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POLITÍCA NACIONAL

Especialistas destacam avanços e desafios no combate à violência contra a mulher

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POLITÍCA NACIONAL

A Lei Maria da Penha foi considerada por participantes de seminário na Câmara dos Deputados como o grande avanço do Brasil no combate à violência contra a mulher, passados 30 anos da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, conhecida como Convenção de Belém do Pará.

Além da Maria da Penha, ganharam destaque no debate, promovido nesta quarta-feira (24) pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher:

  • a Lei do Feminicídio;
  • a Casa da Mulher Brasileira, lançada em 2015 para acolhimento de mulheres em situação de violência;
  • a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres; e
  • as delegacias da mulher, que existem desde 1985, antes mesmo da Convenção de Belém.

Adotada em 1994 pela Organização dos Estados Americanos (OEA), a Convenção de Belém do Pará define a violência contra a mulher como uma violação dos direitos humanos.

Assessora da ONU Mulheres, Wania Pasinato lembrou que a Convenção de Belém trouxe novos paradigmas, “desnaturalizando a violência, colocando o dever dos estados para a construção de políticas destinadas a prevenir e responder de forma adequada a essa violência”.

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Crescimento
Apesar dos avanços, palestrantes e deputadas ressaltaram que a violência de gênero continua a crescer, inclusive na política e também em novos formatos, como o digital.

A deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) reconheceu que a Lei Maria da Penha é um dos principais mecanismos de combate à violência no Brasil, mas destacou a necessidade de aprimoramento.

“Enquanto houver uma mulher sendo violentada, não podemos dizer que estamos caminhando para a frente. Caminhar para a frente significa fazer reparação do passado, significa o Congresso ter mais mulheres negras e mulheres indígenas”, defendeu Xakriabá.

A coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), completou dizendo que os direitos foram historicamente negados às mulheres e enfatizou que a democracia plena só será alcançada com a participação de todas, incluindo mulheres negras, indígenas, com deficiência e LGBTQIA+.

Educação
Na avaliação de Leila Linhares, do Consórcio Lei Maria da Penha, faltam no Brasil políticas de prevenção da violência contra a mulher. A recomendação dela é que a prevenção seja feita desde a escola, para que os alunos aprendam valores como igualdade, respeito e empatia. “É preciso educar as gerações para que possam romper com a cultura da discriminação e da violência.”

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A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, também expressou preocupação com uma geração de jovens com valores machistas mais internalizados, o que perpetua a violência, e reconheceu a necessidade de avançar na introdução da prevenção nas escolas, conforme previsto pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Outros desafios mencionados por Estela incluem a difusão ampla de redes de apoio às mulheres em todo o território nacional e o funcionamento ininterrupto das delegacias da mulher.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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Executivo envia Orçamento de 2027 ao Congresso com mínimo de R$ 1.741

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Salário mínimo de R$ 1.741, inflação de 3,6% e crescimento do produto interno bruto (PIB) de 2,46%. Esses são alguns pontos da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional na tarde desta segunda-feira (31) — último dia do prazo para envio do Orçamento ao Legislativo.

O aumento previsto de R$ 120 no valor do salário mínimo (hoje R$ 1.621) representa uma alta de aproximadamente 7,4% no valor nominal. O índice representa um ganho de 2,3% acima da inflação projetada para este ano.

O documento ainda apresenta as expectativas de arrecadação e a fixação de quanto o governo vai gastar em cada área. Conforme o texto, o Executivo prevê taxa básica de juros (Selic) em 12,53% e câmbio médio de R$ 5,22 para o dólar. Já o superávit primário, que é a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, deve ficar em R$ 18,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 0,1% do PIB.

Tramitação

Pela Constituição, a Lei Orçamentária Anual, que trata do Orçamento, deve ser entregue pelo Poder Executivo até 31 de agosto de cada ano, com a previsão de ser aprovada até dezembro. 

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A proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Anual de 2027 será examinada inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Depois, a matéria será apreciada pelo Congresso Nacional e seguirá para sanção do presidente Lula.

O Congresso ainda precisa votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2026). A matéria deveria ter sido votada até o dia 17 de julho. Como não houve a votação, a tendência é que o texto seja analisado agora neste segundo semestre.

Receitas e despesas

A LOA é o documento que estima receitas e fixa as despesas públicas para o ano seguinte. A lei busca garantir que o dinheiro arrecadado dos cidadãos seja aplicado de forma clara, planejada e responsável.

Em outras palavras, determina a verba que será aplicada em áreas cruciais como saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura. Embora a iniciativa seja do Executivo, os parlamentares podem inserir mudanças no texto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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