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Polícia Civil cumpre 31 mandados contra suspeitos de atuar com golpe do falso perfil

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, deflagrou na manhã desta terça-feira (23.05), a Operação Falso Amigo, para cumprimento de 21 ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueios bancários, tendo como alvo uma organização criminosa especializada em crime de estelionato eletrônico, na modalidade “perfil falso”.

Na operação são cumpridos nove mandados de prisão preventiva, 12 de busca e apreensão domiciliar, um sequestro de veículo, além de nove pessoas alvo de bloqueios, que atingiram 71 contas bancárias de integrantes da organização criminosa. Os mandados foram cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e no Estado de Goiás.

A investigação buscou a identificação de suspeitos especializados na prática de golpes do “Perfil Falso” realizado por meio de aplicativo de mensagens (em especial whatsapp). Neste tipo de fraude eletrônica, parte do grupo se passa por parente ou pessoa próxima das vítimas, usando fotografias deles e se identificando falsamente para em seguida, solicitam valores em dinheiro utilizando uma conversa enganosa.

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As vítimas, pensando se tratarem de parentes (filhos, netos, tios) ou de amigos próximos, são ludibriados pela versão contatada pelo golpista e acabam realizando transferência de valores para as contas indicadas por eles.

O delegado Marcelo Martins Torhacs, explica que durante a investigação, foi identificado que a organização criminosa é estrutura em quatro núcleos distintos, dentre eles os que fornecem suas contas bancárias para o recebimento das transferências realizadas pelas vítimas (“os conteiros”); os que são responsáveis pela arrecadação dos valores obtidos com as fraudes; aqueles que fazem contatos telefônicos com as vítimas, aplicando o falso perfil; e por último os líderes da organização criminosa, os quais ostentam viagens, bens e vida luxuosa às custas das infrações penais praticadas pelo grupo.

“Em apenas um dos casos, a vítima recebeu contato de integrantes do grupo criminoso e acreditando falar com o parente, realizou transferências bancárias para várias contas, tendo um prejuízo superior a R$ 10 mil”, disse o delegado.

A representação pelas medidas cautelares realizada pela delegada Judá Maali Marcondes, recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi acolhida pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) da Comarca de Cuiabá.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende jovem que vendeu conta para receber R$ 50 mil de golpe contra idoso

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.

Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.

Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.

A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.

Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.

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Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.

“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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