POLITÍCA NACIONAL
Debatedores pedem na Câmara a nomeação de aprovados em concursos para agências reguladoras
POLITÍCA NACIONAL
Debatedores pediram nesta terça-feira (12), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, a nomeação de todos aprovados concursos públicos em recentes para agências reguladoras. Eles ressaltaram que, hoje, existem cargos vagos.
“Nós temos, atualmente, 4.126 cargos vagos nas 11 agências reguladoras, dos 12.531 autorizados em lei”, destacou o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências), Fábio Rosa.
O debate na Comissão de Administração e Serviço Público foi realizado a pedido da deputada Erika Kokay (PT-DF). Ela anunciou a realização, no próximo dia 21, na Câmara, de um ato público pela convocação imediata de todos os aprovados.
“Reconhecemos que o governo retomou os concursos, mas isso é insuficiente. Vamos fazer uma mobilização, um fórum com a participação de parlamentares, para a convocação de todos os aprovados em cadastros de reserva”, disse Erika Kokay.
O debate na Câmara reuniu representantes de agências reguladoras e entidades de servidores. Convidados, a Casa Civil e os ministérios da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento não enviaram representantes.
Cadastro de reserva
O aproveitamento dos cadastros de reserva – espécie de lista com aprovados à espera da abertura de vagas – foi apontado como uma solução mais eficiente e econômica do que a realização de novos concursos.
“Neste momento, há um caminho viável, porque o Poder Executivo já se mobiliza para a edição de um decreto autorizando novas nomeações”, disse Rafael Sales, representante de aprovados na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Segundo ele, o concurso realizado pela Anatel em 2024 ofereceu 50 vagas para especialistas em regulação, das quais 49 foram preenchidas em julho último. Rafael Sales e outros 170 candidatos aprovados formam o cadastro de reserva.
“É essencial que esse novo decreto não se limite a um percentual dos aprovados, como os 50% recentemente ventilados no caso da Anatel ou os 25% para outras agências, mas que contemple a totalidade dos cadastros”, defendeu Rafael Sales.
Segundo comissões de aprovados em recentes concursos para especialista em regulação de sete agências (Anac, Anatel, Aneel, ANS, Antaq, ANTT e Anvisa), os cadastros de reserva somam hoje 1.683 aprovados, para 967 cargos vagos.
Concurso nacional
Neste ano, a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado traz 400 vagas para nove agências reguladoras. Delas, 340, com 177.598 inscrições para as provas de outubro, envolvem 40 cargos de nível intermediário ou técnico.
Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova sistema de coleta seletiva e logística reversa de coco verde
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou proposta que permite a estados e municípios implantar sistema de coleta seletiva e logística reversa de coco verde, independentemente do serviço público de limpeza urbana.
Logística reversa envolve coleta, transporte, armazenamento, reciclagem e tratamento de resíduos produzidos pelo descarte de produtos e embalagens.
O sistema deve incluir ações de educação ambiental e, sempre que possível, celebrar parceria com cooperativas de catadores.
Mudanças no texto original
O texto aprovado foi a versão do relator, deputado Fernando Monteiro (PSD-PE), ao Projeto de Lei 616/24, do deputado Professor Reginaldo Veras (PV-DF).
O projeto original obriga produtores, distribuidores e comerciantes de coco verde a implantar os sistemas de coleta seletiva e logística reversa para o fruto.
A proposta altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que lista os produtos para os quais a logística reversa é obrigatória. Essa logística envolve quem fabrica, importa, distribui e comercializa.
Atualmente, a PNRS já exige logística reversa no caso de agrotóxicos, pilhas e pneus, entre outros itens.
2 bilhões de frutos
O relator afirmou que o Brasil produz quase 2 bilhões de frutos de coco por ano, com cerca de 80% da produção concentrada no Nordeste. Segundo ele, o comércio pulverizado e a informalidade dificultam a criação de um sistema nacional uniforme.
“Uma exigência genérica aplicável a todo o território nacional acabaria, na melhor das hipóteses, não cumprida plenamente”, argumentou.
Segundo Monteiro, o sistema nacional só funcionaria em ambientes controlados, como indústrias processadoras de água de coco ou grandes estabelecimentos comerciais.
“Trata-se não de obrigar os entes à estruturação e implementação da logística reversa, mas de destacar no texto legal a opção de usar os instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos para gerir adequadamente o resíduo do coco verde”, explicou o relator.
Próximos passos
O projeto também já foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente e ainda será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovado por Câmara e Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
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