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Workshop realizado pela Sema-MT tem simulado de acidente com tanque de ácido

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MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) realizou nesta quinta-feira e sexta-feira (14 e 15.09) o Workshop de Emergências Ambientais e simulação com um acidente rodoviário com um caminhão-tanque que transportava ácido fluossilícico 1778, com o intuito de fomentar a atuação correta em casos de acidentes com produtos que usem impactos ambientais e apresentem riscos à saúde humana.

O evento ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT) com palestras de especialistas e instituições parceiras. Nesta sexta-feira, houve a parte prática, com o simulado de um acidente com vítima, envolvendo o veículo com ácido tóxico.

São parceiros da iniciativa a Ambipar Response, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Rodoviária, FIEMT, Águas Cuiabá, Marajá e P2R2 (Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida à Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos).

Conforme o superintendente de Infraestrutura, Mineração, Indústria e Serviços Valmi Lima, o evento promoveu a troca de informações entre diversas instituições e a sociedade, e traçou um panorama do quadro de acidentes com produtos perigosos em Mato Grosso.

“Identificamos, por meio do monitoramento da Sema, um aumento de acidentes com produtos perigosos, o que torna cada dia mais relevante o aprimoramento das nossas práticas. Atuamos para que as áreas atingidas por estes eventos sejam recuperadas, e em segundo caso, aplicamos multas aos responsáveis”, explicou, sobre o papel do órgão ambiental.

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O representante da Polícia Rodoviária Federal, Matheus Lima Silveira, destacou a atuação na prevenção de acidentes com a fiscalização das estradas. “Os acidentes, muitas vezes, estão relacionados com o excesso de peso das cargas, problema nos freios em veículos, falta de documentação e vistorias. Identificar esses casos permite mais segurança para todos nas estradas”, pontuou.

O acidente com produto perigoso é todo aquele em que há risco ou perda de controle do material durante o transporte, causando danos ambientais, materiais e à saúde humana. Para reduzir os riscos e possíveis impactos, é necessário seguir normas vigentes, explicou o especialista em transporte e produtos perigosos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Márcio Oliveira, durante a palestra.

O chefe de operações do Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros, o tenente Isaac Wihby, explicou como funciona a rede de unidades da Corporação que atende todo o estado na resposta rápida às emergências, tanto com produtos perigosos, quanto incêndios florestais e queimadas.

“Das instituições que compõem uma rede, o Corpo de Bombeiros é vocacionado a trabalhar na resposta, de forma reativa e rápida, quando um acidente acontece. A prevenção também é nosso foco, e, desde 2019, começamos a atuar na responsabilização. Todas as unidades de bombeiros tem os equipamentos básicos para realizar a primeira resposta, e também fornecemos apoio remoto”, contou o tenente.

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O diretor da Unidade Desconcentrada da Sema de Confresa, Edivaldo Soares Silva, percorreu 1.200 quilômetros para participar da capacitação e levar o conhecimento adquirido para aprimorar as práticas desempanhadas pela equipe na região do Araguaia.

“É de grande importância para a região do Araguaia poder atender as demandas de acidentes com máquinas pesadas. Esse conhecimento favorece a nossa atuação, e vir pessoalmente participara da parte prática do curso faz grande diferença”, destacou o diretor.

“Falar sobre prevenção de eventos com produtos perigosos é salvaguardar vidas e proteger o meio ambiente. O workshop é uma importante oportunidade para falar sobre segurança, sobretudo em emergências ambientais. Com instituições socioambientalmente integradas, o ganho é de toda sociedade”, afirmou Homar Capistrano, Gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Águas Cuiabá.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

MP investiga suspeita de irregularidade no tratamento da água

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A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da Capital notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de água em Acorizal, a Prefeitura Municipal e a agência reguladora para que adotem medidas e prestem esclarecimentos à população sobre a qualidade da água distribuída no município. A medida foi tomada após uma fiscalização conjunta que identificou a suposta utilização de cal destinada à construção civil no processo de tratamento da água fornecida aos moradores. Diante dos indícios encontrados e dos possíveis riscos à saúde pública, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou procedimento para apurar a regularidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade. A investigação foi motivada por denúncias encaminhadas aos canais de atendimento do Ministério Público, relatando possíveis irregularidades nos sistemas de tratamento de água e esgoto do município. A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos solicitou a realização de uma fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária Estadual, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Procon-MT. Durante a inspeção, realizada no dia 18 de agosto, as equipes encontraram sacos de cal utilizados na construção civil dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA). Segundo o relatório da fiscalização, o material estaria sendo empregado no processo de tratamento da água distribuída à população.
De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, a recomendação tem como objetivo assegurar transparência e garantir que os moradores recebam informações claras sobre a qualidade da água consumida e as providências adotadas pelos responsáveis pelo serviço.
“É fundamental que a população tenha acesso a informações sobre a qualidade da água consumida e sobre as providências adotadas para garantir a segurança do abastecimento. A prioridade é proteger a saúde dos moradores e assegurar a regularidade do serviço”, destacou a promotora.
Na recomendação expedida pelo MPMT, os órgãos e entidades notificados devem informar à população as condições atuais do abastecimento, as medidas adotadas para garantir a potabilidade da água e as ações de monitoramento. Também foi solicitada a divulgação periódica dos resultados das análises e das providências implementadas para assegurar a qualidade da água distribuída no município. Além disso, foi estabelecido o prazo de cinco dias para que os notificados apresentem ao MP informações sobre medidas adotadas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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