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Retrospectiva: na área de saúde, Câmara aprovou propostas para ampliar direitos de pacientes e fortalecer o SUS

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No primeiro semestre de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou propostas voltadas ao fortalecimento da assistência à saúde, da prevenção de doenças e da garantia de direitos dos pacientes.

Entre os principais avanços estão medidas para ampliar a cobertura vacinal, assegurar direitos às pessoas com diabetes tipo 1, facilitar o fornecimento de medicamentos estratégicos ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar o atendimento a famílias de crianças com deficiência ou doenças crônicas.

Números do semestre
No total, foram aprovados, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Vacinação
Para aumentar a cobertura vacinal, os deputados aprovaram o Projeto de Lei 5094/19, que determina a atualização das vacinas sempre que usuários do SUS procurarem unidades com serviço de vacinação, inclusive durante internação hospitalar.

O projeto, de autoria do Senado, foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e será enviado à sanção presidencial.

A atualização do esquema vacinal só deixará de ser feita em caso de contraindicação médica formal ou de recusa do usuário ou de seu responsável legal, situação que deverá ser registrada no prontuário.

O projeto também determina que os serviços privados de saúde orientem pacientes com vacinação incompleta sobre a importância de seguir o calendário do Programa Nacional de Imunizações e os encaminhem ao posto de vacinação mais próximo.

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Lei garante o porte de glicosímetro em escolas e locais de trabalho

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Diabetes tipo 1
Para garantir direitos às pessoas com diabetes mellitus tipo 1 em ambientes escolares e de trabalho, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5868/25.

De autoria do Senado, o texto foi relatado pelo deputado João Cury (MDB-SP) e convertido na Lei 15.439/26.

O texto reforça o direito ao fornecimento de medicamentos e insumos pelo SUS. Também garante o porte e o uso de glicosímetro, sistema de monitoramento contínuo de glicose, insulina, bomba de insulina e outros equipamentos necessários ao tratamento em instituições de ensino e locais de trabalho.

Além disso, assegura às pessoas com diabetes tipo 1 condições especiais para a realização das provas, como já ocorre para pessoas com deficiência.

O enquadramento de quem tem diabetes tipo 1 como pessoa com deficiência será condicionado ao atendimento dos critérios estabelecidos no Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Hemoderivados para o SUS
Com a aprovação do Projeto de Lei 424/15, a Câmara torna inexigível a licitação para o fornecimento ao SUS de medicamentos hemoderivados quando a Hemobrás for a única instituição produtora.

A proposta, de autoria do deputado Jorge Solla (PT-BA), foi enviada ao Senado com o parecer favorável do deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE).

Criada em 2004, a Hemobrás é uma estatal que produz medicamentos obtidos do fracionamento do plasma do sangue doado. Esses produtos são usados no tratamento de queimaduras graves, hemofilias, doenças raras, pacientes de unidades de terapia intensiva (UTI) e cirurgias de grande porte.

A inexigibilidade de licitação também se aplica a medicamentos produzidos por biotecnologia.

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Câmara garante assistência especial a bebês que precisem de tratamento continuado

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Patologias crônicas
Outro projeto aprovado pela Câmara no primeiro semestre prevê assistência especial às mães de bebês com deficiência ou patologia crônica que exijam tratamento continuado.

O Projeto de Lei 2391/23, do deputado Duarte Jr. (Avante-MA), foi aprovado com parecer favorável da deputada Lídice da Mata (PSB-BA) e, agora, aguarda votação no Senado.

A assistência especial inclui entrega, por hospitais e maternidades, de informações por escrito sobre os cuidados com a criança e de uma lista de órgãos públicos, instituições e associações especializadas no atendimento à pessoa com deficiência ou patologia específica.

Jornada de psicólogos
Por fim, os deputados também aprovaram o Projeto de Lei 1214/19, que fixa a jornada de trabalho dos psicólogos em até 30 horas semanais, sem redução salarial.

De autoria das deputadas Erika Kokay (PT-DF) e Natália Bonavides (PT-RN), a proposta, relatada pelo deputado Helder Salomão (PT-ES), valerá para profissionais contratados pelo setor privado.

Para os profissionais contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho pela administração pública, a nova jornada dependerá de dotação orçamentária e de autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A proposta não alcança os servidores públicos federais porque mudanças nessa carreira dependem de iniciativa do Poder Executivo.

O texto está em análise no Senado.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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Eleições 2026: saiba a ordem dos votos na urna eletrônica

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Nas eleições gerais de 4 de outubro, os eleitores registrarão seis escolhas na urna eletrônica: pela ordem, deputado federal, deputado estadual (distrital, apenas no caso do Distrito Federal), dois senadores, governador e presidente da República. A votação ocorrerá das 8h às 17h (horário de Brasília), sendo garantido o direito de votar a quem estiver na fila no momento do encerramento.

A jornada na cabine individual tem início logo após a identificação oficial do eleitor, realizada pela mesa receptora mediante apresentação do título eleitoral ou do aplicativo e-Título, ou um documento oficial com foto. Serão aceitos carteira de identidade (RG), identidade social, passaporte ou outro documento de valor legal equivalente, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação.

A sequência de votação é determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentada automaticamente pela urna eletrônica. A ordem inicia-se com o voto para deputado federal (quatro dígitos) e prossegue para deputado estadual ou distrital (cinco dígitos). Em seguida, o eleitor deve digitar os números para as duas vagas em disputa para o Senado Federal (três dígitos cada). O processo é finalizado com as escolhas para governador (dois dígitos) e presidente da República (dois dígitos).

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Após a digitação de cada número, a tela exibe a foto, o nome completo, o cargo e o partido do candidato. Desde o pleito de 2022, o equipamento conta com uma pausa de segurança: a tecla “Confirma” permanece inativa por um segundo enquanto é exibida a mensagem “Confira seu voto”. O mecanismo foi desenvolvido para evitar confirmações precipitadas e permitir a verificação atenta dos dados do candidato.

Tecla verde

Se a tecla verde for pressionada durante esse intervalo de segurança, o comando será ignorado pelo sistema, bastando ao eleitor acioná-la novamente após o destravamento. O TSE esclarece que não é necessário aguardar por nenhuma mensagem adicional de confirmação, devendo o cidadão aproveitar a breve pausa apenas para conferir a imagem e os dados exibidos na tela.

Para facilitar o processo e reduzir o tempo de permanência na cabine, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve uma anotação em papel — a tradicional “cola eleitoral” — com os números dos candidatos organizados na ordem exata da votação. O TSE destaca que dados históricos de eleições anteriores servem apenas como referência, uma vez que a duração do procedimento varia de acordo com cada cidadão.

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A votação é encerrada assim que a última confirmação é registrada para o cargo de presidente da República. Ao final do horário regulamentar, a urna eletrônica emite o Boletim de Urna (BU), documento público impresso que detalha o total de votos registrados na seção e assegura a transparência e a auditabilidade do processo eleitoral.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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