POLITÍCA NACIONAL
Filmes de ficção são exibidos no segundo dia de competição pelo Troféu Câmara Legislativa
POLITÍCA NACIONAL
O segundo dia da Mostra Brasília — que apresenta filmes do Distrito Federal selecionados para disputar ao 28º Troféu Câmara Legislativa –, nesta terça-feira (15), exibe o longa de ficção Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça e o curta também ficcional A Arte Perdida da Lombada, de Helena Sarmento e Gabriel Brito.
Os títulos serão apresentados no Cine Brasília e em outros espaços do DF, como parte do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. As exibições têm entrada franca. Na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília, a programação começa às 18h. No Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade Católica de Brasília – Bloco G (Taguatinga), a sessão está marcada para 19h45.
Após a exibição, os títulos serão debatidos no auditório do Cine Brasília, com início às 21h15. No dia seguinte, há reprise dos filmes da Mostra Brasília, a partir das 15h, na sala 2 do Cine Cultura Liberty Mall. O público que assiste aos filmes compõe o júri popular e poderá votar no melhor curta e melhor longa-metragem.
Filmes de hoje
O longa Onde Moram os Irmãos acompanha Lívia, última pessoa indicada para cuidar do negócio imobiliário de sua família. Mas, após a morte de seu irmão e o mergulho de seu pai em um luto sem fim, ela toma a frente do trabalho e se envolve invasivamente na vida de seus inquilinos.
Já no curta-metragem A Arte Perdida da Lombada, Pâmela, novata no mundo do delivery, quer aprender uma manobra de moto. Na sala de aula do asfalto, o professor é o filosófico Kleber, que vai ensiná-la muito mais do que manobras: quando a adrenalina abaixa, resta a sublime beleza do dia a dia.
Mostra Brasília – 28º Troféu Câmara Legislativa
Terça-feira (15/9)

A Arte Perdida da Lombada, de Helena Sarmento e Gabriel Brito
Ficção, 12min, 2026,
Classificação indicativa: 10 anos
Sobre os diretores
Helena Sarmento, roteirista de obras como a série infantil “Banjo e Buni”, estreia na direção com A Arte Perdida da Lombada.
Gabriel Brito tem uma década de cinema e 20 filmes como diretor de produção. Assina a direção de “Banjo e Buni” e codirige o novo projeto.

Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Ficção, 109 min, 2026,
Classificação Indicativa: 12 anos
Sobre a diretora
Marisa Mendonça é cineasta graduada em Cinema e em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília. Caminhando pelas áreas de direção, roteiro e montagem, sua obra retrata a intimidade e ambiguidade de personagens que oscilam entre o amor e o ódio, a atração e a repulsa. Onde Moram os Irmão” é seu longa metragem de estreia.
Fonte: Câmara Legislativa – DF
POLITÍCA NACIONAL
Pesquisa apresentada em Conselho aponta alta taxa de depressão entre jornalistas
Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, nesta segunda-feira (14), no Senado.
O levantamento foi elaborado pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho e Previdência, em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A intenção era traçar um diagnóstico das condições de trabalho e da saúde mental dos jornalistas, em aspectos como estresse, ansiedade, depressão, insônia, capacidade para o trabalho, satisfação profissional, assédio moral, assédio digital, consumo de álcool e percepção de demanda, controle e apoio social no ambiente de trabalho.
A amostra foi composta por 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário online. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados sofrem com estresse e 47,9% têm insônia.
A coordenadora de Comunicação da Fundacentro, Cristiane Oliveira Reimberg, apontou uma naturalização do assédio moral dentro das redações.
— Quando se considera “pelo menos uma vez”, foram 37% de relatos de casos entre os respondentes. Quando o critério leva em conta “duas vezes ou mais”, foram 26% — disse.
O secretário-adjunto de Saúde e Segurança da Fenaj, Norian Segatto, lembrou que o advento das novas tecnologias intensificou a pressão sofrida pelos jornalistas.
— Nas grandes redações, as equipes de métrica, aquelas que medem quantos likes se dão, às vezes são maiores que a própria redação. E as pessoas são cobradas não pela qualidade da matéria que filmaram, mas por quantos likes ela recebeu. O chefe vai lá e fala: ‘Olha, tua matéria deu menos de mil likes, você precisa mudar’ — lamentou.
Para ele, o estudo pode influenciar não só em futuras negociações sindicais, mas também em novas leis que protejam os trabalhadores da comunicação.
Para Samira de Castro, presidente da Fenaj e conselheira do CCS, o adoecimento mental não pode ser tratado como uma questão individual dos trabalhadores, e sim da organização e das condições de trabalho, incluindo jornadas prolongadas, pressão por produtividade, assédio, falta de autonomia profissional e violência digital.
Ataques a mulheres
A presidente do CCS, Patrícia Blanco, repudiou ataques que vêm sendo dirigidos a jornalistas, especialmente mulheres. Ela apontou palavras de baixo calão, insultos e banalização da violência sexual nesses ataques.
— Reforçamos que os insultos e a banalização da violência sexual configuram discurso de ódio, que não está protegido pela liberdade de expressão, como já decidiram a ONU [Organização das Nações Unidas] e o STF [Supremo Tribunal Federal], por afrontar a dignidade da pessoa humana e incitar diretamente a discriminação, a hostilidade e a violência — afirmou.
Ela lembrou que a Coalizão em Defesa do Jornalismo, grupo de entidades do setor, tem feito um monitoramento de violência contra jornalistas no período eleitoral. O primeiro relatório, alertou, mostra que em duas semanas do período eleitoral houve mais de 2,6 mil ataques contra jornalistas, dois terços deles voltados contra mulheres.
Moção de aplauso
Os conselheiros aprovaram moção de aplauso à ativista Veronyka Gimenes, cofundadora e diretora Institucional da organização Código Não Binário. Ela foi indicada entre as cem pessoas mais influentes em inteligência artificial de 2026 pela revista americana Time.
Veronyka é responsável pelo desenvolvimento da TybyrIA, modelo de inteligência artificial de código aberto criado para identificar discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+. O nome é uma homenagem a Tibira do Maranhão, indígena tupinambá executado em São Luís em 1614 e considerado por entidades LGBTQIA+ a primeira vítima registrada de homofobia no Brasil colonial.
— A inclusão amplia o reconhecimento internacional de um olhar sobre a inteligência artificial construído a partir do Sul Global, dos movimentos sociais e das comunidades atingidas por essas tecnologias — avaliou o conselheiro do CCS Caio Loures, representante das categorias profissionais de cinema e vídeo e autor da moção.
Próximas reuniões
Os conselheiros aprovaram o pedido de uma audiência pública sobre educação midiática e letramento digital, a ser realizada em novembro. A próxima reunião do Conselho está marcada para 5 de outubro, às 14h.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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