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Vacinação contra gripe passa a ser aplicada em todos os públicos a partir desta terça-feira (1º)

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As doses da vacina contra a influenza serão aplicadas em todas as pessoas que procurarem os postos de saúde de Mato Grosso a partir desta terça-feira (1º.7). A vacinação começou para o público prioritário (crianças, idosos e gestantes) e grupos estratégicos (como puérperas, indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua) em abril e continuará durante todo o ano para quem tem mais de seis meses de idade.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) já distribuiu mais de 1,1 milhão de doses aos municípios, responsáveis por realizar a imunização, mas, até o momento, apenas 536.414 doses foram aplicadas em Mato Grosso. A cobertura vacinal do grupo prioritário está em 36,2%, abaixo da cobertura nacional (42,1%).

“Inicialmente, priorizamos a vacinação do grupo prioritário por causa da gravidade da doença para este público. Agora, porém, é importante que todas as pessoas procurem os postos de saúde para se protegerem contra a gripe e que, assim, a gente consiga evitar novos casos de síndromes respiratórias no Estado”, disse o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

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Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, a decisão de ampliar a vacinação contra a gripe em 1º de julho foi tomada pela Secretaria em conjunto com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT).

“A vacina imuniza contra três tipos de vírus da influenza e é fundamental para reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções. Por isso, a vacinação pode ajudar a reduzir a sobrecarga dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS)”, destacou.

Essa medida é adotada em consonância com o Ministério da Saúde, que permitiu essa flexibilização para ampliação do público da vacina contra a gripe, porém, condicionada à regra de que os municípios devem guardar doses para o público-alvo prioritário.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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