POLITÍCA NACIONAL
Eleição para governador é definida em primeiro turno em 20 estados
POLITÍCA NACIONAL
Os eleitores de 20 estados resolveram a eleição para governador já no primeiro turno. Este é o número recorde de definição dos governos na primeira votação desde a redemocratização. Antes, o maior número era o de 2010, com 18 estados, seguido por 2006, com 17 governadores eleitos em primeiro turno.
De acordo com a Constituição de 1988, o candidato precisa ter mais de 50% dos votos válidos para ser eleito sem a necessidade de uma segunda votação. Outros 7 estados terão segundo turno, com a votação marcada para 25 de outubro.
O candidato com a maior porcentagem de votos válidos foi Rafael Fonteles (PT), do Piauí, que está matematicamente reeleito governador com 70,9% dos votos válidos, seguido por Jorginho Melo (PL), de Santa Catarina, com 69,98% dos votos.
Já o Paraná e o Pará registraram as vitória mais apertada em primeiro turno. O senador Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná com 50,1% dos votos válidos.
ALAGOAS
JHC (PSDB), como é conhecido João Henrique Caldas, foi eleito governador de Alagoas com 52,2% dos votos. Nascido em 1987, em Maceió (AL), ele é formado em Direito, com mestrado em Administração Pública. Filho da senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL), ele foi eleito deputado estatual em 2010, deputado federal em 2014 e 2018 e prefeito de Maceió em 2020, tendo sito reeleito em 2024. Deixou o cargo de prefeito em abril de 2026 para concorrer ao governo. Sua vice é Célia Rocha (PSDB)
AMAPÁ
Dr. Furlan (PSD) será o novo governador do Amapá e foi eleito com 57,11% dos votos. Nascido em San José, na Costa Rica, em 1973, ele foi criado no Pará e é cirurgião cardiovascular. Seu primeiro mandato eletivo foi conquistado nas eleições de 2014, quando se elegeu deputado estadual pelo Amapá. Foi reeleito em 2018 e dois anos depois, em 2020, foi eleito prefeito de Macapá, cargo para o qual se reelegeu em 2024. Em março de 2026, renunciou ao cargo para disputar a eleição para o governo do estado. Sua vice é Luciana Gurgel (PL).
BAHIA
Jerônimo Rodrigues (PT) está matematicamente reeleito governador da Bahia, com 55,77% dos votos. Jerônimo é indígena e nasceu em 1965, em Aiquara (BA). É engenheiro agrônomo e professor licenciado da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Foi secretário de Desenvolvimento Rural e de Educação no governo da Bahia. Foi eleito governador em 2022, na primeira eleição que disputou. Seu vice continuará sendo Geraldo Júnior (MDB).
CEARÁ
Elmano de Freitas (PT) está matematicamente reeleito governador, com 53,19% dos votos. Ele nasceu em 1970, em Baturité (CE). Advogado, ele é filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1989. Atuou na Rede Nacional de Advogados Populares (Renap) e na defesa jurídica e política do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de ter sido secretário de Educação de Fortaleza (CE). Foi eleito deputado estadual duas vezes, em 2024 e 2018. Em 2022 foi eleito governador do Ceará. Sua vice é Gabriella Aguiar (PSD).
GOIÁS
Daniel Vilela (MDB) foi eleito com 59,17% dos votos e continuará no governo de Goiás. O governador eleito nasceu em Jataí (GO), em 1983 e é filho do ex-senador e ex-governador Maguito Vilela. Formado em direito, ele atuou como jogador de futebol profissional. Foi eleito vereador Goiânia (2008), deputado estadual (2010) e deputado federal (2014). Em 2018 disputou, sem sucesso, a eleição para o governo de Goiás. Em 2022, foi eleito vice-governador e assumiu o governo em março de 2026, no lugar de Ronaldo Caiado, que renunciou ao mandato para candidatar-se a presidente da República. Seu vice é Luiz do Carmo (PSD).
MARANHÃO
Eduardo Braide (PSD) está matematicamente eleito governador com 54,05% dos votos. Natural de São Luís (MA), ele nasceu em 1976 e é advogado. Antes de ocupar mandatos eletivos, foi presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão e secretário Municipal de Orçamento Participativo de São Luís. Foi eleito deputado estadual em 2010 e reeleito em 2014. Em 2018, elegeu-se deputado federal e em 2020 foi eleito prefeito de São Luís. Foi reeleito prefeito em 2024 e renunciou ao cargo em março de 2026 para disputar o governo do estado. Ele tem como vice Elaine Carneiro (PSD).
MATO GROSSO
Otaviano Pivetta (Republicanos) continuará no governo de Mato Grosso, com 60,77% dos votos. Ele nasceu em Caiçara (RS), em 1959, tem ensino fundamental completo e é produtor agropecuário e empresário do agronegócio. Foieleito três vezes prefeito de Lucas do Rio Verde (MT), em 1996, 2000 e 2012. Também já foi deputado estadual, eleito em 2006, e vice governador de Mato Grosso, eleito em 2018 e 2022. Assumiu o governo em 2026, após o afastamento de Mauro Mendes para concorrer ao Senado. Ele terá como vice Gisela Simona (União Brasil).
MATO GROSSO DO SUL
Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador com 67,07% dos votos. O governador nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 1969 e é formado em biologia. Produtor rural, presidiu a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul e foi diretor da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Entre 2015 e 2021, foi secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica e entre 2021 e 2022 foi secretário de Infraestrutura. Foi eleito governador em 2022. Seu vice é Barbosinha (Republicanos).
MINAS GERAIS
O senador Cleitinho (Republicanos) será o novo governador de Minas Gerais. Ele está matematicamente eleito com 55,4% dos votos. Nascido em 1982, em Divinópolis (MG), ele tem ensino médio completo e foi empresário, comerciante e músico. Em 2016 foi eleito pela primeira vez para um mandato como vereador em sua cidade natal. Em 2018, elegeu-se deputado estadual. Em 2022 foi eleito senador. Entre seus projetos está o que cria o cashback tributário para produtos manufaturados no Brasil (PLP 148/2026). Seu vice é Falcão (Republicanos).
PARÁ
Dr. Daniel (Podemos) está matematicamente eleito 51,37% % dos votos e será o novo governador do Pará. Nascido em Açailândia (MA), em 1986, ele é médico ginecologista e obstetra. Foi eleito vereador de Ananindeua em 2012 e 2014 e presidiu a Câmara de vereadores do município entre 2017 e 2018. Em 2018 se elegeu deputado estadual e presidiu a Assembleia Legislativa do Pará entre 2019 e 2020, quando foi eleito prefeito de Ananindeua. Foi reeleito em 2024 e deixou o mandado em abril de 2026 para concorrer ao governo. Sua vice é Ellayne D Almeida (PL).
PARAÍBA
Lucas Ribeiro (PP) continuará no governo da Paraíba. Ele está matematicamente eleito com 64,3% dos votos. Nascido em João Pessoa (PB) em 1989, é filho da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e trabalhou como advogado e professor universitário. Em 2017 venceu a primeira eleição para vereador de Campina Grande. Entre 2029 e 2020, foi secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e em 2020 foi eleito vice-prefeito da cidade. A eleição para vice-governador se deu em 2022. Em abril de 2026, assumiu o cargo de governador após a renúncia de João Azevêdo, em função de sua candidatura ao Senado. Sua vice é Lígia Feliciano (União).
PARANÁ
O senador Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná com 50,1% dos votos. Ele nasceu em 1972 em Maringá (PR) e é doutor em direito. Atuou como professor e foi juiz federal por 22 anos. Ficou conhecido pela condução de processos da Operação Lava Jato. Em 2019, encerrou a carreira na magistratura e assumiu o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro. Em 2020, pediu exoneração após apontar interferência política na Polícia Federal. Em 2022, Moro foi eleito senador, cargo que ainda ocupa. Sérgio Moro terá como vice-governador Edson Vasconcelos (PL).
PERNAMBUCO
Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora de Pernambuco, com 53,27% dos votos. Ela nasceu em 1978, em Recife e é formada em direito com especialização em direito econômico e de empresas. Lyra foi delegada da Polícia Federal e chefe da Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo do governo da Paraíba. A primeira eleição foi como deputada estadual em 2010, sendo reeleita em 2014. Elegeu-se prefeita de Caruaru em 2016 e conseguiu a reeleição em 2020. Em 2022, foi eleita governadora. A vice-governadora eleita é Priscila Krause (PSD).
PIAUÍ
Rafael Fonteles (PT) foi reeleito governador do Piauí com 70,9% dos votos. Nascido em Teresina (PI), em 1985, ele é formado em matemática, tem mestrado em economia matemática e atuou como professor, empreendedor e consultor de investimentos. Foi secretário estadual da Fazenda (2015-2022) e presidiu por dois mandatos o Conselho Nacional dos Secretários de Fazenda (Confaz) entre 2019 e 2022, quando foi eleito para o governo do estado. Seu vice eleito é Washington Bandeira (PT).
RONDÔNIA
Marcos Rogério (PL) foi eleito governador com 56,86% dos votos. Nascido em Ji-Paraná (RO) em 1978, é formado em direito e jornalismo e mestre em administração pública e trabalhou como radialista e repórter de TV. A primeira eleição foi para vereador em Ji-Paraná (2009) e depois ele foi eleito duas vezes deputado federal, em 2010 e em 2014. Na Câmara dos Deputados, foi relator, no Conselho de Ética, do processo que cassou o ex-presidente Eduardo Cunha. Em 2018, foi eleito senador, cargo que ainda ocupa. Nas eleições de 2022, candidatou-se para o governo de Rondônia, sem sucesso. O governador eleito tem como vice Delegado Camargo (Podemos).
RORAIMA
Arthur Henrique (PL) foi eleito com 69,13% dos votos. Ele nasceu em Boa Vista (RR), em 1981, tem nível superior incompleto e trabalhou em multinacionais de tecnologia. Foi Secretário de Inclusão Digital de Boa Vista. Em 2016 foi eleito vice-prefeito de Boa Vista e, em 2019, assumiu a Secretaria de Educação. Foi eleito prefeito da capital de Roraima em 2020 e reeleito em 2024. Em maio de 2026, venceu a eleição suplementar para o cargo de governador de Roraima, após a cassação dos mandatos do então governador e do vice. Ele não chegou a tomar posse porque o registro de candidatura havia sido rejeitado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima. O vice-governador eleito é Haroldo Cathedral (Novo).
SANTA CATARINA
Jorginho Mello (PL) foi reeleito governador de Santa Catarina com 69,98% dos votos. Nascido em Ibicaré, em 1956, é bancário, administrador e advogado. Foi gerente e diretor do Banco do Estado de Santa Catarina. Na vida política, começou como vereador de Herval d’Oeste (SC) entre 1976 e 1980 e presidiu a Câmara Municipal. Depois, foi eleito quatro vezes deputado estadual (1994, 1998, 2002 e 2006) e duas vezes deputado federal (2010 e 2014). Em 2018, foi eleito senador por Santa Catarina. Em 2022, elegeu-se governador de Santa Catarina, o que o fez deixar o mandato de senador. Seu vice é Adriano Silva (Novo)
SÃO PAULO
Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo com 62,65% dos votos. Ele nasceu em 1975, no Rio de Janeiro (RJ) e é engenheiro com mestrado em transportes, militar da reserva, ex-analista de finanças e controle da Controladoria-Geral da União (CGU) e servidor de carreira da consultoria legislativa da Câmara dos Deputados. Foi diretor executivo e geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) entre 2011 e 2015, no governo de Dilma Roussef, e ministro da Infraestrutura de 2019 a 2022, no governo Jair Bolsonaro. Em 2022 foi eleito pela primeira vez governador de São Paulo. O vice-governador eleito é Felicio Ramuth (MDB).
RIO GRANDE DO SUL
Luciano Zucco (PL) conquistou 58,04 % dos votos e será o novo governador do Rio Grande do Sul. Nascido em Alegrete (RS), em 1974, ele é formado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Militar de carreira, ele é Tenente-coronel da reserva do Exército Brasileiro. Foi eleito pela primeira vez em 2018, como deputado estadual. Em 2022, elegeu-se deputado federal e durante o mandato atuou como líder da Oposição na Câmara dos Deputados (2025). Sua vice é Silvana Covatti (PP).
SERGIPE
Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito governador de Sergipe com 59,27% dos votos. Nascido em Aracaju (SE) em 1977, ele é formado em administração de empresas e atuou na área até 2008, quando foi eleito vereador na capital sergipana. Em 2011, assumiu a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e em 2013 comandou a Secretaria Estadual do Trabalho de Sergipe. Foi eleito deputado federal em 2014 e reeleito em 2018. A eleição para o governo do estado veio em 2022. Seu vice é Jeferson Andrade (PSD).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
TSE destaca normalidade no 1º turno e redução das denúncias de desinformação
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, avaliou que o primeiro turno das eleições deste domingo (4) transcorreu dentro da normalidade, sem ocorrências capazes de comprometer o exercício do voto.
Ao fazer o balanço do pleito, o ministro também destacou a abstenção de 21,07% do eleitorado, o equivalente a mais de 33,4 milhões de eleitores. Em 2022, a abstenção no primeiro turno foi de 20,95%. Apesar de considerar o índice dentro do esperado, Nunes Marques reconheceu que o percentual não é o ideal e defendeu a intensificação de ações para ampliar o comparecimento no segundo turno.
— Não é o ideal. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis à Justiça Eleitoral para que a gente possa diminuir esse percentual no segundo turno — afirmou.
De acordo com Nunes Marques, entre os grupos para os quais o voto é facultativo, a abstenção chega a cerca de 50% entre os maiores de 70 anos e a 20% entre os jovens de 16 e 17 anos.
Atraso
O presidente do TSE afirmou que a apuração e a totalização dos votos ocorreram como esperado. Ele reconheceu, no entanto, um atraso de cerca de 50 minutos na atualização dos resultados no painel geral de divulgação. Segundo Nunes Marques, houve um fluxo de dados acima do normal, que provocou congestionamento em um dos sistemas.
O ministro afirmou que o tribunal manteve o controle da situação durante todo o período, mas precisou seguir os protocolos de segurança e realizar a checagem dos sistemas antes de normalizar a divulgação.
— Antes da rapidez, prezamos pela segurança. No que é essencial, nosso sistema mostrou-se absolutamente confiável e, como sempre, os resultados estão sendo divulgados de forma transparente, pública e segura — disse Nunes Marques.
Segundo Nunes Marques, o e-Título se consolidou como uma importante ferramenta de apoio ao eleitorado. Até as 19h deste domingo, foram registradas aproximadamente 8,6 milhões de emissões do documento somente no dia da eleição, além de mais de 22 milhões de consultas a locais de votação. O aplicativo também recebeu cerca de 4,3 milhões de justificativas eleitorais.
Desinformação
O Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral registrou queda expressiva no número de denúncias relacionadas à integridade do processo eleitoral e a possíveis tentativas de supressão do voto.
Entre 1º de agosto e a véspera da votação de 2022, foram registradas 18.487 denúncias. No mesmo período de 2026, foram 2.606, uma redução de aproximadamente 86%.
— A redução é significativa e merece ser reconhecida, mas ela não significa que devamos baixar a guarda. A defesa da verdade, da informação de qualidade e da liberdade de escolha do eleitor exige vigilância permanente — declarou Nunes Marques.
Para o presidente do TSE, a redução também é resultado do diálogo com as plataformas digitais, que, segundo ele, colaboraram para a aplicação das regras eleitorais, a criação de mecanismos de denúncia e a retirada de conteúdos ilegais.
Crimes eleitorais
Dados apresentados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública apontaram o registro de 907 crimes eleitorais em todo o país e a apreensão de aproximadamente R$ 626 mil. As ocorrências mais frequentes foram de boca de urna, com 311 registros, e de propaganda eleitoral irregular, com 272 ocorrências.
Para garantir a segurança durante o pleito, foram mobilizados mais de 300 mil integrantes das forças de segurança pública. O efetivo incluiu mais de 305 mil agentes das forças estaduais, mais de 6 mil policiais federais, 2,7 mil policiais rodoviários federais e 142 integrantes da Força Nacional, além de mais de 6,5 mil profissionais em regime de sobreaviso.
As forças de segurança apreenderam cerca de R$ 380 mil em espécie neste domingo. Desde janeiro, de acordo com o balanço apresentado, as apreensões em dinheiro superavam R$ 30 milhões.
Ainda de acordo com o TSE, 1.861 das 499.248 urnas foram substituídas nestas eleições. São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais foram os estados que mais registraram ocorrência desse tipo. Nenhuma seção registrou votação em processo manual.
Questionado sobre denúncias envolvendo candidatos com possíveis vínculos com o crime organizado, Nunes Marques informou que recursos relacionados ao tema deverão ser analisados pelo TSE nas próximas semanas.
Observadores
O presidente do TSE também destacou a presença de missões internacionais de observação eleitoral. Segundo ele, relatórios parciais e manifestações de organismos como o Parlamento do Mercosul (Parlasul) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) apontaram transparência e normalidade no processo eleitoral brasileiro.
De acordo com o ministro, os observadores relataram ter recebido acesso às informações necessárias para acompanhar o pleito e conhecer o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro.
Questionado sobre o procedimento preliminar de inteligência aberto pela Polícia Federal (PF) para investigar uma suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras, Nunes Marques informou que, até o momento, as missões de observação informaram não ter identificado incidentes graves relacionados às urnas eletrônicas, à identificação dos eleitores ou ao transporte.
Clima
Nunes Marques destacou ainda a atuação da Sala Nacional de Situação Climática, criada para monitorar condições meteorológicas que pudessem afetar as eleições e apoiar os tribunais regionais na prevenção e na resposta a eventuais problemas.
Segundo o ministro, o Paraná foi o único estado a registrar ocorrências relacionadas ao clima, em razão de fortes chuvas, ventos e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Mesmo assim, as urnas continuaram funcionando com baterias e geradores, o que permitiu a conclusão da votação e da transmissão dos dados.
Segundo turno
O presidente do TSE reforçou o compromisso do tribunal com o trabalho para a realização do segundo turno, previsto para 25 de outubro.
— A eleição não termina quando a votação é encerrada. Ela se completa quando a vontade soberana do eleitorado é reconhecida e respeitada. Vamos agora trabalhar para termos um segundo turno com a mesma tranquilidade e normalidade que tivemos neste primeiro turno — concluiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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