POLITÍCA NACIONAL
Indígenas pedem que governo ouça comunidades antes de decidir sobre projetos de energia
POLITÍCA NACIONAL
Representantes de povos indígenas pediram ao governo que ouça as comunidades antes de decidir sobre projetos de exploração energética que afetem os seus territórios. Eles fizeram a reivindicação em audiência da Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara.
Bruno Potiguara, do Ministério dos Povos Indígenas, disse que a Pasta tem procurado atuar nesse sentido tanto a nível federal quanto estadual.
“Os povos indígenas têm o direito de ser respeitados. A Constituição garante esse direito nos seus artigos 231 e 232. E também a Convenção 169 da OIT vem trazer essa norma da consulta livre, prévia e informada. São essas ações que a gente tem feito”, disse.
A deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), que pediu a audiência, disse que as atividades econômicas realizadas pelos próprios povos indígenas não são de uma qualidade inferior.
“Parece que sempre a cultura nossa é mais fraca. E agora eu digo que existe um projeto de ‘agroaculturação’ que tenta sempre impor uma outra cultura como se a nossa fosse fraca. É bem verdade que nós estamos no século 21, mas modernidade e desenvolvimento não podem significar destruição”, afirmou a deputada.
Margem equatorial
A Petrobras espera autorização para iniciar o processo de exploração de petróleo na margem equatorial, na foz do Amazonas.
Pelo Instituto Arayara, Nicole Oliveira afirmou que 230 territórios indígenas estão em regiões de impacto ambiental de projetos de energia existentes ou prontos para serem lançados. Ela chamou os interessados para agir contra novos leilões de blocos de exploração que serão realizados em junho pela Agência Nacional do Petróleo.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Exercício da psicoterapia requer qualificação, aprova CDH
A sugestão de restringir a psicoterapia a psicólogos e médicos com qualificação em psiquiatria recebeu a aprovação da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) na quarta-feira (2). Apresentada pelo cidadão Ícaro de Almeida Vieira por meio do Portal e-Cidadania, a Sugestão Legislativa recebeu relatório favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) e passará a tramitar na mesma comissão como projeto de lei.
A SUG 01/2024 estabelece regras nacionais para o exercício da psicoterapia. Pelo texto, poderão atuar na área graduados em psicologia e médicos com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em psiquiatria no Conselho Regional de Medicina da região onde trabalham. Nos dois casos, será exigida inscrição ativa no respectivo conselho profissional.
Atribuições
A proposta determina que os profissionais adotem critérios baseados na “validade do conhecimento”, respeitem a ética profissional e utilizem métodos e técnicas comprovados cientificamente. A atividade também deverá seguir as normas dos respectivos conselhos profissionais. Entre as atribuições previstas estão:
- compreensão, análise e intervenção com métodos e técnicas reconhecidos pela ciência, pela prática e pela ética;
- prevenção de agravos e promoção da saúde mental;
- análise de conflitos para definir a melhor conduta;
- consultoria, supervisão e orientação de trabalhos teóricos e práticos de psicoterapia;
- apoio psicoterapêutico em espaços institucionais;
- orientação, coordenação e supervisão de cursos de especialização ou formação continuada;
- coordenação de serviços de psicoterapia públicos ou privados;
- elaboração de documentos sobre os serviços prestados;
- registro dos atendimentos, conforme as regras do conselho profissional.
O relatório de Mara Gabrilli estabelece ainda que a regulamentação não se aplica ao exercício da psicanálise.
Proteção
A sugestão foi apresentada sob o argumento de que pessoas sem formação em psicologia ou psiquiatria oferecem serviços de psicoterapia sem fiscalização dos conselhos profissionais. O autor ressalta que essa situação pode expor pacientes a intervenções inadequadas. Para ele, “é importante alertar que o exercício desse serviço sem o preparo regular poderá colocar em risco a sociedade.”
Para Mara, a exigência de formação específica e de fiscalização profissional busca reduzir riscos, reforçar padrões éticos e ampliar a responsabilização de quem presta o serviço.
— Trata-se de medida de proteção à saúde da população, que deve ter acesso ao melhor cuidado possível, dentro dos padrões de qualidade e segurança que a prática clínica exige — avaliou a relatora.
Sugestões legislativas
As ideias legislativas podem ser propostas por qualquer cidadão por meio do portal e-Cidadania. A “ideia legislativa” que recebe no mínimo 20 mil apoios em quatro meses passam à condição de “sugestão legislativa” e encaminhadas à CDH, onde são analisadas. Caso aprovada, a sugestão se transforma em projeto de lei da própria comissão e segue para a análise das demais comissões competentes do Senado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásNovo acesso
-
DR. FÁBIO ARGENTA6 dias atrásReconhecimento!
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásAVISO DE PAUTA
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásPescado na mesa, saúde no prato: lançamento da Semana do Pescado
-
Turismo6 dias atrásConjunto Moderno da Pampulha: um marco da arquitetura brasileira reconhecido pela Unesco
-
ESPORTES7 dias atrásInter e Grêmio ficam só no empate no jogo de ida das quartas da Copa do Brasil
-
POLITÍCA NACIONAL7 dias atrásPEC do fim da escala 6×1 já conta com relatório favorável na CCJ
-
POLÍTICA6 dias atrásALMT apresenta em Brasília modelo de controle e transparência das emendas parlamentares




