MATO GROSSO
Vale do Cabaçal se torna a 10ª região turística com governança formalizada em Mato Grosso
MATO GROSSO
A região turística Vale do Cabaçal deu um passo importante para o fortalecimento do turismo regional com a formalização da Instância de Governança Regional (IGR) Vale do Cabaçal, instituída juridicamente por meio da Associação Regional de Turismo Vale do Cabaçal (Aturvac). A iniciativa marca um avanço na organização do setor e consolida a região como a 10ª governança regional formalizada em Mato Grosso.
As Instâncias de Governança Regional do Turismo (IGRs) são organizações responsáveis por coordenar, de forma conjunta, o planejamento e o desenvolvimento do turismo em determinada região. Elas reúnem representantes do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil, promovendo uma gestão compartilhada que busca integrar ações, fortalecer a identidade regional e ampliar as oportunidades econômicas ligadas à atividade turística.
Segundo o analista da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e interlocutor estadual do Programa de Regionalização do Turismo, Diego Orsini, a criação da Aturvac evidencia o esforço coletivo da região em estruturar o turismo como atividade estratégica. “A partir dessa formalização, o Vale do Cabaçal passa a contar com uma governança organizada, capaz de buscar investimentos, estabelecer parcerias e dar continuidade a projetos que valorizem os atrativos locais e impulsionem o desenvolvimento regional”, afirmou.
Na prática, a formalização de uma IGR permite que o turismo deixe de ser conduzido apenas por articulações informais e passe a contar com uma entidade organizada, com autonomia administrativa e financeira. Com personalidade jurídica própria e sem fins lucrativos, a governança regional passa a ter condições legais de captar recursos, firmar parcerias e executar projetos voltados ao desenvolvimento do turismo local.
Além disso, a formalização garante o reconhecimento oficial da região no Sistema de Informações do Mapa do Turismo Brasileiro, instrumento do Ministério do Turismo que organiza e orienta as políticas públicas do setor no país. Estar integrado ao Mapa é um requisito fundamental para que municípios e regiões tenham prioridade no acesso a investimentos e programas federais voltados ao turismo.
A Região Turística Vale do Cabaçal é composta potencialmente pelos municípios de Araputanga, Curvelândia, Glória D’Oeste, Indiavaí, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu e São José dos Quatro Marcos. A vocação turística da região está fortemente ligada ao turismo de natureza, com destaque para atividades de ecoturismo, turismo rural, pesca esportiva e turismo de aventura.
Entre os principais atrativos está a Caverna do Jabuti, localizada no município de Curvelândia, considerada a maior caverna de Mato Grosso e um dos importantes patrimônios naturais do estado.
De acordo com Maria Letícia Arruda, secretária adjunta de Turismo da Sedec, o avanço é resultado de um trabalho conjunto entre as regiões turísticas e os municípios.
“A Sedec tem atuado diretamente na sensibilização, mobilização, orientação e articulação das regiões turísticas para fortalecer a organização do setor em Mato Grosso. A formalização da IGR Vale do Cabaçal demonstra o engajamento dos municípios e o entendimento de que o turismo regional precisa de planejamento e governança para se desenvolver de forma sustentável”, destacou.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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