POLITÍCA NACIONAL
Senado deve votar nesta quarta projeto que reduz imposto de combustíveis
POLITÍCA NACIONAL
O Senado pode votar nesta quarta (12) o projeto de lei complementar que cria regras para o governo federal abrir mão de receitas (com a redução de tributos sobre combustíveis) e compensar a renúncia com receitas extraordinárias do petróleo.
Segundo o governo, o objetivo é reduzir os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira.
Neste momento, o projeto (PLP 114/2026) está em tramitação na Câmara dos Deputados. Na manhã desta quarta, houve uma reunião na qual se decidiu que a Câmara deve votar a matéria no início da tarde para, em seguida, ocorrer a sua votação no Senado. O acordo foi anunciado pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.
Além de Guimarães, participaram da reunião o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; e a líder do governo do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).
José Guimarães também disse que o acordo envolve a inclusão de outros temas no projeto. Ele informou que serão inseridos dispositivos sobre minerais críticos e estratégicos, fertilizantes e a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027.
— Foi feito um acordo envolvendo os ministérios de Planejamento e Fazenda. E já comunicamos ao presidente [da Câmara] Hugo Motta. Está tudo bem negociado. Vota no início da tarde na Câmara e ainda na parte da tarde no Senado Federal — declarou o ministro.
Já Teresa Leitão afirmou que a negociação sobre o texto a ser votado buscou conciliar medidas de política pública e regras fiscais.
— Foi um grande esforço do governo, um esforço de negociação, um esforço para contemplar tudo que era necessário para manter o equilíbrio fiscal e ao mesmo tempo permitir que pontos importantes da política pública sejam viabilizados — ressaltou a senadora.
Diálogo
Segundo o ministro e a líder do governo no Senado, o diálogo entre o presidente do Senado e o presidente Lula foi retomado.
— Alcolumbre e Lula precisam conversar: os dois presidentes. Conseguimos isso com esforço coletivo. Era a primeira conversa política, uma conversa entre os dois, e hoje nós fomos testemunha de que a conversa realmente teve frutos importantes — disse Teresa.
De acordo com Guimarães, o encontro deu continuidade à conversa iniciada na semana passada entre os presidentes da República e do Congresso. O ministro afirmou que o diálogo foi retomado e que novos encontros devem ocorrer até o fim da semana para tratar das pautas em tramitação no Senado.
— O diálogo foi retomado, a parte daquela reunião anterior. E hoje nós aprofundamos esse diálogo com as duas figuras importantes do governo, que é a líder do Senado e o Ministério das Relações Institucionais. Nesta reunião com o presidente, uma reunião descontraída, tranquila, sem estresse, nós discutimos todas as pautas do Brasil, todas — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
CDH cria comissão para apurar denúncias sobre hospital infantil no Maranhão
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (12) a criação de uma comissão temporária externa, com duração de 120 dias, para apurar denúncias de negligência, superlotação e aumento de mortes no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís. O requerimento é do senador Weverton (PDT-MA), que também apontou relatos de demora no atendimento e falta de especialistas.
Segundo o senador, documentos encaminhados a órgãos de fiscalização indicam que o hospital teria registrado 113 mortes em 2025, das quais 101 ocorreram em unidades de terapia intensiva (UTIs) pediátricas. De acordo com os dados apresentados no requerimento, o número representaria aumento de aproximadamente 159% em relação a 2024. Weverton também citou relatos de familiares e profissionais de saúde sobre superlotação, demora no atendimento e falta de especialistas. As informações serão objeto de apuração pela comissão temporária.
Para Weverton, as denúncias envolvem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e exigem acompanhamento do Senado. O senador defendeu uma investigação sobre as condições de atendimento na unidade.
Saúde indígena
A CDH aprovou também requerimentos para a realização de audiências públicas. Um deles (REQ 113/2026), da presidente da comissão, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), prevê debate sobre o assassinato do agente indígena de saúde (AIS) Geovane Yanomami, ocorrido em julho, em Roraima, e sobre as condições de trabalho e proteção desses profissionais. A data ainda não foi definida.
Damares citou relatos apresentados em audiência da Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami sobre as condições de segurança dos agentes de saúde e defendeu a participação de representantes dos profissionais e dos órgãos responsáveis pelas políticas de saúde, segurança pública e proteção dos povos indígenas.
— É premente a necessidade de ouvirmos representantes dos profissionais de saúde indígena de todas as regiões do Brasil, bem como representantes dos órgãos governamentais responsáveis pelas políticas de segurança pública, saúde e proteção dos povos indígenas — afirmou.
Deverão ser convidados representantes dos Ministérios da Saúde, dos Povos Indígenas e da Justiça e Segurança Pública, além de representantes de sindicato de trabalhadores em saúde dos territórios indígenas.
Outras audiências
Também de Damares, o REQ 114/2026 prevê audiência, em conjunto com a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), sobre a fibrose pulmonar. Segundo a senadora, pacientes enfrentam dificuldades para obter diagnóstico, realizar exames especializados e ter acesso a serviços, centros de referência, medicamentos e terapias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A data será definida.
O REQ 117/2026, de Damares, propõe audiência sobre o atendimento pelo SUS de pacientes com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), doença rara que pode causar complicações graves. A senadora afirma que há diferença entre os prazos previstos para incorporação e disponibilização de tecnologias em saúde e o tempo efetivamente levado para que os pacientes tenham acesso aos tratamentos.
Já o REQ 112/2026, de Damares, prevê debate sobre eventos adversos relacionados a dispositivos médicos implantáveis destinados à saúde da mulher, com destaque para o dispositivo Essure. Devem participar representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), além de especialistas em ética médica e segurança do paciente.
O senador licenciado Eduardo Girão (CE) apresentou dois requerimentos. O REQ 115/2026 prevê audiência sobre publicidade e patrocínio de organizações esportivas por empresas e plataformas relacionadas a serviços de profissionais do sexo e à produção ou comercialização de conteúdo adulto. Segundo Girão, essas empresas passaram a utilizar clubes, equipes, uniformes e eventos esportivos para promover suas marcas.
Já o REQ 116/2026 propõe audiência sobre decisões judiciais que, segundo o senador, podem afetar a liberdade de imprensa. Devem ser convidados representantes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça do Ceará. Girão quer discutir decisões relacionadas à remoção de conteúdos, ao bloqueio de perfis e canais de comunicação e à indisponibilização de plataformas digitais.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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