POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova projeto que cria Livro Nacional do Mérito na Segurança Pública
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria o Livro Nacional do Mérito na Segurança Pública. O objetivo é registrar os profissionais de segurança e defesa social que tenham prestado serviços relevantes ao Brasil.
O Congresso Nacional, por meio das comissões de segurança pública da Câmara e do Senado, decidirá quem será inscrito no livro. Os nomes deverão ser indicados pelos parlamentares até 10 de dezembro de cada ano – data em que se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
O relator, deputado Capitão Alden (PL-BA), afirmou que a inscrição no livro pode fundamentar premiações custeadas com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Segundo ele, isso dá mais efetividade prática à homenagem.
Parecer favorável
A comissão aprovou o parecer de Alden, favorável ao Projeto de Lei 16/24, do ex-senador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, com emenda.
Segundo Alden, a falta de critérios objetivos sobre periodicidade, valor das premiações e processo de seleção, pode comprometer a transparência e a legitimidade do processo.
A emenda aprovada prevê que o Ministério da Justiça e Segurança Pública estabeleça regras sobre:
- critérios de elegibilidade, baseados em documentos que comprovem o mérito;
- o valor das premiações;
- o processo de seleção; e
- o local solene onde o livro ficará exposto.
O texto deixa claro ainda que é possível inscrever pessoas falecidas.
Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
CMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou na terça-feira (11) uma medida provisória e um projeto de lei que abrem créditos extras de R$ 330 milhões no Orçamento de 2026. A maior parte dos recursos será usada para enfrentar as consequências de desastres climáticos.
A medida provisória (MP 1.356/2026) liberou R$ 305 milhões para atender famílias atingidas por fortes chuvas nas Regiões Sul e Sudeste entre janeiro e abril, além de combater os impactos da estiagem no Norte e no Nordeste do país.
O governo informou que os desastres afetaram aproximadamente 5 milhões de pessoas, das quais 203 mil estavam em situação de deslocamento forçado em cerca de 1.240 municípios das cinco regiões do país.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da MP, foi favorável ao texto, mas cobrou do governo mais planejamento para enfrentar as mudanças climáticas, dizendo que “governar pela exceção virou rotina”.
“Há tempo demais o governo brasileiro insiste em tratar como imprevisível aquilo que se repete a cada ano. Governa-se pela urgência e pela exceção, pelo crédito aberto às pressas depois que a tragédia já bateu à porta, quando o dever de quem cuida do Orçamento seria antecipar o que o calendário e a própria ciência há muito anunciam”, alertou.
A senadora lembrou que o governo editou 21 medidas provisórias de crédito extraordinário neste ano, no valor total de R$ 95,4 bilhões. Ela também criticou medidas relativas a subsídios e linhas de crédito.
O governo tem justificado as medidas de subsídios aos combustíveis para minimizar o impacto nos preços em razão da guerra no Oriente Médio. Os créditos extraordinários não afetam a meta fiscal do governo (que é de um superávit de R$ 34,3 bilhões), mas elevam a dívida pública.
A medida provisória será votada agora nos Plenários da Câmara e do Senado.
Agências reguladoras
A outra proposta aprovada na CMO na terça (PLN 15/2026) abre crédito suplementar de R$ 24,4 milhões para atender despesas administrativas das agências reguladoras Antaq (transportes aquaviários), Aneel (energia elétrica), ANM (mineração), Anvisa (vigilância sanitária) e ANA (águas).
O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), que leu o relatório do projeto de lei do Congresso, explicou que o crédito é resultado de remanejamentos de despesas no Orçamento.
O projeto será votado em sessão conjunta do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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