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POLITÍCA NACIONAL

Secretário de Comunicação defende ampliação do alcance da Rede Legislativa de Rádio e TV

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A Câmara dos Deputados sediou nesta quinta-feira (3) o Encontro da Rede Legislativa de Rádio e TV 2025: Expansão e Futuro, reunindo representantes de legislativos estaduais e municipais. O evento marcou o início dos debates sobre o crescimento e o futuro da rede, criada para compartilhar canais e infraestrutura, reduzindo custos para as casas legislativas.

Atualmente, a Rede Legislativa opera 1.618 estações de TV, alcançando 128 milhões de pessoas, e 25 estações de rádio.

O secretário de Comunicação Social da Câmara, deputado Marx Beltrão (PP-AL), ressaltou a importância estratégica do encontro para ampliar o alcance da rede no país. Ele destacou o Programa Brasil Digital, do Ministério das Comunicações, que financia a expansão das TVs públicas com recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), como uma ferramenta crucial para superar a falta de recursos em municípios.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
deputado Marx Beltrão
Marx Beltrão: apoio do governo federal neste momento é fundamental

“Converso com presidentes de câmaras municipais e, muitas vezes, eles querem fazer a TV lá no município, mas falta recurso, falta investimento. O apoio do governo federal neste momento é fundamental para que a gente possa avançar a comunicação pública para cada canto do país”, disse.

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Durante o evento, Beltrão assinou acordos de cooperação técnica com as câmaras municipais de Balneário Camboriú (SC), Caxambu (MG), Cidade Ocidental (GO), Coronel Fabriciano (MG), Cuité (PB), Limeira (SP), Sapezal (MT) e Turmalina (MG).

Controle social
O diretor-executivo de Comunicação e Mídias Digitais da Câmara, Cláudio Araujo, também reforçou a importância da Rede Legislativa.

“A gente está levando a comunicação pública de uma maneira isenta do trabalho parlamentar, especialmente para o cidadão. Esse é um lado, mas tem outro lado também. Nós somos uma ferramenta de controle social. Então, é importante a gente sempre se lembrar disso”, afirmou Araujo.

O mesmo tom foi dado pelo conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Vinícius Caram. Para ele, as mídias legislativas representam o empoderamento da democracia brasileira. “Quando você dá transparência aos trabalhos que são realizados, acho que isso, por si só, já justifica a expansão da Rede Legislativa”, disse.

Recursos
O secretário de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações, Wilson Wellisch, afirmou aos participantes do encontro que o Programa Brasil Digital já empenhou R$ 150 milhões para levar a comunicação pública a 250 municípios sem sinal da EBC e da Rede Legislativa.

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“A gente tem uma possibilidade muito grande de utilizar recursos do PAC para estimular o crescimento da rede pública, em especial na sua localidade”, disse para a plateia formada por representantes de casas legislativas.

Novos debates
Os participantes do Encontro da Rede Legislativa de Rádio e TV 2025 conheceram pela manhã os procedimentos para adesão ao Programa Brasil Digital. À tarde e durante o dia de amanhã, serão realizados debates sobre a Televisão 3.0 e o uso da inteligência artificial (IA) na comunicação pública. Haverá ainda uma apresentação da Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral), presidida por Gerson de Castro, da TV Assembleia do Rio Grande do Norte.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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Ministro da Fazenda defende fim da jornada 6×1 em debate na Câmara dos Deputados

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta terça-feira (12), na Câmara dos Deputados, que a redução da jornada de trabalho pode ajudar a diminuir desigualdades no país.

Segundo o ministro, os setores que ainda adotam a jornada de seis dias de trabalho por semana, com apenas um de descanso, já são minoria. Mesmo assim, os trabalhadores submetidos a essa escala têm menor renda e escolaridade e são majoritariamente negros.

Dario Durigan participou de debate na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, sobre o fim da jornada 6×1, com seis dias de trabalho para um de descanso.

Segundo o ministro, entre 60% e 90% das empresas de setores intensivos em mão de obra, como construção civil, serviços e agronegócio, já adotam a escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso.

“A busca aqui é diminuir essa diferença, para que a população trabalhadora mais pobre, negra e com menos formação não seja discriminada na realidade do trabalho”, afirmou Durigan.

Renato Araújo / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Aspectos econômicos sobre a redução da jornada de trabalho. Economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo - Fecomercio-SP, Fábio Pina.
Fábio Pina: medida pode provocar desemprego e inflação

Impactos
O representante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Felipe Vella Pateo, afirmou que os trabalhadores que cumprem jornada de seis dias e 44 horas semanais acumulam desvantagens em relação aos que trabalham 40 horas por semana.

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Segundo ele, a maioria desse grupo é formada por pessoas negras, com baixa escolaridade e alta rotatividade no emprego. De acordo com o pesquisador, quem trabalha 44 horas semanais recebe, em média, R$ 2,6 mil por mês. Já os trabalhadores com jornada de 40 horas têm renda média mensal de R$ 6 mil.

Felipe Vella Pateo afirmou ainda que a redução da jornada aumentaria o custo da hora trabalhada, mas com impactos diferentes entre os setores.

Segundo ele, na agropecuária o custo operacional poderia subir 3%. Já em setores com mais de 500 mil trabalhadores, o aumento estimado seria de 5%.

O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, Fábio Pina, afirmou que a redução da jornada pode elevar em R$ 160 bilhões os gastos das empresas com folha de pagamento.

Na avaliação dele, a medida pode provocar desemprego e inflação.

“Eu vou produzir dois tipos de empresas no Brasil hoje: as que podem absorver esse custo e repassar para os preços; e as que não têm condições de absorver esse impacto, o que pode gerar demissões e informalidade”, disse Fábio Pina.

Aumento de produtividade
O professor de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), José Dari Krein, afirmou que experiências internacionais apontam aumento de produtividade e redução de faltas ao trabalho em países que diminuíram a jornada semanal.

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Como exemplo, ele citou a Islândia. Segundo o professor, 51% dos trabalhadores do país atuam em jornadas de quatro dias por semana.

Autor de uma das propostas sobre redução da jornada de trabalho, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) afirmou que a reforma tributária pode aumentar em até 20% a produtividade das empresas brasileiras nos próximos dez anos.

O parlamentar também afirmou que a inteligência artificial deve trazer ganhos de produtividade para a economia.

“Em que momento nós vamos transferir parte desse ganho para os trabalhadores? O que quebra uma economia são os trabalhadores adoecidos”, declarou Reginaldo Lopes.

Doenças do trabalho
Segundo o deputado Dimas Gadelha (PT-RJ), os gastos da Previdência com auxílio-doença passaram de R$ 5 bilhões, em 2005, para R$ 15 bilhões atualmente.

Ainda de acordo com o parlamentar, as despesas com acidentes de trabalho subiram de R$ 5 bilhões para R$ 12 bilhões no mesmo período.

Gadelha afirmou que, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve ganho real de 50% no período, os custos com doenças relacionadas ao trabalho cresceram mais de 150%.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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