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POLITÍCA NACIONAL

Projeto veda completamente desapropriação de propriedade produtiva para fins de reforma agrária

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O Projeto de Lei 2502/24 torna impossível desapropriar propriedade produtiva para fins de reforma agrária, e reduz percentuais exigidos de utilização e de eficiência da terra para que seja considerada produtiva. A proposta, do deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), está em análise na Câmara dos Deputados.

O projeto estabelece que são absolutamente insuscetíveis de desapropriação:

  • a pequena e a média propriedade rural, desde que o proprietário não possua outras que, somadas, ultrapassem o tamanho de 15 módulos fiscais;
  • a propriedade produtiva, independentemente de seu tamanho.

Atualmente, a Lei da Reforma Agrária considera insuscetíveis de desapropriação a pequena e a média propriedade rural, desde que o proprietário não possua outra propriedade rural.

Utilização
A proposição reduz de 80% para 50% o grau mínimo de utilização de uma terra (relação entre a área efetivamente utilizada e a área aproveitável total do imóvel) para que seja considerada produtiva. Para ser improdutiva, conforme a proposta, esse grau de utilização deverá ser inferior aos 50% por dez anos consecutivos.

Já o grau mínimo de eficiência na exploração da terra é reduzido, pela proposta, dos atuais 100% para 50%. Esse percentual é obtido conforme cálculo previsto em lei e varia conforme a região.

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Proteção
Na avaliação de Rodolfo Nogueira, a proteção da propriedade privada é fundamental para a prosperidade econômica e a manutenção de uma sociedade livre e democrática.

“Conforme disposto na Constituição, a propriedade produtiva é insuscetível de desapropriação para fins de reforma agrária”, afirma o parlamentar. “O texto constitucional é claro e inequívoco, garantindo que a reforma agrária não viole os direitos daqueles que, apesar das adversidades, alimentam a nação e sustentam o país.”

Ele diz também que a proposição busca ajustar a legislação evitando interpretações maliciosas. Conforme o parlamentar, circunstâncias diversas, como falecimentos ou desastres econômicos e ambientais, podem exigir que a propriedade rural permaneça inativa por um determinado período.

“Isso não implica na vontade do proprietário de abdicar da terra, mas sim a necessidade de tempo para torná-la novamente produtiva”, afirma.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

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Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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Distritais destacam Dia do Feirante durante sessão ordinária

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A comemoração do Dia do Feirante, celebrada em 25 de agosto, foi um dos temas abordados pelos deputados distritais, durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) desta terça-feira (25). Deputados ocuparam a tribuna para defender os feirantes e cobrar melhorias nas feiras da cidade.

A deputada Paula Belmonte (PSDB) disse que a data é importante, pois temos mais de 100 feiras no DF, dos mais variados tipos. Para ela, os feirantes precisam de mais segurança jurídica. A distrital destacou que as feiras são locais com produtos de qualidade e que expressam a cultura brasiliense e de outros estados. Belmonte afirmou ainda que as feiras são “o metro quadrado que mais emprega no DF”.

Já o deputado Chico Vigilante (PT) parabenizou todos os feirantes pela passagem de seu dia e classificou a categoria como uma das mais exploradas no DF, inclusive trabalhando nos finais de semana. “A verdade é que as feiras estão vivendo um momento degradante”, analisou Vigilante. O deputado citou como exemplo a Feira do Guará, que, segundo ele, “está morrendo, com goteiras e sistema de fiação sucateado”. “Qualquer dia pode pegar fogo, como aconteceu com a feira de São Sebastião”, alertou ele.

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O deputado Ricardo Vale (PT) salientou que tem acompanhado de perto a situação dos feirantes, ameaçados de perder seus espaços por causa da realização de licitações. O distrital disse que tem discutido o assunto com o Ministério Público e com a Secretaria de Governo do GDF. Segundo ele, a licitação dos boxes não pode ser somente por critérios econômicos. Ele defendeu que sejam adotados critérios sociais para que os feirantes não percam seus boxes.

Metrô

Na mesma sessão, o deputado Max Maciel (Psol), presidente da Comissão de Mobilidade Urbana, criticou o que chamou de “sucateamento planejado do metrô”. O distrital destacou que as denúncias apresentadas pela Comissão estão se tornando realidade no dia a dia. Segundo ele, ontem, uma pane elétrica paralisou o sistema.

Templos religiosos

O deputado João Cardoso (PL) pediu o apoio dos colegas a emenda de sua autoria ao PLC 91/2026, que permitirá que as edificações destinadas aos templos religiosos possam ultrapassar o limite máximo de altura permitido atualmente. De acordo com Cardoso, a solicitação partiu de vários segmentos religiosos. A emenda permite que os templos adotem o maior limite de altura previsto em cada região administrativa, segundo a definição da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos).

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Profissionais de saúde

Já a deputada Dayse Amarilio (PSB) ocupou a tribuna para pedir a regulamentação da lei que criou o Programa de Proteção aos Profissionais de Saúde. Ela lamentou o número de ocorrência de casos de violência contra os profissionais e defendeu a definição de um fluxo de atendimento dos episódios.

Informamos que a cobertura realizada pela Agência CLDF, durante o
período eleitoral, estará ajustada à Lei 9.504/1997 e às orientações da Justiça Eleitoral.

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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