POLITÍCA NACIONAL
Motta e Derrite apresentam modificações no marco legal de combate ao crime organizado
POLITÍCA NACIONAL
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator do projeto do marco legal do combate ao crime organizado (PL 5582/25), também chamado projeto de lei antifacção, deputado Guilherme Derrite (PL-SP), defenderam um texto de consenso que endureça as penas, valorize as forças de segurança e integre municípios, estados e governo federal no combate ao crime organizado.
Em vez de alterar a Lei Antiterrorismo, como proposto anteriormente, o relator vai prever novos tipos penais, como domínio de território, explosão de caixas eletrônicos e uso de armamentos restritos, em uma nova lei. Ele também manterá as competências da Polícia Federal no combate ao crime organizado.
“Não queremos deixar qualquer margem de dúvidas sobre o papel da Câmara sobre segurança pública: estamos endurecendo as penas, dificultando a vida de quem participa do crime organizado. Não vamos compactuar com aquela narrativa de que a Câmara não está agindo”, destacou Hugo Motta.
Soberania nacional
Segundo Motta, no processo legislativo, deve-se buscar convergência nos grandes temas, como a segurança pública. Ele ressaltou novamente que a proposta em nenhuma hipótese coloca em risco a soberania do País nem restringe o papel da Polícia Federal.
Consenso para votar
Motta afirmou que pode colocar o texto em votação neta quarta-feira (12), se houver consenso entre os líderes e o relator.
“Eu vejo aqui o momento de uma grande construção política. Quero registrar que essas pautas de segurança foram, na sua grande maioria, votadas por unanimidade, unindo a oposição e o governo, demonstrando o compromisso com essa pauta”, ressaltou o presidente da Câmara.
“Espero que, até o dia de amanhã, esse relatório possa ser debatido com as bancadas e, quem sabe, possamos aí construir uma convergência para termos uma votação amanhã.”
Maior tempo em regime fechado
Derrite negou que houvesse qualquer restrição da atuação da Polícia Federal na sua proposta original e afirmou que o novo marco legal vai endurecer as penas, como, por exemplo, exigir que líderes de facções criminosas cumpram de 70% a 85% das penas em regime fechado.
Derrite também afirmou que retirou as alterações da Lei Antiterrorismo para evitar a interpretação de que os integrantes das facções criminosas são equiparados a terroristas, o que poderia acarretar interferências externas no País e perdas de receitas de investimentos internacionais.
“Dentro dessas condutas, as mais graves são as que acontecem por parte de membros de organizações criminosas. Algumas delas, domínios de território, explosões de caixas eletrônicos, que são conhecidos como domínio de cidades ou novo cangaço, a exploração de atividade econômica em determinada área, como acontece em algumas comunidades no Brasil, seja distribuição de energia, distribuição de gás, entre outras, utilização de armamento de uso restrito das forças armadas, como fuzis, como granadas”, explicou o parlamentar.
Penas de 20 a 40 anos
Segundo Derrite, enquanto a Lei Antiterrorismo continua do jeito que está, com previsão de 12 a 30 anos de prisão, no marco legal do combate ao crime organizado, as penas vão de 20 a 40 anos de prisão para membros de organizações criminosas.
“Líderes de organizações criminosas que praticarem esses novos tipos penais previstos vão cumprir pena direto no sistema penal federal, onde eles não terão acesso à visita íntima, os seus dependentes não terão direito ao auxílio-reclusão e todas as comunicações desses líderes, dessas organizações criminosas, serão monitoradas, gravadas, inclusive com seus advogados”, detalhou Derrite.
O relator destacou ainda que o objetivo é desarticular as principais lideranças do crime organizado no Brasil.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Câmara dos Deputados
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Crianças aprendem sobre leis e meio ambiente na Câmara Legislativa
Nesta terça-feira (11), o Plenário da Câmara Legislativa tornou-se um espaço lúdico e acolhedor, com a presença de estudantes de 4 a 6 anos de idade. Os alunos descobriram que aqui são feitos “os combinados que valem para a cidade inteira”, participando de forma leve e divertida do projeto Infância Cidadã. Essa iniciativa da Escola do Legislativo do Distrito Federal (Elegis) visa promover educação para a cidadania desde a primeira infância.
Ao todo, cerca de 1.200 crianças vão participar do projeto, ao longo de cinco dias do mês de agosto (11, 12, 13, 14 e 25). A programação inclui oficina e espetáculo musical do grupo Camerata Caipira, além de piquenique e visita guiada à sede da Câmara Legislativa.
A primeira turma foi do Centro de Educação Infantil (CEI) 01 do Gama. Ao subir na tribuna, os pequenos alunos deram um show de fofura e consciência, deixando mensagens sobre “não jogar lixo na rua”, “cuidar da nossa floresta” e “ajudar a educação”.
Para a diretora da unidade de ensino, Angélica de Souza, o projeto se adequa à forma de aprendizagem na primeira infância. “Com a brincadeira e a interação, o conteúdo fica lúdico e elas aprendem. As crianças tiveram interação com a Câmara Legislativa, puderam falar como os deputados, foi muito interessante essa vivência”, detalha a diretora.

A professora Amanda Sousa conta que o projeto começou ainda na sala de aula, com explicações adaptadas sobre a Casa e as leis que ajudam a melhorar a nossa cidade: “Nós recebemos instruções sobre como passar o tema de forma lúdica. Ao vir para cá, os alunos internalizam mais o que já foi trabalhado na escola. São atividades que chamam atenção das crianças, elas estão aprendendo brincando”, avalia a professora do CEI 01 do Gama.
Neste ano, o tema escolhido foi “Cerradania”, conceito que conecta cidadania e preservação do Cerrado. “Nós estamos conversando com as crianças sobre a importância do cuidado com o meio ambiente, trazendo essa noção de pertencimento e mostrando que a Câmara Legislativa tem tudo a ver com essa preservação, por meio das leis, ou como estamos dialogando com elas, por meio dos combinados que valem para toda a cidade”, explica a chefe do Núcleo de Projetos Especiais da Elegis, Marília Teixeira.
Este é o segundo ano do projeto Infância Cidadã. Nesta edição, foram contemplados alunos de escolas públicas de diferentes regiões administrativas do DF, como Brazlândia, Gama e Paranoá.
Confira a cobertura fotográfica no Flickr da CLDF
Fonte: Câmara Legislativa – DF
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