POLITÍCA NACIONAL
Avança projeto que obriga SUS a garantir remédios contra a hipertermia maligna
POLITÍCA NACIONAL
O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá ser obrigado a garantir o acesso a medicamentos para o tratamento da hipertermia maligna durante procedimentos com anestesia geral realizados em suas unidades. Essa síndrome grave é de origem genética e pode ser desencadeada por alguns anestésicos, levando à morte se não for interrompida a tempo.
Aprovado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta quarta-feira (12), o PL 154/2026 determina que as unidades do SUS garantam acesso tempestivo, em até dez minutos, aos medicamentos necessários ao tratamento da hipertermia maligna quando da realização de procedimentos com anestesia geral. A proposta segue para votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Autor do projeto, o senador Dr. Hiran (PP-RR), ressalta que essa síndrome causa febre muito alta, rigidez nos músculos e aceleração dos batimentos cardíacos. Segundo ele, o tratamento deve ser iniciado assim que houver a suspeita da ocorrência, sendo decisiva para a salvação do paciente a rapidez do início do tratamento.
De acordo com Dr. Hiran, uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) define condições de segurança para o ato anestésico e lista fármacos que devem estar disponíveis durante o procedimento, como o dantroleno sódico — usado no tratamento da hipertermia maligna. O senador também observa que leis estaduais (São Paulo e Amazonas) e municipais (São Luís e Fortaleza) já citam esse medicamento.
Para a relatora do projeto, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), a iniciativa é interessante porque não ignora o fato de que o SUS, alguns estados e municípios, bem como o próprio CFM, conhecem o problema e já buscaram enfrentá-lo com normas de sua competência.
“De modo inteligente, o projeto não se posta contra o que já existe, mas comanda, em verdade, um decreto unificador e racionalizador, que tem alta probabilidade de aumentar a eficiência do sistema já existente. Isso significa vidas salvas”, afirma a parlamentar.
Rejeição
A CDH rejeitou, nesta quarta-feira, sugestão legislativa que propunha dois anos de prestação obrigatória de serviços junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) para profissionais da área da saúde formados em cursos beneficiados ou custeados com recursos públicos. De autoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), a SUG 19/2020 foi enviada por meio do Portal e-Cidadania, do Senado Federal, e recebeu o número de apoios necessários para ser analisada pela CDH.
A presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), elaborou parecer pela rejeição da sugestão, argumentando que a contratação dos recém-formados criaria despesa obrigatória para a União, estados e municípios. Ela ressalta ainda que a sugestão não apresentou estimativas do impacto orçamentário-financeiro, nem demonstrou a origem dos recursos necessários. No parecer, Damares considerou mais adequadas políticas baseadas em adesão voluntária, incentivos e formação em serviço para estimular a permanência de profissionais em regiões vulneráveis do país. A sugestão será arquivada.
Arquivamento
Nesta quarta-feira, a CDH decidiu pelo arquivamento do PL 6.063/2023, que estabelece novas regras para as licenças maternidade, paternidade e parental. A proposta foi apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) para regulamentar a licença-paternidade prevista na Constituição e modernizar as regras das licenças de mães, pais e adotantes. Entre outros pontos, o texto estabelecia 180 dias de licença para a mãe e 60 dias úteis para o pai, além de prever compartilhamento de períodos de licença e regras para adoções e diferentes formas de parentalidade.
No entanto, o relator da matéria, senador Hermes Klann (PL-SC), explicou que a Lei 15.371, de 2026, sancionada após a apresentação do projeto, regulamentou a licença-paternidade, instituiu o salário-paternidade no âmbito da Previdência Social e alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei Orgânica da Seguridade Social, a legislação sobre benefícios previdenciários e o Programa Empresa Cidadã. Para Hermes Klann, essa nova regulamentação encerrou a lacuna legislativa que havia motivado a apresentação do PL 6.063/2023.
O relatório foi lido na comissão pela senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Câmara Legislativa celebra contribuição do Instituto Histórico e Geográfico do DF
A Câmara Legislativa realizou, na noite de terça-feira (11), sessão solene em homenagem aos 62 anos do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF). A iniciativa foi do deputado Ricardo Vale (PT), que destacou em plenário a importância da instituição para a preservação da memória da capital e reconheceu o trabalho desenvolvido por conselheiros, pesquisadores, colaboradores e servidores.
Confira a cobertura fotográfica da sessão no Flickr da CLDF
Criado em 1964, o IHGDF tem uma trajetória marcada pelo estudo e a valorização da história e da cultura local. Durante a cerimônia, Ricardo Vale ressaltou o trabalho realizado de forma voluntária por integrantes da instituição, que “muitas vezes realizam o papel que o Estado deveria fazer”. O parlamentar também salientou que o IHGDF utiliza sua localização privilegiada para pesquisar a formação das populações regionais da região Centro-Oeste, atuando como repositório e guardião da história e memória do Brasil e de sua capital.
“Por meio de pesquisas, publicações, ações educativas e iniciativas voltadas à memória e ao patrimônio, a instituição contribui para ampliar o conhecimento sobre a formação de todo o Distrito Federal, mantendo viva a história daqueles que participaram de sua construção e desenvolvimento”, destacou Vale.
Secretário-geral da entidade, Carlos Hugo Studart Corrêa enfatizou a diversidade e a qualificação dos integrantes do instituto, que reúne personalidades de destaque da vida pública, acadêmica e empresarial brasileira. “Nos nossos quadros, temos um ex-presidente da República, José Sarney, que, com seus 96 anos, escreve artigos para a nossa revista. Temos quatro ex-governadores, vários ex-ministros, senadores, deputados e três ex-reitores”, relatou. Ele acrescentou que o instituto conta atualmente com “63 professores doutores de diferentes áreas”.

Já o presidente do IHGDF, José Teodoro Mascarenhas Menk, relembrou a criação dos institutos históricos no Brasil e explicou a missão da entidade no DF. Segundo ele, a organização surgiu da necessidade de preservar a memória da construção de Brasília e compreender as características geográficas da nova capital.
O presidente ressaltou ainda os programas educacionais desenvolvidos pelo IHGDF, que incluem visitas de estudantes ao museu do instituto e cursos de formação para professores da rede pública. “Recebemos alunos e temos um corpo de professores de Geografia e de História que apresenta especificidades da geografia e da história do Distrito Federal aos alunos”, explicou.
A solenidade contou ainda com a participação de membros da instituição e convidados. Entre eles, o engenheiro Eloy Barbosa de Oliveira, que participou da implantação do sistema elétrico da capital. Durante seu pronunciamento, ele defendeu a preservação da memória dos pioneiros de Brasília. “Seria bom que o Instituto escrevesse a história de como começou a eletricidade aqui em Brasília. Nós temos documentos, nós temos fotografias particulares, e a gente viveu esse momento”, afirmou.

Já o professor Robson Eleutério relatou como a abordagem de assuntos do cotidiano nas turmas de ensino médio desenvolve a identidade cultural e aumenta o interesse dos alunos. “Criamos um projeto com o objetivo de criar um diálogo da história regional com diversas disciplinas. Quando estudamos, por exemplo, a pré-história voltamos os olhos para nossa mãe ancestral lá da África. Mas, aqui no DF e no Entorno, têm sítios arqueológicos extremamente ricos. Por que não falar desses locais”, questiona Eleutério.
Representando a diretoria da instituição, o secretário-geral adjunto do IHGDF, Virgílio Caixeta Arraes, agradeceu o reconhecimento concedido pela Câmara Legislativa e destacou a relevância da entidade para a vida cultural da capital.
“Hoje, nesta sessão solene, eu gostaria de agradecer a quem tem ajudado, auxiliado e quem também ajudou e contribuiu para que o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal se tornasse uma instituição permanente no quadro cultural da capital do Brasil”, afirmou.
Fonte: Câmara Legislativa – DF
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