MATO GROSSO
Sine Estadual disponibiliza 2,4 mil vagas de emprego nesta semana
MATO GROSSO
Veterinário, eletricista e operador de caixa são algumas das oportunidades de emprego divulgadas nesta semana pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). Ao todo, estão disponíveis, na Capital e no interior, 2.471 vagas de emprego. Os interessados devem procurar a unidade mais próxima, dentre os 33 postos do Sine instalados em 30 municípios de Mato Grosso, com os documentos pessoais e comprovante de residência.
Em Sapezal (a 560 km de Cuiabá) estão disponíveis 644 vagas de emprego nas áreas de motorista carreteiro, servente, mecânico de manutenção de máquinas agrícolas, técnico agrícola, lavador de veículos, auxiliar de escritório, vaqueiro e operador de empilhadeira. Somente para operador de máquina agrícola, auxiliar de linha de produção e trabalhador agrícola são 134, 128 e 110 vagas, respectivamente.
No município de Rondonópolis (a 217 km de Cuiabá) estão disponíveis 259 oportunidades, como: balconista de açougue, auxiliar de veterinário, limpador de piscinas, almoxarife, técnico de eletromecânica, auxiliar de recursos humanos e motorista entregador.
Outro município em destaque é Sinop (a 477 km de Cuiabá), com 238 oportunidades nas áreas de cabeleireiro, auxiliar de manutenção predial, arquiteto de edificações, faturista, massoterapeuta, empregado doméstico nos serviços gerais, operador de caixa, pintor de automóveis e recepcionista atendente.
Já em Sorriso (a 199 km de Cuiabá) são 174 vagas nas áreas de dedetizador, carpinteiro, mestre de obras, mecânico de manutenção de caminhão a diesel, vendedor interno, zelador e auxiliar de jardinagem na conservação de vias permanentes. Somente para auxiliar administrativo são 22 vagas.
Para o público em geral que mora em Cuiabá e Várzea Grande as 163 vagas disponibilizadas são para: supervisor de logística, veterinário, cozinheiro, orientador de tráfego para estacionamento, jardineiro, auxiliar de estoque, coveiro, atendente de lanchonete, motofrentista, consultor de vendas, conselheiro financeiro, eletricista de manutenção em geral e borracheiro.
Já para as pessoas com deficiência (PCD) estão distribuídas 31 vagas, dentre elas: auxiliar administrativo, assistente de vendas, manobrador, lavador de ônibus, recepcionista atendente e auxiliar de linha de produção.
Atendimento
Além do trabalho de intermediação de mão de obra, o Sine realiza serviço de habilitação do seguro desemprego, atendimento orientado sobre a utilização da Carteira de Trabalho Digital e Previdência Social. É preciso verificar na unidade a disponibilidade das vagas, que são ofertadas diariamente.
Os interessados podem comparecer aos postos de atendimento, portando documentos pessoais e comprovante de residência, facilitando os trâmites do atendimento. Procure os postos mais próximos de sua residência.
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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