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Seminário na Câmara aponta demora no tratamento do câncer de cabeça e pescoço; assista

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O Brasil registra cerca de 41 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço por ano, e 70% deles são diagnosticados em estágio avançado, o que compromete o tratamento. A doença é agressiva e silenciosa. Segundo a Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço, mais de 60% dos pacientes esperam em média 60 dias para iniciar o tratamento, desrespeitando o prazo legal.

Um seminário realizado pela Subcomissão Especial de Prevenção e Controle do Câncer, vinculada à Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, discutiu mecanismos para acelerar esse diagnóstico.

A deputada Silvia Cristina (PP-RO), uma das parlamentares que pediram a realização do seminário, cobrou soluções para melhorar o diagnóstico precoce, o acesso ao tratamento e a estrutura da rede oncológica do Sistema Único de Saúde.

Reportagem – Giulianno Cartaxo
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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Indígenas defendem aprovação do plano nacional que valoriza suas culturas

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Representantes de povos indígenas defenderam, em audiência pública na Câmara dos Deputados, a aprovação do Projeto de Lei 6620/25, que institui o Plano Nacional de Valorização das Culturas Indígenas. Assim como os demais participantes, a representante do Ministério dos Povos Indígenas, Giovana Mandulão, ressaltou que o reconhecimento das formas de vida dos diferentes povos representa um processo de reparação histórica pela violência do processo colonial brasileiro.

“Por séculos, as políticas do Estado brasileiro operaram uma lógica do apagamento cultural, da assimilação forçada, do silenciamento das nossas línguas e da criminalização das nossas espiritualidades”, ressaltou Giovana. “E quando nós, povos indígenas, falamos de cultura, não estamos falando apenas de folclore. As culturas indígenas são um sistema de vida de cada povo. A nossa cultura é o nosso território, é a nossa memória, é a nossa espiritualidade, é a forma como educamos nossas crianças, como curamos nossos doentes, como produzimos nossos alimentos e como mantemos a floresta em pé”, explicou.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que pediu a realização do debate, lembrou que a proposta foi apresentada pelos povos indígenas durante a conferência do clima em Belém no ano passado. Na Câmara, o projeto foi assinado pelas deputadas Juliana Cardoso (PT-SP), Célia Xakriabá (Psol-MG) e Benedita da Silva (PT-RJ). A relatora na comissão é a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), que apresentou um texto substitutivo.

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O eixo principal da proposta consiste em assegurar o protagonismo indígena em todas as etapas das políticas culturais voltadas às suas comunidades. O texto estabelece também que o poder público deve adotar medidas para ampliar o acesso de indígenas aos mecanismos de fomento à cultura previstos em lei.

No entanto, a deputada Jandira Feghali pediu aos representantes de povos indígenas que estudem o texto e sugiram as modificações que considerarem necessárias.

“Vocês precisam analisar esse substitutivo para opinar sobre ele antes que a gente evolua com ele. Não vamos votar um texto sem que vocês opinem.  A relatora não está aqui, mas eu acho que vocês deveriam puxar uma reunião com ela para darem as opiniões de vocês sobre o texto e modificar o texto, agregar questões, alterar. Todo relator precisa ouvir para poder construir o texto mais justo e que melhor represente o que vocês querem”, apontou.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Plano Nacional de Cultura dos Povos Indígenas. Dep. Jandira Feghali (PCdoB - RJ)
Jandira Feghali pediu a realização do debate na comissão

Documentação
O projeto também determina que os governos devem apoiar iniciativas voltada à documentação, preservação e revitalização de línguas indígenas. A artista e ativista indígena Daiara Tukano lembrou que, durante o século XX, o Estado brasileiro proibiu os povos de utilizarem suas línguas.

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“As políticas integracionistas, ao longo de todo o século 20, proibiram as nossas línguas, torturando nossos pais, nossos avós ainda crianças dentro de internatos, essa é a história da minha família, meu bisavô jogou todos os seus instrumentos de cerimônia no rio pra que aquilo não fosse levado pelos padres. E hoje, nossos avôs, nossos pajés, estão morrendo, nossas línguas estão morrendo, e nós precisamos nos articular para que o Estado também possa ser responsável pela renovação, pela resistência, pelo reflorescimento dos nossos povos”, pediu.

De acordo com a representante do Museu Nacional dos Povos Indígenas, Juliana Tupinambá, no Brasil vivem 391 povos, que falam 295 línguas. Para ela, preservar as culturas dos indígenas é preservar a diversidade cultural do país.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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