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POLITÍCA NACIONAL

Grupo recebe sugestões para minimizar impacto de ambiente digital sobre crianças

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POLITÍCA NACIONAL

O Grupo de Trabalho sobre Proteção de Crianças e Adolescentes em Ambiente Digital da Câmara dos Deputados ouviu nesta terça-feira (23) sugestões para reduzir os riscos da internet a esse público.

Entre as propostas apresentadas estão:

  • responsabilizar plataformas digitais pelo conteúdo e pela falta de proteção adequada a crianças e adolescentes;
  • investir em educação para ajudar crianças a distinguir realidade e fantasia no mundo digital;
  • fortalecer políticas sociais e aprimorar canais de denúncia;
  • criar espaços seguros nas escolas e nas comunidades para discutir os desafios on-line.

A representante do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Karina Figueiredo, defendeu que o País invista em prevenção, além do atendimento às vítimas e da punição dos agressores. Ela ressaltou a necessidade de atenção especial às crianças de baixa renda, com mais programas de esporte, cultura e convivência.

“O acesso ao mundo digital é maior nas crianças de baixa renda do que nas crianças das classes médias ou mais favorecidas economicamente”, disse Karina. Segundo ela, muitas mães consideram mais seguro manter os filhos em casa com o celular do que expostos à violência das ruas.

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A assessora da Plan International Brasil, Paula Alegria, destacou a importância de soluções comunitárias. Ela apresentou relatos de crianças e adolescentes que pedem espaços seguros em escolas e comunidades para compartilhar experiências e preocupações sobre o uso da internet.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Prevenção no ambiente online. Dep. Rogéria Santos (REPUBLICANOS - BA)
Rogéria Santos sugeriu ampliar atuação das delegacias especializadas

Delegacias especializadas
As deputadas Antônia Lúcia (Republicanos-AC) e Delegada Ione (Avante-MG) defenderam a criação de uma delegacia especializada em crimes contra crianças e adolescentes no ambiente digital.

A coordenadora do grupo de trabalho, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), ponderou que o ideal pode ser ampliar a atuação das delegacias já existentes. “Já existem as especializadas, mas ainda não há foco no ambiente digital. O esforço pode ser menor do que criar uma nova delegacia”, disse.

Ferramentas de denúncia
A chefe de gabinete da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Mayara Silva de Souza, lembrou que o Brasil tem legislação avançada, mas ainda registra alto número de denúncias.

Ela destacou a importância do Disque 100, que recebe denúncias de violações de direitos humanos, além de outras ferramentas disponíveis à população.

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Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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