POLÍTICA
ALMT aprova projeto que batiza a ZPE de Cáceres com nome de engenheiro responsável pela obra
POLÍTICA
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão plenária de quarta-feira (26), o projeto de lei que denomina a Área da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (AZPEC) como “Engenheiro Adilson Domingos dos Reis”. A proposta, apresentada pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi, tem como objetivo reconhecer a contribuição de Adilson para o desenvolvimento da infraestrutura e da economia regional.
Com uma extensão de aproximadamente 240 hectares, a AZPEC é a terceira Zona de Processamento de Exportação do Brasil. O projeto recebeu um investimento de R$ 16 milhões, com obras retomadas em 2020 e concluídas em dezembro de 2023. O projeto de lei ressalta a relevância econômica da ZPE e o legado deixado por Adilson, que foi um dos principais defensores da operação da Hidrovia do Rio Paraguai, elemento crucial para a integração logística da região.
Homenageado
Nascido em 5 de julho de 1948, em Cáceres, Adilson foi um renomado engenheiro civil e especialista em segurança do trabalho, graduado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e exerceu diversas funções públicas, incluindo inspetor do Crea-MT e colaborador da Secretaria de Planejamento de Cáceres.
Adilson faleceu recentemente aos 76 anos, vítima de um acidente vascular cerebral, deixando um legado de dedicação ao desenvolvimento socioeconômico da região. “O projeto de lei é uma forma de homenagear seu trabalho e compromisso com a construção da AZPEC e outras iniciativas voltadas para o progresso da macrorregião Oeste-Sudoeste de Mato Grosso”, explica Russi.
A proposta de homenagem do deputado seguirá para segunda votação em sessão ordinária.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Mato Grosso proíbe visitas íntimas a condenados por feminicídio, estupro e pedofilia
O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.
A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.
A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.
“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.
Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.
“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.
Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.
Fonte: ALMT – MT
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