POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova política nacional para ampliar educação de jovens e adultos
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria a Política Nacional de Educação de Jovens e Adultos (PNEJA) para viabilizar a alfabetização e a conclusão do ensino fundamental e médio de pessoas que interromperam seus estudos.
Entre os princípios da nova política estão:
- a garantia do direito à educação;
- a redução das desigualdades;
- a ampliação da escolaridade;
- a oferta de ensino adequada às necessidades de jovens, adultos e idosos que não concluíram a educação básica.
O texto também assegura atendimento aos estudantes da educação especial e prevê diretrizes específicas para modalidades como educação indígena, quilombola, do campo e educação bilíngue de surdos.
A comissão acolheu o substitutivo da relatora, deputada Duda Salabert (PSOL-MG), ao Projeto de Lei 2610/22, do deputado Alexandre Frota (Pros-SP), e apensados. A relatora destacou que o analfabetismo permanece como um dos desafios estruturais mais graves do país.
“A ausência de uma política nacional permanente tem resultado em ações fragmentadas e descontinuadas ao longo das últimas décadas”, justificou a deputada, ao defender a unificação dos projetos em um marco legal definitivo.
A relatora cita estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo o qual o país tem 8,4 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever um simples bilhete, embora a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais tenha caído para 4,9% em 2024.
Essa população está concentrada nas regiões Norte e Nordeste e entre pessoas negras, indígenas e em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Diretrizes
A proposta estabelece que a União atuará em parceria com estados e municípios para ampliar a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Entre as medidas previstas estão:
- busca ativa de pessoas que abandonaram os estudos;
- oferta de cursos em horários flexíveis, inclusive aos fins de semana;
- atendimento em unidades prisionais;
- formação de professores especializados;
- desenvolvimento de materiais didáticos específicos;
- estímulo ao letramento digital;
- integração da EJA com cursos de educação profissional;
- oferta de bolsas e auxílios financeiros para incentivar a permanência dos estudantes;
- criação de espaços para acolher crianças sob responsabilidade de alunos da EJA durante as aulas.
Pela proposta, estados e municípios deverão prever orçamento para a política de Educação de Jovens e Adultos, bem como acompanhar a frequência dos estudantes e dimensionar a demanda por vagas.
Programas
A política reunirá programas federais já existentes voltados à educação de jovens e adultos, como o Brasil Alfabetizado, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), o Pronatec e o Pé-de-Meia, entre outros.
Metas
Conforme o texto, a política será implementada com monitoramento permanente e divulgação de relatórios anuais.
As metas para redução do analfabetismo, do analfabetismo funcional e para ampliação da alfabetização digital serão definidas em regulamento, observando o Plano Nacional de Educação e as diferenças regionais.
Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Câmara Legislativa homenageia Ordem DeMolay por atuação na formação de jovens
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) homenageou a organização juvenil Ordem DeMolay com sessão solene na noite de sexta-feira (11). Criada em 1919, a fraternidade é voltada para a formação social, moral e cívica de rapazes de 12 a 21 anos, em mais de 20 países.
No Brasil, a organização iniciou as atividades no ano de 1980. Pouco depois, em 1984, o Distrito Federal ganhou o seu primeiro capítulo — como são chamadas as unidades locais.
>> Confira a cobertura fotográfica
Para a autora da solenidade, deputada distrital Jaqueline Silva (MDB), os membros da Ordem são jovens dedicados e diferenciados. “É isso que nós precisamos na nossa juventude. Precisamos formar seres humanos melhores. Eu tenho certeza que todo ensinamento, todo direcionamento, é fundamental para conseguirmos ter uma cidade e um Brasil muito melhor de viver”, defendeu a parlamentar.
A doutrina da organização é guiada por sete virtudes cardeais, cada uma representada pela luz de uma vela: amor filial; reverência pelas coisas sagradas; cortesia; companheirismo; fidelidade; pureza e patriotismo. A Ordem DeMolay é uma entidade paramaçônica, ou seja, tem apoio e patrocínio da Maçonaria.

(Foto: Sara Marques/ Agência CLDF)
O secretário de entidades paramaçônicas do Grande Oriente do DF, José Iran Pinheiro, elogiou a conduta dos membros da Ordem: “Num mundo onde muito jovem se perde nas telas, no individualismo e na falta de valores, vocês escolheram estar aqui, em pleno final de semana, aprendendo sobre oratória, liderança, filantropia e amor ao próximo. Isso não é pouca coisa. Isso é ser diferente. Isso é ser DeMolay”.
Representando as famílias, a mãe Josilaine de Castro Gonçalves falou sobre o impacto da organização na vida dos jovens. “Acompanhar um filho dentro da Ordem DeMolay é testemunhar uma transformação. Ao longo dessa caminhada, tive a oportunidade de acompanhar de perto o crescimento do meu filho, Ian. Vi ele se tornar um jovem mais responsável, participativo e seguro de si”, comentou Josilaine, que é presidente do Clube de Mães e Amigos do Capítulo Coração de Estudante nº 428.
Para o mestre conselheiro distrital da Ordem DeMolay DF, Thiago Doca, o objetivo da organização é justamente a transformação do caráter do jovem, por meio do serviço desinteressado e da busca pela virtude, entre outras práticas. Já o mestre conselheiro distrital-adjunto da Ordem DeMolay DF, Matheus Laboissiere, ressaltou que a entidade ensina companheirismo, respeito e união entre os irmãos.

(Foto: Sara Marques/Agência CLDF)
O mestre conselheiro nacional-adjunto Hugo Pires resumiu o propósito da entidade, lembrando um ensinamento do fundador da Ordem DeMolay no Brasil: “Alberto Mansur costumava dizer que, para ser útil à sociedade, não precisa ser DeMolay. Mas para ser um DeMolay é preciso ser útil à sociedade”.
Ao final da sessão solene, foram entregues moções de louvor.
A transmissão do evento está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.
Fonte: Câmara Legislativa – DF
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