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Várzea Grande inicia Estágio Judicial com 42 estudantes de Direito

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Judiciário de Mato Grosso deu inicio na tarde desta sexta-feira (10) ao “Programa de Estágio Judicial para Acadêmicos de Direito no âmbito do Poder Judiciário”, promovido por meio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT). A abertura da atividade pedagógica ocorreu de forma simultânea nos dois maiores fóruns do Estado: Cuiabá e Várzea Grande.
 
Em Várzea Grande, 42 estagiários(as) inscritos(as) no programa foram recepcionados pelo diretor do fórum várzea-grandense e coordenador do estágio judicial da Esmagis na Comarca, juiz Luis Otávio Pereira Marques, que destacou o privilégio da turma por serem qualificados por magistrados do judiciário altamente capacitados e com grande experiência no serviço público.
 
“Esses estagiários são privilegiados. Não são todos órgãos e poderes públicos que dão essa oportunidade de formação completa para que tenham a melhor formação possível, com o conhecimento aprofundado no dia a dia do magistrado”, analisa o juiz. “A Esmagis capitaneou esse projeto, idealizado pelo desembargador Marcos Machado e atualmente liderado pela atual diretora-geral da escola, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, com o intuito de preparar os estagiários para um futuro promissor seja militando na área privada como advogado, seja ingressando no serviço público”
 
O juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Carlos Rondon Luz, ministrou a primeira aula do estágio judicial e está incumbido de outros 5 encontros (nos dias 13, 17, 24 de fevereiro e 03 de março), das 13h às 17h. Nesse modulo os(as) estagiários(as) serão capacitados(as) sobre organização judiciária de Primeiro Grau, Diretoria do Foro, Juízo de Direito e juizados especiais, definições mínimas sobre foro, comarca, juízo e juizado, além de receberem informações práticas de conhecimento necessário ao estágio.
 
“Essa capacitação visa aliar as atividades práticas dos estagiários às teóricas, com intuito de propiciar as melhores condições no exercício da função atual e na vida profissional futura, porque esses conhecimentos certamente serão de grande valia para uma atuação de maior qualidade e eficiência”, destaca o magistrado. “Além de qualificá-los para o desempenho das atuais atribuições, esse conhecimento implica diretamente na melhoria do atendimento ao público. Eles terão uma melhor definição do que eles podem fazer e como podem ser úteis nas atividades que desempenham ou virão a desempenhar ao longo do período do estágio e após a conclusão da graduação, nas atividades profissionais deles”, acredita.
 
Para Julia Sá, 21 anos, estudante do 9º semestre do Curso de Direito, estagiária há dois anos no Fórum esta é uma oportunidade única de aliar o conhecimento acadêmico, prática jurídica e observância direta do olhar da magistratura. “Fiz o processo seletivo para estágio em 2021, passei pela secretaria da Terceira Vara de Fazenda Pública, gabinete da Vara e agora estou no gabinete na Terceira Vara Cível e está sendo de grande valia toda esse contato com o meio jurídico. Na faculdade não temos um magistrado para conversar com a gente sobre a carreira e nem acesso às decisões, são mais professores advogados, da parte, então esta experiencial aqui é maravilhosa.”
 
O colega dela, Luiz Octávio Valério, 21, está no 7º semestre da faculdade, afirma que atua há oito meses na unidade judiciária e vê como um grande privilégio “praticar o que aprende na universidade unindo a teoria vista na faculdade e o que estão aprendendo na capacitação da Esmagis.”
 
Já para a estagiária Gilliane Magalhaes, 26 anos, que cursa o 10º semestre de Direito a capacitação fecha o ciclo de aprendizagem e a deixa mais confiante para decidir sobre seu futuro. “A gente já sai daqui com uma experiência muito boa, principalmente por ter acesso aos casos diários e ao magistrado, em qualquer dúvida temos abertura para conversar com o juiz e absorver o conhecimento dele para solucionar aquele conflito. Além disso tem o certificado de 148 horas, a minha faculdade exige 300 horas de cursos e vai ajudar bastante”, contabiliza.
 
Dentre os objetivos desse programa está à necessidade de melhor qualificar os estagiários para o auxílio às unidades judiciárias e à magistratura de Primeiro Grau, assim como propiciar aos acadêmicos o preparo no desenvolvimento de habilidades, com a aplicação dos conhecimentos teóricos à prática judicante, numa interação interdisciplinar.
 
As aulas prosseguem ao longo dos meses de março, abril, maio, junho, agosto, setembro, outubro e novembro. Dentre os diversos assuntos a serem abordados estão: petição inicial, análise de requisitos básicos, hipóteses de rejeição, sistemas eletrônicos utilizados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, jurisdição e competência, processo e procedimento cível e criminal, técnicas básicas de despachos e decisões interlocutórias cíveis e criminais, técnicas básicas de sentenças cíveis e criminais, entre outros.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Imagem1 – Abertura da atividade. O juiz Luis Otávio está ao microfone dando boas-vindas aos participantes ao lado do magistrado Carlos Rondon e do representante da Esmagis.
Imagem 2 – juiz Carlos Rondon, instrutor da aula.
Imagem 3 – estagiária Julia Sá
Imagem 4 – estagiária Gilliane Magalhães
 
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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“É raro no Brasil ter uma estrutura do porte do skatepark de Mato Grosso”, diz Dora Varella

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Quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, a skatista Dora Varella subiu no lugar mais alto do pódio da quarta etapa do STU National 2026, uma das principais competições do esporte no país. A etapa foi disputada em Cuiabá, no Skatepark do Parque Novo Mato, entre os dias 26 e 28 de junho, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Após três anos em jejum, Dora foi campeã com nota 80,59 e teceu elogios à nova estrutura do skate mato-grossense.

“É raro no Brasil ter uma estrutura desse porte, desse tamanho, com todo o nível de pista de skate, desde para a galera que está começando até nível olímpico”, avaliou Dora, dividindo o pódio com Fernanda Galdino (78,17), segunda colocada, e Manuela Tomitake (77,00), que terminou em terceiro lugar.

A alegria estava estampada no rosto de Dora Varella após a final feminina. Ela estava em êxtase por, enfim, ter sentido o gosto de entrar na pista numa final e ouvir nos autofalantes que era a hora da “Golden Run”, a volta do título, o que jamais tinha acontecido na sua vida de skatista.

“Até me arrepiei quando ouvi que era a Golden Run, quando você é a última a dropar, mas já como campeã da etapa. Era meu sonho fazer uma volta do título e tive essa oportunidade aqui e fui com tudo. Começou a tocar minha música e fui. Pena que não acertei, mas estou muito feliz porque dei check em todas as minhas manobras. E ainda tenho outras na manga que venho treinando”, disse Dora.


Ela elogiou a realização do STU em Mato Grosso, na região Centro Oeste do país.

“O skate tem que ser mostrado pra mais pessoas, não só no eixo Sul e Sudeste. Então acho muito legal o STU vir pra um lugar novo, onde nunca tinha rolado uma competição desse porte. Vai ter uma sementinha que vai ser plantada aqui pra várias crianças, várias pessoas que assistiram e que vão querer começar a praticar o esporte. E agora eles têm esse complexo aqui irado pra começar a andar de skate com qualidade, com a estrutura necessária”, avaliou.


Uma das crianças que assistiam à competição ao lado do pai era Tainá Vicente Antunes, de 11 anos. Enquanto segurava o skate, ela disse que achou o esporte legal e começou a praticar aos nove anos.

“É um esporte inspirador e isso ajuda as pessoas”. Como não poderia deixar de ser, o sonho dela é atingir o nível da atual estrela do esporte no país e no mundo, Rayssa Leal. “Meu sonho é ser igual ela”, revelou. Além de andar de skate, ela joga futsal na função de pivô.

O paraskate também foi disputado. O bicampeão catarinense sub-16, Rogério Bento, percorre o Brasil inteiro pelo STU com o pai, Fábio Bento, e, em Cuiabá, alcançou a décima colocação.

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“O Rogério começou brincando com o skate aos 11 anos e nunca imaginamos que um síndrome down ia andar na elite brasileira de alto rendimento”, frisa o pai.


Segundo Fábio, o filho foi levado para a escolhinha. “Começou a parte de inclusão, socialização e hoje ele está totalmente incluído no esporte, na democracia do skate”, disse. Segundo ele, eventos de skate fora do eixo Rio-São Paulo atraem mais competidores e dão mais visibilidade ao esporte.

Principal incentivador da prática de Skate em Mato Grosso, Bob Paron, presidente da Federação Mato-grossense de Skate, esteve no último ano no mundial em São Paulo, onde articulou a realização do STU em Cuiabá.


“É mais do que um sonho pra nós. Toda hora o feedback da galera dizendo ‘Bob, estou vendo os skatistas, meus ídolos, aqui em Cuiabá, Mato Grosso’. Isso é mais do que um sonho. Nunca imaginávamos isso. A pista está fenomenal e eu acredito que com essa pista, futuramente, nós podemos estar trazendo, ano que vem, uma etapa do mundial”, avaliou.

Street

Dois gaúchos se destacaram na modalidade Street neste domingo (28). Enquanto no feminino Maria Lúcia, natural de Canoas, manteve a liderança do ranking com seu terceiro título seguido na temporada, no masculino, Bruno Melão, de Porto Alegre, sagrou-se campeão de uma etapa do STU pela primeira vez.

Maria Lúcia vive sua melhor fase no Skate. Depois de um terceiro lugar na etapa de abertura do STU National 2026, em Porto Alegre (RS), ela acaba de emendar uma sequência que impressiona, com títulos em Criciúma (SC), Florianópolis (SC) e, agora, em Cuiabá (MT). Porém, teve que superar um novo nome que chega com força na cena, finalista em sua segunda etapa de STU: Bianca Godoi, de apenas 14 anos, que por muito pouco não se sagrou campeã.

Bia, natural de Assis (SP), mas que representa o skate de Florianópolis (SC), tinha a maior nota da final, um 82,90. Mas ainda faltava a terceira e última volta para Maria Lúcia, que até ali aparecia em segundo, com a nota 82,52. E a boa fase da líder do ranking falou mais alto: uma linha sem erros, seguida de uma Bomb Trick perfeita, com a nota total 86,01 e mais um título, deixando-a bem próxima de se tornar campeã do circuito na última etapa, em Salvador (BA), na próxima semana. O terceiro lugar ficou com Isabelly Ávila, com 77,69.

“A pressão ali na última volta foi muito grande. Estava bem acelerada. Mas coloquei a cabeça no lugar e fiz o que treinei pra fazer. Vivo uma fase bem legal e especial e só tenho a agradecer a Deus, ao meu staff, meu pai e minha mãe. Não sei como estaria agora se não fossem eles me apoiando. Entro na pista para andar de Skate e entregar tudo o que sei. E já são três títulos seguidos. Demais!”, comemorou Maria Lúcia, mostrando os três dedos da mão enaltecendo seu feito.

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Já na final masculina, um feito não menos especial. Afinal, Bruno Melão, enfim, conquistou seu primeiro título na história do STU National, depois de subir ao pódio na última etapa, em Florianópolis (SC), em terceiro lugar. E foi um resultado expressivo, visto que desbancou nomes que vivem grande momento, como Sebastian Simonetto, até então líder do ranking, Gabryel Aguilar (2º – 81,26), atual campeão do circuito STU, e Wallace Gabriel (3º – 79,78), que acaba de chegar à final da Copa do Mundo de Roma.

“Não sei nem o que falar, é uma sensação muito boa. Só eu sei o quanto trabalhei para chegar até aqui e conquistar esse título. Sabia que esse momento chegaria uma hora ou outra, tenho me dedicado bastante. Consegui acertar minha linha porque acho que sempre tento algo novo para fazer na pista, observar de um jeito diferente. E hoje deu tudo certo. Costumo conversar muito com Deus, eu o busco sempre e, ultimamente, eu me sinto ainda mais próximo Dele. Só faço o que tenho que fazer e deixo o resto nas mãos Dele”, declarou Melão.

A etapa de Cuiabá do STU National foi viabilizada pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte. Homologada pela Confederação Brasileira de Skateboarding, teve como sede o Estado de Mato Grosso. O apoio foi da Federação Mato-Grossense de Skateboard, da Associação Brasileira de Paraskateboard e da Drop Dead.

Resultado final – Park masculino

1º – Augusto Akio – 94,90

2º – Pedro Barros – 89,00

3º – Nicolas Falcão – 87,80

4º – Miguel Leal – 87,40

5º – Victor Ikeda – 86,82

6º – Pedro Quintas – 82,31

Resultado final – Park feminino

1ª – Dora Varella – 80,59

2ª – Fernanda Galdino – 78,17

3ª – Manuela Tomitake – 77,00

4ª – Yndiara Asp – 75,39

5ª – Isadora Pacheco – 73,21

6ª – Érica Leguizamon – 69,05

Resultado final – Street feminino

1ª – Maria Lúcia – 86,01

2ª – Bia Godoi – 82,90

3ª – Isabelly Ávila – 77,69

4ª – Duda Ribeiro – 68,06

5ª – Manuella Moretti – 48,00

6ª – Rafaela Murbach – 32,03

Resultado final – Street masculino

1º – Bruno Melão – 84,86

2º – Gabryel Aguilar – 81,26

3º – Wallace Gabriel – 79,78

4º – Sebastian Simonetto – 71,86

5º – Matheus Mendes – 69,71

6º – João Lucas Alves – 49,19

Com informações da Assessoria

Fonte: Governo MT – MT

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