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POLITÍCA NACIONAL

Comissão de Relações Exteriores convoca ministros para explicações sobre concessão de asilo

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POLITÍCA NACIONAL

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (7), a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. As duas convocações foram propostas pelos deputados Evair Vieira de Melo (PP-ES) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

Ainda não foi agendada data para que eles compareçam à Câmara dos Deputados.

O colegiado já havia aprovado a convocação de Vieira em 23 de abril para explicar asilo concedido à ex-primeira-dama peruana Nadine Heredi, que chegou ao Brasil no dia 16 de abril em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com um pedido de refúgio, alegando perseguição política em seu país. A presença do ministro estava agendada para ontem, mas foi cancelada. Hoje, a comissão aprovou a convocação do ministro Ricardo Lewandowski para falar do tema.

Nadine Heredia é casada com o ex-presidente Ollanta Humala, que governou o Peru entre 2011 e 2016. Ambos foram condenados no Peru a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro durante a campanha eleitoral de 2011. Eles teriam recebido recursos da empreiteira brasileira Odebrecht e do governo venezuelano. Humala está preso.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Reunião de Comparecimento de Ministro(a). Ministro das Relações Exteriores, Mauro Luiz Iecker Vieira
Mauro Vieira deve falar sobre regugiado em embaixada em Caracas

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O ministro Mauro Vieira, por sua vez, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre a situação de oposicionistas do regime de Nicolás Maduro que estavam refugiados na Embaixada da Argentina em Caracas, sob responsabilidade do Brasil. Os deputados afirmam que o Brasil foi negligente com esses refugiados, permitindo que ficassem “sem acesso regular a água, eletricidade e cuidados médicos, além de impedi-los de deixar o país por falta de salvo-condutos”.

“Tal postura contrasta com a recente concessão célere de asilo diplomático à ex-primeira-dama do Peru, condenada por corrupção e lavagem de dinheiro, com base em supostas ‘razões humanitárias’, segundo o próprio chanceler Mauro Vieira”, conforme informam os deputados no requerimento de convocação.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

CRE aprova protocolo sobre exposições internacionais

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A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta terça-feira (11) protocolo que atualiza as regras para exposições internacionais e os direitos e deveres dos países organizadores e participantes. A medida pode permitir que o Brasil recupere o direito de voto no Bureau Internacional de Exposições (BIE), suspenso desde 2015 devido ao acúmulo de contribuições em atraso. A matéria segue para análise do Plenário.

Relatado pela senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL), o PDL 359/2024 aprova protocolo que altera a Convenção de Paris sobre Exposições Internacionais, de 1928, e consolida modificações posteriores, aprovadas em 1982 e 1988. O Brasil é membro fundador do BIE e signatário da convenção. Segundo a exposição de motivos que acompanha a proposta, a aprovação do protocolo permitirá ao país cumprir suas obrigações financeiras com o organismo e recuperar o direito de voto nas decisões.

Com a retomada do direito de voto, cidades brasileiras poderão voltar a se candidatar para sediar exposições internacionais e mundiais. O país já participou de eventos como a Expo Zaragoza, em 2008, a Expo Xangai, em 2010, a Expo Milão, em 2015, e a Expo Dubai, em 2020. Para Dra. Eudócia, a aprovação do protocolo é importante para ampliar a participação brasileira nesses eventos.

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Regras

O protocolo estabelece alterações nos procedimentos relacionados às exposições e às atividades do BIE, organismo responsável pelas grandes exposições mundiais. Entre as disposições estão regras para mudanças nos procedimentos, formas de adesão dos países ao protocolo e comunicação entre os governos participantes e o organismo.

O texto também trata da atuação do BIE e consolida alterações anteriores na Convenção de Paris. Atos que possam revisar o protocolo e ajustes complementares que impliquem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional dependerão de aprovação do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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