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Polícia Civil apreende 92 cestas básicas que seriam distribuídas por facção criminosa

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A Delegacia da Polícia Civil de Pontes e Lacerda apreendeu nesta terça-feira (2.9), no bairro Flor da Serra, em Pontes e Lacerda, 92 cestas básicas, pertencentes a uma facção criminosa, que seriam distribuídas para ganhar a simpatia da população local. Essa foi a segunda apreensão de cestas básicas na cidade em menos de 15 dias.

As investigações começaram no dia 23 de agosto, quando um caminhão transportando cestas básicas foi interceptado após sair de Várzea Grande com destino a cidades da região de fronteira com a Bolívia.

Equipes policiais fizeram o monitoramento do caminhão até ele descarregar parte das cestas em um local de Pontes e Lacerda conhecido pela polícia como uma casa de prostituição pertencente a uma facção criminosa atuante em Mato Grosso.

Os policiais abordaram o motorista do caminhão e a proprietária da casa, que não souberam informar a quem pertenciam as cestas. Diante disso, os dois e as 215 cestas foram encaminhados para a Delegacia de Pontes e Lacerda.

Segundo apreensão

Em continuidade às investigações, a Polícia Civil recebeu a informação de que a facção criminosa estaria coordenando uma nova distribuição de cestas básicas na região.

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Os policiais foram até o local apontado como centro de distribuição e encontraram caixas de papelão na porta da casa. Eles ficaram observando o local até verem um homem se aproximar e sair com um dos pacotes. Ele foi abordado e estava com uma cesta básica.

Em seguida, uma mulher saiu da casa com uma criança de colo. Ao perceber a presença dos policiais, ela quebrou seu celular, comportamento comum entre membros de facções criminosas, para dificultar investigações.

Diante do flagrante, os policiais entraram na casa e encontraram 92 cestas básicas armazenadas, prontas para distribuição, sendo 47 de limpeza e 45 de alimentação. O homem e a mulher abordados foram conduzidos para a delegacia.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil realiza seminário de investigação de crimes contra mulheres em razão de gênero

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A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).

O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.

“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.

A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.

“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.

“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.

Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.

“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.

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Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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