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MATO GROSSO

“Sou a prova viva de que os recursos para fomento à cultura podem ser usados com responsabilidade”, conta cantora

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MATO GROSSO

“Sou a prova viva de que o dinheiro público dá para ser usado com responsabilidade e para fazer arte com responsabilidade”. A fala de Karola Nunes, cantora que foi contemplada por dois editais da Secretaria de Estado de Cultura e Lazer (Secel), mostra a importância de políticas públicas voltadas para o fomento da cultura regional. Karola foi a convidada do episódio desta semana do Conecta Jovem, podcast do Governo de Mato Grosso voltado ao público jovem.

“Com os recursos do edital é possível fazer materiais com responsabilidade, que você tenha orgulho de mostrar e de dizer que é resultado de uma política pública. Quando a gente fez o CD, uma coisa que pensava era que não dava para ficar ainda experimentando. Queria gravar um álbum que deixasse claro muito claro o que estou fazendo e para onde quero ir”, contou a cantora, que destacou que fazer um produto de qualidade, para usar a verba do edital com responsabilidade.

Para Karola, Cuiabá está em um momento cultural muito forte, muito potente quando o assunto é a arte local, não só musicalmente, mas também na questão das artes cênicas, cinema, entre outros. “Sorte a minha que estou junto nesse momento, nesse processo de fortalecimento da cultura”, disse.

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Investimentos

Nos últimos quatro anos, R$ 86,3 milhões foram investidos pelo Governo do Estado em editais de fomento à cultura em Mato Grosso, impactando a vida de cerca de 18 mil trabalhadores e atendendo diversos segmentos da classe e artistas que ainda não haviam tido acesso a estes recursos, além de proporcionar o acesso da população a bens culturais regionais.

O 18º episódio do Conecta Jovem, que trouxe a cantora como convidada, já está disponível no YouTube e Spotify.

Fonte: GOV MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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