estamos todos muito tristes. Perdemos mais do que uma servidora, perdemos uma voz, uma expressão da cultura mato-grossense”, lamenta a secretária de comunicação, Rosemeire Felfili.

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“Minha parceira, sempre tão sensível e emotiva”, lembra a superintendente da Rádio AL, Tatiana Medeiros, que dividia com ela a bancada do programa “Lugar de Mulher”, no qual conduziam debates sobre o protagonismo feminino. “Uma artista nata, com voz e inspiração contra todo tipo de preconceito. Lutou brilhantemente nas causas LGBTQI+. Ativista até sua morte, em prol da igualdade de gênero. Tenho certeza que sua voz linda não será calada”, completa.

Como artista, Hend lançou em 2017 o projeto autoral “Música Gorda”, com cinco músicas que transitam entre o pop, nova MPB, batida eletrônica e cheio de referências ao estilo R&B. Na semana passada, ela conquistou o 3º lugar no Festival Prima Canta 2022, promovido pela Secretaria de Cultura de Primavera do Leste e, em março, recebeu o prêmio “Resistência Negra”.

Destacando a trajetória de vida da Hend, a servidora Silviane Ramos Lopes da Silva lembrou do período acadêmico. “Fui professora dela no curso de Publicidade e sua personalidade combativa e marcante já rompia fronteiras numa dimensão inspiradora e libertadora de lutar para ser quem se deseja ser”.

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“Essa é uma perda muito difícil para a Rádio Assembleia, pelo trabalho criativo e assertivo que ela desenvolvia. Mas para a música de Mato Grosso é uma perda ainda maior por sua voz singular e performances disruptivas”, destacou a radialista e colega Tayana Bruno. “Pra a luta contra toda forma de discriminação e preconceitos é uma perda imensurável, sobretudo pelo direito de ser quem se é”, lamentou.

Fonte: ALMT

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Chico Guarnieri propõe programa para diagnóstico tardio e inclusão de autistas no mercado de trabalho em MT

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Está em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) o Projeto de lei, nº 194/2026, de autoria do deputado Chico Guarnieri (PSDB), que cria o Programa Estadual NeuroMT. A proposta é voltada à identificação tardia, ao suporte e à inclusão produtiva de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente adultos que não tiveram diagnóstico na infância.

A inicaitiva busca enfrentar uma realidade ainda pouco visível: a de pessoas que passaram anos sem diagnóstico e, por isso, enfrentaram dificuldades na vida social e profissional.

O tema ganhou destaque durante uma palestra sobre o TEA promovida pelo parlamentar, na última quarta-feira (28), em Campo Novo do Parecis, onde relatos reforçaram, na prática, os impactos dessa realidade.

A fotógrafa Ana Paula Grillo, mãe atípica e atualmente em processo de investigação diagnóstica, destacou que o diagnóstico, mesmo quando ocorre na vida adulta, pode trazer respostas importantes. “Sim, tem uma janela, por exemplo, quanto antes o diagnóstico, quanto antes as intervenções, quanto antes a alta das terapias também. E com certeza, hoje está vindo muitos diagnósticos na fase adulta”, afirmou.

Ela explica que esse processo tem um efeito direto na forma como a pessoa compreende a própria trajetória. “Para mim, falo por mim mesmo e com certeza é uma fala para todos os adultos que estão nisso, é importante porque começa a fazer sentido a vida inteira e inclusive o que eu vivo hoje”.

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Ana Paula também chama atenção para os impactos emocionais da falta de diagnóstico adequado ao longo da vida. “Então assim, é importante porque hoje eu tenho picos depressivos, eu tenho ansiedade, eu tenho síndrome do pânico e quantas outras pessoas estão vivendo isso e não sabem”.

Em outro momento, a coordenadora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cuiabá (APAE) de Campo Novo do Parecis, Jully Gabrieli da Silva Turchen, que também recebeu o diagnóstico mais tarde, ressaltou como a identificação poderia ter evitado situações difíceis, principalmente no ambiente de trabalho.

Segundo ela, a falta de compreensão sobre suas necessidades gerava desconfortos, especialmente em relação ao contato físico — algo que, após o diagnóstico, passou a ser respeitado. “Hoje as pessoas entendem, respeitam mais. Antes, eu não sabia como explicar”, falou.

“O que estamos fazendo é olhar para uma parcela da população que, por muito tempo, ficou invisível. Pessoas com capacidade, com potencial, mas que não tiveram acesso ao diagnóstico e, muitas vezes, nem às oportunidades”, destacou o parlamentar.

Entre as medidas previstas está a criação de uma ferramenta digital de triagem, que auxiliará na identificação de sinais de autismo em adultos e no encaminhamento para atendimento especializado na rede pública de saúde.

O projeto também prevê a capacitação de profissionais da saúde para o reconhecimento desses sinais e a ampliação do atendimento multiprofissional em unidades como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

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Outro ponto de destaque é a criação do Banco Estadual de Talentos Neurodiversos, que permitirá mapear habilidades e conectar pessoas com TEA a oportunidades de trabalho em setores estratégicos como tecnologia, logística e agronegócio.

Além disso, a proposta institui o selo “Empresa Neurodiversa”, que reconhecerá empresas que adotarem práticas inclusivas na contratação e permanência de profissionais neurodivergentes, incentivando um ambiente de trabalho mais acessível e diverso.

O texto também autoriza parcerias com instituições como SENAI, SESI e SENAC para a qualificação profissional, alinhando a inclusão ao desenvolvimento econômico do estado.

Outro avanço previsto é a criação da Semana Estadual de Conscientização e Inclusão do Autista Adulto, a ser realizada anualmente, com ações voltadas à informação, combate ao preconceito e fortalecimento da rede de apoio.

“Esse projeto não fala só de inclusão social, ele também fala de desenvolvimento. Quando a gente reconhece e valoriza essas habilidades, a gente também fortalece a economia e cria novas oportunidades para o nosso estado”, afirmou Guarnieri.

A iniciativa, está alinhada à legislação federal e busca transformar Mato Grosso em referência na inclusão produtiva de pessoas com autismo, promovendo dignidade, autonomia e oportunidades reais para quem, por muito tempo, esteve à margem das políticas públicas.

A proposta foi presentada em março deste ano (2026) e segue pauta para analise nas comissões de mérito e votação em plenário.

Fonte: ALMT – MT

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