POLÍCIA
Autor de mulher morta a marteladas confessa crime em interrogatório à Polícia Civil
POLÍCIA
A Delegacia da Polícia Civil de Barra do Bugres prendeu na segunda-feira (20.06) o autor do homicídio de uma mulher ocorrido no início de maio deste ano, em um assentamento na zona rural do município.
O corpo de Marlene da Conceição Torres do Rego, de 58 anos, foi encontrado já sem vida por uma vizinha da vítima, na cozinha da residência, no assentamento Campo Verde. Ao lado do corpo foi encontrado um martelo, possivelmente utilizado no crime.
A Delegacia de Barra do Bugres instaurou inquérito para apurar o homicídio. As suspeitas iniciais recaíram sobre um casal de jovens que havia desferido golpes de facão, no dia anterior ao homicídio, contra um vizinho da vítima encontrada morta. No decorrer das investigações, o casal foi preso em São José dos Quatro Marcos e deixou de ser suspeito do homicídio, confessando a tentativa de homicídio.
Durante as investigações foi analisado o círculo de amizade da vítima e um caseiro do sítio, que tinha um mandado de prisão em aberto por um homicídio ocorrido na cidade de Comodoro, tornou-se o principal suspeito do crime contra a vítima Marlene Rego.
Nesta segunda-feira, durante diligências no assentamento, os investigadores localizaram o investigado nas imediações da residência da vítima, quando foi dado cumprimento ao mandado de prisão expedido pela Comarca de Comodoro.
Levado à Delegacia de Barra do Bugres, ele foi interrogado pela delegada Renata Evangelista e confessou ter matado a antiga patroa a marteladas durante uma discussão com a vítima. Ele declarou ainda que ficou durante esse tempo escondido na mata, com medo de ser preso, e se alimentando de banana verde, o que explica a magreza com que se apresentava.
A delegada de Barra do Bugres representou pela prisão preventiva e aguarda resultado do laudo pericial do martelo apreendido para a conclusão do inquérito policial.
POLÍCIA
Polícia Civil de MT institui protocolo para atendimento e investigação de pessoas desaparecidas
A Polícia Civil de Mato Grosso publicou a Resolução nº 130/2026/CSPJC-MT, que institui o Protocolo de Atendimento e Investigação de Pessoas Desaparecidas, estabelecendo procedimentos padronizados para garantir maior agilidade, integração e eficiência na busca e localização de pessoas desaparecidas em todo o Estado.
A normativa, publicada no Diário Oficial do Estado em 11 de junho, está alinhada à Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e à Política Estadual sobre o tema, reforçando a atuação integrada entre os órgãos de segurança pública, saúde, assistência social e demais instituições envolvidas.
O Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi estabelecido como órgão central de assessoramento técnico às demais unidades da Polícia Civil de Mato Grosso, além de ser responsável pelo gerenciamento e integração das informações relativas a pessoas desaparecidas e pessoas sem identificação no Estado.
Entre as principais diretrizes previstas pela resolução está a obrigatoriedade do registro imediato do boletim de ocorrência de desaparecimento, sem a necessidade de aguardar qualquer prazo para comunicação do fato. Também está prevista a instauração do Procedimento de Investigação de Pessoa Desaparecida (PIPD), no Sistema Geia, com a adoção de diligências preliminares e emergenciais para localização da vítima.
A resolução ainda estabelece procedimentos para coleta de material genético de familiares e inserção das informações no Banco Nacional de Perfis Genéticos (CODIS), além de disciplinar que exames de confronto de DNA para identificação de cadáveres ou restos mortais somente poderão ser realizados mediante prévio registro de ocorrência de desaparecimento.
Outra medida prevista é a obrigatoriedade do cadastro dos casos no módulo Abitus do Sistema Geia, com inclusão de fotografia, elaboração de cartazes e preenchimento das entrevistas necessárias para ampliar as chances de localização. Quando a pessoa for encontrada, deverá ser registrado um novo boletim de ocorrência com a natureza “Localização de Pessoa Desaparecida”, permitindo a atualização e baixa das informações nos sistemas oficiais.
A resolução também define que, nas sedes das Delegacias Regionais e nos municípios que possuem núcleos de investigação de homicídios, essas equipes atuarão como pontos focais para o tratamento dos casos.
De acordo com a resolução, nos casos em que houver indícios de desaparecimento criminoso, a natureza “Desaparecimento de Pessoa” deverá ser mantida no boletim de ocorrência, sendo acrescentadas outras naturezas penais, como sequestro ou homicídio, conforme a evolução das investigações.
Com a instituição do protocolo, a Polícia Civil busca uniformizar os procedimentos em todas as unidades do Estado, fortalecer a integração entre os órgãos envolvidos e garantir maior celeridade e efetividade nas ações voltadas à localização de pessoas desaparecidas e ao atendimento de seus familiares.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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