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POLITÍCA NACIONAL

CDH cria comissão para apurar denúncias sobre hospital infantil no Maranhão

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (12) a criação de uma comissão temporária externa, com duração de 120 dias, para apurar denúncias de negligência, superlotação e aumento de mortes no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís. O requerimento é do senador Weverton (PDT-MA), que também apontou relatos de demora no atendimento e falta de especialistas.

Segundo o senador, documentos encaminhados a órgãos de fiscalização indicam que o hospital teria registrado 113 mortes em 2025, das quais 101 ocorreram em unidades de terapia intensiva (UTIs) pediátricas. De acordo com os dados apresentados no requerimento, o número representaria aumento de aproximadamente 159% em relação a 2024. Weverton também citou relatos de familiares e profissionais de saúde sobre superlotação, demora no atendimento e falta de especialistas. As informações serão objeto de apuração pela comissão temporária.

Para Weverton, as denúncias envolvem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e exigem acompanhamento do Senado. O senador defendeu uma investigação sobre as condições de atendimento na unidade.

Saúde indígena

A CDH aprovou também requerimentos para a realização de audiências públicas. Um deles (REQ 113/2026), da presidente da comissão, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), prevê debate sobre o assassinato do agente indígena de saúde (AIS) Geovane Yanomami, ocorrido em julho, em Roraima, e sobre as condições de trabalho e proteção desses profissionais. A data ainda não foi definida.

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Damares citou relatos apresentados em audiência da Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami sobre as condições de segurança dos agentes de saúde e defendeu a participação de representantes dos profissionais e dos órgãos responsáveis pelas políticas de saúde, segurança pública e proteção dos povos indígenas.

— É premente a necessidade de ouvirmos representantes dos profissionais de saúde indígena de todas as regiões do Brasil, bem como representantes dos órgãos governamentais responsáveis pelas políticas de segurança pública, saúde e proteção dos povos indígenas — afirmou.

Deverão ser convidados representantes dos Ministérios da Saúde, dos Povos Indígenas e da Justiça e Segurança Pública, além de representantes de sindicato de trabalhadores em saúde dos territórios indígenas.

Outras audiências

Também de Damares, o REQ 114/2026 prevê audiência, em conjunto com a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), sobre a fibrose pulmonar. Segundo a senadora, pacientes enfrentam dificuldades para obter diagnóstico, realizar exames especializados e ter acesso a serviços, centros de referência, medicamentos e terapias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A data será definida.

O REQ 117/2026, de Damares, propõe audiência sobre o atendimento pelo SUS de pacientes com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), doença rara que pode causar complicações graves. A senadora afirma que há diferença entre os prazos previstos para incorporação e disponibilização de tecnologias em saúde e o tempo efetivamente levado para que os pacientes tenham acesso aos tratamentos.

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Já o REQ 112/2026, de Damares, prevê debate sobre eventos adversos relacionados a dispositivos médicos implantáveis destinados à saúde da mulher, com destaque para o dispositivo Essure. Devem participar representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), além de especialistas em ética médica e segurança do paciente.

O senador licenciado Eduardo Girão (CE) apresentou dois requerimentos. O REQ 115/2026 prevê audiência sobre publicidade e patrocínio de organizações esportivas por empresas e plataformas relacionadas a serviços de profissionais do sexo e à produção ou comercialização de conteúdo adulto. Segundo Girão, essas empresas passaram a utilizar clubes, equipes, uniformes e eventos esportivos para promover suas marcas.

Já o REQ 116/2026 propõe audiência sobre decisões judiciais que, segundo o senador, podem afetar a liberdade de imprensa. Devem ser convidados representantes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça do Ceará. Girão quer discutir decisões relacionadas à remoção de conteúdos, ao bloqueio de perfis e canais de comunicação e à indisponibilização de plataformas digitais.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Câmara Legislativa celebra contribuição do Instituto Histórico e Geográfico do DF

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A Câmara Legislativa realizou, na noite de terça-feira (11), sessão solene em homenagem aos 62 anos do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF). A iniciativa foi do deputado Ricardo Vale (PT), que destacou em plenário a importância da instituição para a preservação da memória da capital e reconheceu o trabalho desenvolvido por conselheiros, pesquisadores, colaboradores e servidores.

Confira a cobertura fotográfica da sessão no Flickr da CLDF

Criado em 1964, o IHGDF tem uma trajetória marcada pelo estudo e a valorização da história e da cultura local. Durante a cerimônia, Ricardo Vale ressaltou o trabalho realizado de forma voluntária por integrantes da instituição, que “muitas vezes realizam o papel que o Estado deveria fazer”. O parlamentar também salientou que o IHGDF utiliza sua localização privilegiada para pesquisar a formação das populações regionais da região Centro-Oeste, atuando como repositório e guardião da história e memória do Brasil e de sua capital.

“Por meio de pesquisas, publicações, ações educativas e iniciativas voltadas à memória e ao patrimônio, a instituição contribui para ampliar o conhecimento sobre a formação de todo o Distrito Federal, mantendo viva a história daqueles que participaram de sua construção e desenvolvimento”, destacou Vale.

Secretário-geral da entidade, Carlos Hugo Studart Corrêa enfatizou a diversidade e a qualificação dos integrantes do instituto, que reúne personalidades de destaque da vida pública, acadêmica e empresarial brasileira. “Nos nossos quadros, temos um ex-presidente da República, José Sarney, que, com seus 96 anos, escreve artigos para a nossa revista. Temos quatro ex-governadores, vários ex-ministros, senadores, deputados e três ex-reitores”, relatou. Ele acrescentou que o instituto conta atualmente com “63 professores doutores de diferentes áreas”.

Foto: Sara Marques/Agência CLDF

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Já o presidente do IHGDF, José Teodoro Mascarenhas Menk, relembrou a criação dos institutos históricos no Brasil e explicou a missão da entidade no DF. Segundo ele, a organização surgiu da necessidade de preservar a memória da construção de Brasília e compreender as características geográficas da nova capital.

O presidente ressaltou ainda os programas educacionais desenvolvidos pelo IHGDF, que incluem visitas de estudantes ao museu do instituto e cursos de formação para professores da rede pública. “Recebemos alunos e temos um corpo de professores de Geografia e de História que apresenta especificidades da geografia e da história do Distrito Federal aos alunos”, explicou.

A solenidade contou ainda com a participação de membros da instituição e convidados. Entre eles, o engenheiro Eloy Barbosa de Oliveira, que participou da implantação do sistema elétrico da capital. Durante seu pronunciamento, ele defendeu a preservação da memória dos pioneiros de Brasília. “Seria bom que o Instituto escrevesse a história de como começou a eletricidade aqui em Brasília. Nós temos documentos, nós temos fotografias particulares, e a gente viveu esse momento”, afirmou.

Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF

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Já o professor Robson Eleutério relatou como a abordagem de assuntos do cotidiano nas turmas de ensino médio desenvolve a identidade cultural e aumenta o interesse dos alunos. “Criamos um projeto com o objetivo de criar um diálogo da história regional com diversas disciplinas. Quando estudamos, por exemplo, a pré-história voltamos os olhos para nossa mãe ancestral lá da África. Mas, aqui no DF e no Entorno, têm sítios arqueológicos extremamente ricos. Por que não falar desses locais”, questiona Eleutério.

Representando a diretoria da instituição, o secretário-geral adjunto do IHGDF, Virgílio Caixeta Arraes, agradeceu o reconhecimento concedido pela Câmara Legislativa e destacou a relevância da entidade para a vida cultural da capital.
“Hoje, nesta sessão solene, eu gostaria de agradecer a quem tem ajudado, auxiliado e quem também ajudou e contribuiu para que o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal se tornasse uma instituição permanente no quadro cultural da capital do Brasil”, afirmou.

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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