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POLITÍCA NACIONAL

Comissão de Agricultura aprova proibição de reconstituição de leite em pó importado no País

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POLITÍCA NACIONAL

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5738/25, que proíbe a reconstituição de leite em pó e outros derivados de origem importada para o consumo humano. A medida é voltada para indústrias, laticínios e qualquer empresa que atue no território nacional.

A proposta do deputado Zé Silva (União-MG) define a reconstituição como o processo de adicionar água ou outro meio para transformar o pó em leite líquido ou utilizá-lo na fabricação de derivados como queijos, iogurtes, leite condensado e creme de leite.

Exceção
A proibição não se aplica a produtos importados vendidos diretamente ao consumidor final para uso doméstico, em embalagens de varejo, desde que atendam às normas sanitárias.

Parecer favorável
O relator, deputado Welter (PT-PR), recomendou a aprovação da medida. Ele disse que a iniciativa protegerá a produção nacional contra a concorrência de produtos estrangeiros que, muitas vezes, recebem subsídios em seus países de origem.

“A atividade leiteira possui elevada relevância econômica e social, especialmente em estados como o Paraná, onde a produção alcança cerca de 4,56 bilhões de litros anuais”, destacou o relator.

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Economia do setor
Welter afirmou ainda que o setor é fundamental para a economia por movimentar bilhões de reais e garantir o sustento de pequenos produtores.

“Trata-se de um setor que movimenta mais de R$ 11 bilhões em valor bruto da produção, sendo responsável pela geração de renda, emprego e fixação das famílias no meio rural.”

Modelo paranaense
A proposta busca nacionalizar uma experiência do Paraná, em que uma lei local semelhante reduziu aproximadamente 50% das importações e ajudou a recuperar os preços pagos aos produtores rurais.

O relator pontuou que a medida também ajuda a superar dificuldades na fiscalização e na rastreabilidade desses produtos.

Prazo para adaptação
O texto estabelece que o Poder Executivo terá um prazo de 180 dias para regulamentar a futura lei, definindo os procedimentos de fiscalização, controle e as sanções administrativas.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e sancionado pela presidência da República.

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Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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Anunciados os filmes do Distrito Federal vencedores do 28º Troféu Câmara Legislativa

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As produções cinematográficas do Distrito Federal vencedoras do 28º Troféu Câmara Legislativa foram anunciadas, neste sábado (19), durante a cerimônia de encerramento do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Quinze filmes concorreram a R$ 298 mil em prêmios, divididos entre os melhores títulos, de curta e longa-metragem, e nove categorias técnicas. Os ganhadores foram:

Prêmios do Júri Oficial
Melhor Longa-Metragem: Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Melhor Curta-Metragem: Dora, de Murilo Abreu
Melhor Direção: Rafael Lobo, por Mapas
Melhor Ator: Lupe Leal, por Impostor
Melhor Atriz: Micheli Santini, por Dora
Melhor Roteiro: Talita Carvalho, por Madre
Melhor Fotografia: Petrônio Neto e Nicolau, por Ar-Dor
Melhor Montagem: Arthur Gonzaga, por A Arte Perdida da Lombada
Melhor Direção de Arte: Lucas Gehre e Nadine Diel, por Mapas
Melhor Edição de Som: Bernardo Paixão, por Ar-Dor
Melhor Trilha Sonora: João Tomé, por Nem Todos Sabem

Prêmios do Júri Popular
Melhor longa-metragem: Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Melhor curta-metragem: Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele Dourado

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O longa escolhido pelo júri oficial recebe R$ 124,3 mil, enquanto o curta faz jus a R$ 37,3 mil. O diretor ganha R$ 14,9 mil e as demais categorias técnicas, R$ 7,4 mil cada. No caso das categorias técnicas não há distinção: os prêmios podem ser concedidos a títulos de curta ou longa duração.

Os mais votados pelo júri popular, composto pelo público que acompanhou as exibições da Mostra Brasília, ficam com R$ 49,7 mil (melhor longa-metragem) e R$ 12,4 mil (melhor curta-metragem). Estes são valores brutos, sobre os quais incidirão tributos previstos na legislação.

O júri oficial do 28º Troféu Câmara Legislativa foi formado pelo crítico Fabrício Duque e os cineastas brasilienses Lila Foster e Santiago Dellape. A comissão de seleção que indicou os concorrentes, entre mais de 130 títulos inscritos, foi igualmente composta por especialistas do setor: Ana Arruda, Bethania Maia, Daniela Diniz, Marcelo Barbosa e Paulo Duro Moraes.

Os 15 filmes – quatro longas-metragens e onze curtas – que disputaram os prêmios da 28ª edição do Troféu Câmara Legislativa foram apresentados na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília, sede do festival, além do Complexo Cultural de Planaltina e da Universidade Católica de Brasília, em Taguatinga.

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Fonte: Câmara Legislativa – DF

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