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ALMT e Prefeitura promovem comemorações dos 307 anos de Cuiabá com transmissão ao vivo da Rádio Assembleia

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A programação de abertura das comemorações pelos 307 anos de Cuiabá, realizada nesta terça-feira (7), no Parque das Águas, reuniu música, cultura popular, gastronomia, artesanato, atrações regionais e nacionais e contou com transmissão ao vivo da Rádio Assembleia 89,5 FM, diretamente do local. Durante três horas, a emissora do Legislativo mato-grossense acompanhou em tempo real tudo o que estava acontecendo no evento e ouviu autoridades e artistas locais e nacionais que passaram pelo estúdio montado especialmente para a ocasião.

O evento é promovido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, e segue até sexta-feira (10), com mais de 50 atrações, incluindo apresentações de samba, pagode, sertanejo, rasqueado, lambadão, música gospel, cururu e siriri.

O secretário-adjunto de Comunicação da ALMT e superintendente da Rádio Assembleia, José Marques, afirmou que a emissora preparou uma programação especial para o aniversário de Cuiabá. O programa Balaio Brasil será transmitido na quinta (9) e sexta-feira (10), às 8h. Também na quinta-feira, às 12h, será a vez do Sala de Rock. Já o programa NO12SOUND celebrará seus quatro anos de existência na sexta-feira, às 10h.

“A Rádio Assembleia estará presente no local com transmissão ao vivo, levando ao público a cobertura do aniversário de Cuiabá diretamente do evento. Além disso, vamos transmitir do parque os programas da nossa grade, o que amplia o alcance da comunicação pública e permite que a população acompanhe esse momento especial da Capital”, disse.

Estúdio de vidro da Rádio Assembleia, no Parque das Águas.

Estúdio de vidro da Rádio Assembleia, no Parque das Águas.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Em sua avaliação, o primeiro dia de evento e de transmissão da rádio foi um sucesso. “As pessoas puderam acompanhar o evento ao vivo pela Rádio Assembleia e também por meio do site, da TV, das fotografias e dos demais conteúdos produzidos pela Secretaria de Comunicação. Esse trabalho integra uma política de fortalecimento da comunicação institucional, para estimular uma participação cada vez maior da sociedade”, ressaltou.

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O deputado estadual Paulo Araújo (Republicanos) falou sobre sua relação afetiva com Cuiabá, onde nasceu, e celebrou a parceria entre a ALMT e a Prefeitura de Cuiabá para realização do evento.

“Eu sou cuiabano, cuiabano mesmo. Nasci na região do CPA. Conheço todas as ruas dali, porque andei em todas elas. Depois eu me mudei para a região do Verdão. Estou muito feliz com essa festa, extremamente popular, com várias atrações e sendo realizada em um espaço de fácil acesso. Quem ganha com isso é a população que está aqui prestigiando”, frisou.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou a importância da participação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso nas comemorações pelos 307 anos da Capital. Segundo ele, o envolvimento do Parlamento estadual fortalece a realização do evento e contribui para levar ao público uma celebração de grande porte.

“É muito importante para nós, no município de Cuiabá, ter a participação da Assembleia Legislativa nesse processo. Quando o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, e os demais deputados abraçam essa causa de comemorar os 307 anos de Cuiabá, depois de tanto tempo em que o povo cuiabano ficou carente de uma atividade, de um evento, eu acho que isso é muito importante”, afirmou.

O prefeito disse ainda que a programação foi pensada para valorizar a cultura cuiabana em diferentes expressões, com espaço para artistas locais, artesanato, gastronomia e comércio popular. Segundo ele, a proposta é fazer da comemoração uma festa aberta, plural e acessível. “Temos mais de 50 artistas locais. É a festa da nossa cidade. É a festa da cuiabania. É a festa da nossa gastronomia, da nossa arte, da nossa cultura”, ressaltou.

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O secretário de Cultura, Johnny Everson, reforçou a importância da parceria com a ALMT. “São 307 anos celebrados, desta vez, com quatro dias de programação, tendo como espinha dorsal a valorização do artista cuiabano e do artista regional. Até sexta-feira, vamos ter sertanejo, samba, pagode, cururu, siriri, música gospel, rasqueado cuiabano e lambadão. É uma festa linda, de amor, de harmonia e de união e todos estão convidados a participar”, salientou.

Em Mato Grosso há 44 anos e morando em Cuiabá há cerca de oito, o governador Otaviano Pivetta destacou o perfil acolhedor da cidade. “Cuiabá merece tudo de bom. Estamos à frente do governo de Mato Grosso há poucos dias e tenho reafirmado que a gestão precisa olhar para todos os cantos deste estado continental. Mas Cuiabá é a nossa capital. Por isso, toda a atenção e todo o reconhecimento a Cuiabá, que nos recebeu tão bem”, disse.

Organização e segurança – A estrutura, organização e o policiamento reforçado foram os principais itens apontados pela população que compareceu ao Parque das Águas no primeiro dia de evento, como Marconi Barbosa, que estava com os filhos de 3 e de 12 anos. “Está tudo ótimo e muito tranquilo. Todos podem vir”, convidou.

Fabiana Brandão foi ao evento acompanhada da irmã, de 19 anos. “A festa está muito boa, bem organizada e tem muita segurança. Dá para vir com a família tranquilamente”, relatou.

Layelijane Oliveira estava com o marido e a filha de 9 anos e foi preparada para ficar até o final da festa. Para isso, eles levaram cadeiras, mesa e seu próprio isopor com bebidas e ficaram confortavelmente instalados perto do palco. “Eu vim para ver, principalmente, o show da dupla César Menotti e Fabiano. A festa está maravilhosa, muito bem organizada. Estou gostando muito”, avaliou.

Confira aqui a programação completa.

Fonte: ALMT – MT

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Mulheres na ALMT: trajetória iniciada há quase sete décadas ganha novo capítulo

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Vera Lúcia Araújo - Verinha -15ª Legislatura (2003-2017).

Vera Lúcia Araújo – Verinha -15ª Legislatura (2003-2017).

Foto: Helder Faria

Teté Bezerra -17ª Legislatura (2011-2015).

Teté Bezerra -17ª Legislatura (2011-2015).

Foto: Helder Faria

A participação feminina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atravessa quase sete décadas desde a eleição de Oliva Enciso, em 1958. No último domingo (4), essa história ganhou um novo capítulo com a eleição de Samantha do Abilio (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos), que ocuparão duas das 24 cadeiras da Casa a partir de 2027.

Oliva foi a primeira mulher eleita deputada estadual em Mato Grosso, 26 anos depois da conquista do direito ao voto feminino no Brasil. Professora, atuou na educação e na assistência social e também foi vereadora de Campo Grande antes de chegar à Assembleia para a 4ª Legislatura, entre 1959 e 1963, quando Mato Grosso ainda não havia sido dividido.

A historiadora Dejenana Keila Oliveira Campos explica que a participação institucional das mulheres na política mato-grossense começou a ganhar espaço ainda nas décadas de 1920 e 1930, influenciada pela luta e conquistas dos direitos sociais e políticos. Em Mato Grosso, organizações de mulheres, a educação e a imprensa contribuíram para ampliar a presença feminina na vida pública.

A conquista do direito ao voto, porém, não significou acesso imediato aos cargos eletivos. Dejenana aponta que a estrutura política estadual foi historicamente marcada pelo coronelismo, pelas relações familiares e por uma organização patriarcal. Enquanto os homens tiveram o acesso à política tratado como algo natural, as mulheres precisaram construir reconhecimento público por outros caminhos, como a educação, a escrita e a atuação social.

A coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Mulher e as Relações de Gênero da Universidade Federal de Mato Grosso (Nuepom-UFMT), Madalena Rodrigues, também relaciona a baixa representação feminina às estruturas sociais construídas historicamente. “A política de Mato Grosso é uma política patriarcal, cercada pelos homens”, afirma. Segundo ela, as barreiras estão relacionadas não apenas ao gênero, mas também à classe e à raça.

Diferentes caminhos — Ao longo das décadas, as mulheres chegaram à política por diferentes trajetórias. Dejenana aponta que, em Mato Grosso, uma delas foi o capital político familiar, com candidaturas construídas a partir da trajetória de pais, maridos ou outros homens da família. Educação, movimentos sociais e sindicais, atuação profissional e mandatos municipais também se consolidaram como portas de entrada.

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A ex-deputada estadual Vera Araújo, a Verinha, percorreu uma trajetória ligada à educação e ao movimento sindical. Professora e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), foi eleita vereadora de Cuiabá em 2000 e, dois anos depois, conquistou uma cadeira na ALMT, sendo a única mulher entre os 24 deputados estaduais eleitos.

Verinha relata que ocupar um espaço predominantemente masculino significava conviver com cobranças sobre sua capacidade. “Se você faz essa opção, essa decisão de disputar o poder, você tem que provar que você dá conta, que você é competente. Senão eles vêm, dizem: ‘Ah, não deu conta porque é mulher’”, afirma.

Mãe de três filhos, ela também se preocupava que algum problema familiar fosse relacionado à decisão de estar na política. “Eu sempre me preocupei muito com isso, porque eu percebo que, quando a mulher faz essa disputa de poder, ela acaba carregando com ela essa culpa de que nada dê errado com seus filhos, com a sua casa, com a sua família. Porque, se alguma coisa dá errado, ela vai ser culpada porque saiu para o espaço público”, relata.

Mesmo dividindo os cuidados com os filhos e as tarefas domésticas com o companheiro, Verinha afirma que a preocupação permanecia. “Quando a mulher faz essa opção de sair para disputa do espaço de poder, ela acaba sendo responsabilizada duplamente”, acrescenta.

Registros produzidos durante o mandato mostram iniciativas em áreas como educação, saúde e fiscalização do poder público. Entre elas estão a legislação relacionada ao tempo de espera em filas de bancos, uma proposta de combate ao nepotismo e a lei que instituiu o Dia Estadual de Controle à Anemia Falciforme. Outra proposta que se tornou lei instituiu a meia-entrada para professores da rede pública estadual em estabelecimentos de lazer, entretenimento e difusão cultural.

Da candidatura à permanência — A cientista política Christiany Fonseca avalia que a maioria feminina no eleitorado não se transforma automaticamente em presença equivalente nos espaços de representação. O caminho até o mandato envolve acesso aos partidos, recursos de campanha, redes políticas, apoio e condições efetivas de competição. “É preciso conseguir entrar, competir, vencer e depois permanecer na política”, resume.

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Para Christiany, analisar apenas o número de candidaturas não é suficiente, pois estar registrada na disputa não significa necessariamente ser tratada pelo partido como uma candidatura prioritária e competitiva. A divisão das responsabilidades de cuidado, a disponibilidade de tempo e as redes construídas ao longo da trajetória também interferem nesse processo.

Nas eleições gerais de 2026, as mulheres corresponderam a 34% das candidaturas registradas em Mato Grosso, mesmo percentual de 2022. Entre as 24 cadeiras da próxima legislatura estadual, duas serão ocupadas por mulheres.

A eleição de Samantha do Abilio e Alessandra Ferreira ocorre 16 anos depois do último pleito em que duas mulheres foram eleitas simultaneamente para mandatos titulares na ALMT. Em 2010, Luciane Bezerra e Teté Bezerra foram escolhidas para a 17ª Legislatura, entre 2011 e 2015.

Quase sete décadas depois da eleição de Oliva Enciso, a chegada de Samantha e Alessandra acrescenta um novo capítulo a uma trajetória marcada pela ampliação das formas de participação feminina e pela permanência do debate sobre acesso, condições de disputa e presença das mulheres nos espaços de poder.

Mulheres que ocuparam cadeiras na ALMT

4ª Legislatura (1959–1963)
Oliva Enciso

9ª Legislatura (1979–1983)
Sarita Baracat

11ª Legislatura (1987–1991)
Thaís Bérgo Duarte Barbosa

12ª, 13ª e 14ª Legislaturas (1991–2003)
Serys Slhessarenko

12ª Legislatura (1991–1995)
Malba Varjão — suplente

13ª Legislatura (1995–1999)
Zilda Pereira Leite — suplente

15ª Legislatura (2003–2007)
Vera Lúcia Araújo
Ana Carla Muniz

16ª Legislatura (2007–2011)
Chica Nunes
Vilma Moreira — suplente

17ª Legislatura (2011–2015)
Luciane Bezerra
Teté Bezerra

18ª, 19ª e 20ª Legislaturas (2015-2027)

Janaina Riva

20ª Legislatura (2023–2027)
Marildes Ferreira — suplente
Profa. Graciele (Graciele Marques dos Santos) — suplente
Valdeníria Dutra — suplente
Sheila Klener — suplente
Sandy de Paula — suplente
Priscila Dourado — suplente

Edna Sampaio — suplente
Eliane Xunakalo — suplente e primeira mulher indígena a assumir temporariamente uma cadeira na história da ALMT.

*Os períodos indicados correspondem às legislaturas, não necessariamente ao tempo de exercício de cada parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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