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Polícia Civil prende autores de roubo que mantiveram idosa amarrada por mais de 24 horas

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Dois homens, que amarraram e amordaçaram uma idosa para roubar o seu veículo e fazer transferências bancárias, foram identificados e presos pela Polícia Civil, após investigações realizadas pelos policiais da Delegacia de Peixoto de Azevedo (691 km ao norte de Cuiabá).

Após 2 meses de investigações, os suspeitos foram identificados, sendo um deles preso em Peixoto de Azevedo, no domingo (18.06), quando transitava na cidade numa Hilux Preta, e o outro teve o mandado de prisão cumprido na cidade de Sinop, na manhã desta segunda-feira (19.06).

Crime

O crime ocorreu no dia 19 de abril quando a vítima, de 65 anos, abriu a porta da residência e foi surpreendida pelos dois criminosos. Um dos suspeitos tapou a boca da vítima com as mãos e a levou para um quarto, onde amarrou os pés e as mãos da vítima com um fio. Os suspeitos também amordaçaram a vítima, tapando sua boca com fita adesiva e com um tecido.

Durante toda a ação criminosa, os suspeitos perguntavam pelos cartões da vítima e por dinheiro, a ameaçando e dizendo que se ela reagisse iriam soltá-la em uma região de mata.

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Em posse de uma máquina de cartão, os suspeitos obrigaram a vítima a fornecer suas senhas dos seus cartões, sendo sacado o valor de R$ 4 mil de sua conta bancária. Os autores também levaram um veículo Fiat Strada da vítima, que posteriormente foi localizado pela Polícia Civil em Gaúcha do Norte.

A idosa ficou amarrada por mais de 24 horas, pois, como estava amordaçada, tentava gritar, mas ninguém ouvia. A vítima ficou tanto tempo amarrada que quase teve que amputar as mãos por ausência de circulação no sangue. Somente após conseguir tirar o tecido da sua boca, os vizinhos ouviram seus gritos e entraram na casa pelo forro para socorrê-la.

Ostentação

Logo após o crime, um dos suspeitos fez postagens em suas redes sociais ostentando bebidas e compras decorrentes do roubo, durante um show nacional no município de Sinop.

A equipe de investigadores verificou outras situações de ostentação de bebidas, festas e churrascos com os valores subtraídos da conta da idosa.

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Prisões

Com base nos elementos levantados durante as investigações, o delegado Geordan Fontenelle representou pelo mandado de prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferido pela Justiça.

Após terem as ordens judiciais cumpridas, os investigados foram interrogados e confessaram o crime, sendo posteriormente encaminhados ao presídio de Peixoto de Azevedo para responder o processo por roubo com restrição de liberdade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende suspeito de matar mulher trans em Nova Mutum

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A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (22.6), um homem, de 35 anos, suspeito de feminicídio contra a mulher trans Betina Barros, 33 anos, encontrada morta no dia 03 de dezembro de 2025, em Nova Mutum.

O suspeito foi localizado e preso pela equipe da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum em seu local de trabalho, um canteiro de obras na zona rural da cidade, e não resistiu à prisão. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa em que o investigado está morando.

O crime

Betina foi contratada para um programa sexual, em uma plataforma digital, no fim da noite do dia 1º de dezembro de 2025, e depois disso não foi mais vista.

A irmã dela registrou um boletim de ocorrência na manhã do dia 03 de dezembro informando sobre o desaparecimento, assim como da motocicleta da vítima, uma Honda Biz 125 branca.

A Polícia Civil iniciou as buscas pela vítima e no mesmo dia, cerca de 9 horas depois, o corpo de Betina foi encontrado em uma região próxima a uma faculdade, em Nova Mutum, já em estado de decomposição. A perícia apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico provocado por projétil de arma de fogo.

A motocicleta da vítima foi localizada em uma estrada vicinal próxima ao corpo. Dentro do bagageiro do veículo, foi localizada a bolsa dela, com documentos, cartões e dinheiro. Apenas o celular de Betina foi levado.

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“Os primeiros elementos apontaram que a vítima foi atraída para o local isolado sob o pretexto de um encontro profissional previamente ajustado por meio de plataformas digitais. O cenário do crime, meticulosamente examinado, apresentava características que permitiram descartar, de imediato, a hipótese de um latrocínio patrimonial clássico”, afirmou o delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pela investigação.

Investigação

Após a localização do corpo, a equipe da Derf de Nova Mutum deu início às investigações do caso e localizou duas outras mulheres trans que haviam recebido mensagens de um mesmo número na noite do crime, no mesmo horário que a vítima foi contratada.

Segundo as testemunhas, o homem demonstrava urgência e insistia que o encontro acontecesse em um local isolado. Com medo, ambas negaram a realização do programa por questão da segurança. O local proposto batia com a cena do crime.

A Polícia Civil levantou o nome que o número utilizado para falar com as três mulheres estava registrado e chegou ao suspeito e seu endereço. O suspeito foi ouvido, mas alegou que esse número já não o pertencia. Como o número realmente estava desativado, ele foi liberado.

No entanto, as investigações continuaram e a equipe da Derf de Nova Mutum tentou intimá-lo para ser ouvido. Mas, ao chegar na casa, ele fugiu pelos fundos. Diante da evasão suspeita, os policiais entraram na casa e apreenderam um celular e uma caixa de arma vazia, que poderia ter relação com a usada no crime.

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Em continuidade das investigações, foram localizadas câmeras que mostram o suspeito em situações suspeitas na madrugada do dia 02, momentos logo após o crime. Uma delas foi lavando exaustivamente os pneus de sua motocicleta, o que sugere a tentativa de eliminar resíduos de solo e vegetação da cena do crime.

No dia 04 ele também procurou uma empresa e pediu que seu celular fosse totalmente redefinido e ficasse “limpo e sem nada”, visando apagar evidências telemáticas que o vinculassem ao crime.

A investigação também chegou ao perfil do suspeito na plataforma utilizada para contratar o programa sexual, onde ele havia se cadastrado expressamente na categoria “mulher-trans”. Foi por meio desse site que ele contatou a vítima e as outras duas mulheres. Após o crime ele também tentou excluir o perfil na plataforma.

Prisão

Diante de todos os elementos encontrados, o delegado Jean Paulo Ferreira representou pelos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar e pela autorização judicial para coleta de material genético do suspeito, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos na manhã desta segunda-feira (22.06), em Nova Mutum.

As investigações continuam para apontar a motivação do crime.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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