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POLITÍCA NACIONAL

Debatedores cobram atuação de agência reguladora no combate a abusos de operadoras em planos de saúde coletivos

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Participantes de debate na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados criticaram a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por não atuar no combate à violações aos direitos dos consumidores de planos de saúde coletivos. O assunto foi debatido na quarta-feira (13).

Para os participantes da audiência pública, a falta de regras nesse segmento da saúde permite práticas abusivas contra o consumidor, como o cancelamento unilateral, o reajuste de preço acima da média e a restrição da rede credenciada.

O representante do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), Lucas Andrietta, reforçou que a regulação da ANS está em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor e precisa ser alterada. Para ele, a diretoria da agência conduz o processo regulatório “em contradição com seu próprio corpo técnico” e sem abrir a discussão para a sociedade.

“A ANS continua negando a gravidade dos cancelamentos e se recusa a produzir e a publicizar dados corretos e detalhados para mensurar e compreender esse problema”, criticou. Na avaliação de Andrietta, o principal problema é a falta de regulamentação para os planos coletivos, que representam 80% do mercado.

“Há explosão de registros por Procons de relatos individuais, às vezes muito dramáticos, que são de conhecimento da ANS, e um volume muito grande de judicialização em torno desse tema”, disse. Segundo o analista do Idec, em muitos desses casos há indícios da intenção de expulsar grupos de consumidores menos jovens, menos saudáveis ou que geraram despesas assistenciais.

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Regras da ANS
Ao contrário dos planos individuais, que são regulamentados por lei, os plano coletivos dependem de normas da ANS. A lentidão nesse processo foi alvo de críticas.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), uma das que solicitou o debate, cobrou mais atuação da agência reguladora. “É preciso que a ANS tenha um papel mais efetivo. Isso é necessário para que nós possamos tomar uma posição, porque na ponta do sistema a pessoa não admite espera”.

A representante da ANS, Fabricia Goltara Vasconcellos Faedrich, informou que a agência tem a intenção de normatizar os contratos coletivos, mas esbarra em falta de orçamento e no “excesso de formalismo”. “A gente não atende no tempo que a sociedade anseia, mas não há nenhuma omissão, trabalhamos diuturnamente na agência”, reforçou.

Ela esclareceu, no entanto, que em contratos coletivos a operadora não pode excluir o beneficiário individualmente, exceto pela perda do vínculo de titular ou de dependência, ou se houver o pedido da pessoa jurídica contratante.

“Nos contratos coletivos pode haver rescisão com a pessoa jurídica contratante, mas o beneficiário que está internado tem direito a todos os procedimentos já autorizados pela operadora, mesmo que se estendam pós rescisão”, disse.

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Críticas
O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) disse estar preocupado com a regulação do mercado. “A ANS que tem permitido que os planos de saúde cometam absurdos com idosos, autistas e todos aqueles que simplesmente não passam mais a interessar a sua carteira de clientes”.

O deputado Leo Prates (PDT-BA) criticou a forma de precificação feita pelas operadoras de planos de saúde. Ele cobrou mais atuação da ANS para controlar abusos. “Não me parece ser razoável planos que tem lucro ter acesso a aumentos de 7% e planos que em tese não teriam lucro ter acesso a aumento de 23,8%”.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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Dia do Professor e fim da escala 6 x 1 são temas na sessão da CLDF

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A passagem do Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro, e a aprovação do fim da escala de trabalho 6 x 1 no Congresso Nacional foram temas abordados na sessão da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quinta-feira (15).

O deputado Chico Vigilante (PT) parabenizou os professores pela passagem do dia da categoria, “tão maltratada no Distrito Federal e que trabalham em salas de aula insalubres”. “Tem escolas que mais parecem uma cadeia e a gente tem que mudar esta realidade”, disse, acrescentando que tem destinado recursos, por meio de emendas parlamentares, para a melhoria dessas salas de aula, “colocando blindex nas janelas e portas, ar-condicionado, para dar um mínimo de conforto a estes profissionais”.

O deputado Max Maciel (PSOL) saudou os mestres e professores e lembrou que vem de família de educadores. O parlamentar reforçou o compromisso de valorizar a educação e o reconhecimento da profissão. Maciel chamou a atenção para a diminuição do número de pessoas que escolhem a profissão de professor nos últimos anos.

Fim da escala 6 x 1

Chico Vigilante também destacou a importância da aprovação do fim da escala 6 x 1 pelo Congresso Nacional, na noite de quarta-feira (14), estabelecendo uma jornada de 40 horas semanais em escala 5 x 2. “Desde a Constituinte de 1988, quando a jornada de trabalho era de 48 horas e foi reduzida para 44 horas, que não se via algo tão importante. Vigilante criticou a proposta de pagamento por hora trabalhada. Para ele, neste modelo, o trabalhador “não vai ter décimo terceiro salário, férias e nem direito a atestado médico, é o pior dos mundos e destroça completamente a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”.

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Max Maciel concordou com o colega e elogiou também a aprovação do fim da escala 6 x 1, que considerou um grande avanço para a sociedade.

Crianças em visitação na Câmara Legislativa (Thiago Hardman/Agência CLDF​​​​)

Momento lúdico

A sessão também contou com um momento lúdico, quando crianças, na faixa dos quatro anos de idade, ocuparam as cadeiras destinadas aos deputados no Plenário e se manifestaram na tribuna. Convidados por Vigilante, que presidia a sessão, um grupo de crianças que visitavam a CLDF pôde sentir como é ser parlamentar por alguns minutos. Gustavo, de quatro anos, foi o primeiro a ocupar a tribuna e apresentou uma proposta para que ele e os coleguinhas possam brincar juntos todos os dias. Em seguida, outras crianças, como o Pedro, a Alice, a Rafaela, entre outros, se divertiram ao falar no microfone principal do plenário da Câmara Legislativa.

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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