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POLITÍCA NACIONAL

Comissão debate reforma do modelo obstétrico no Brasil

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POLITÍCA NACIONAL

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (27), audiência pública sobre a reforma do modelo obstétrico brasileiro.

O debate será realizado às 10 horas, no plenário 7.

Veja quem foi convidado para o debate

O debate foi solicitado pela deputada Ana Paula Lima (PT-SC). Ela explica que o modelo obstétrico no Brasil enfrenta desafios como a persistência da violência obstétrica, o excesso de intervenções sem base científica e a pouca valorização de enfermeiras obstetras e obstetrizes.

Segundo a parlamentar, essas profissionais são fundamentais para o cuidado das gestantes, especialmente nos casos de risco habitual, e também atuam de forma compartilhada em situações de alto risco.

Ana Paula Lima afirma que é urgente discutir a reestruturação do modelo de parto como medida de saúde pública, de defesa dos direitos humanos e de justiça reprodutiva. Ela lembra que o Brasil mantém taxas altas de mortalidade materna, que atingem com mais força mulheres negras, indígenas, periféricas e de regiões com menos acesso a serviços de saúde.

“A audiência será uma oportunidade para discutir soluções que promovam o parto humanizado, fortaleçam a atenção primária e eliminem práticas violentas e discriminatórias no cuidado à gestante, parturiente e puérpera”, afirma.

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Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.

A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.

Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.

O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.

O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.

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O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.

Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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