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MATO GROSSO

SES passa a cofinanciar mais 10 leitos pediátricos de UTI em Nova Mutum

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MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) passou a cofinanciar 10 leitos pediátricos convencionais de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Hilda Strenger, em Nova Mutum. Os novos leitos foram acrescidos à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso e poderão atender às demandas pediátricas de todo o estado. 

Segundo a Portaria nº 63/2022, a parceria entre o município de Nova Mutum e a SES possibilitou o cofinanciamento no valor de R$ 2 mil a diária por leito, conforme ocupação. O investimento médio é de aproximadamente R$ 600 mil por mês. 

“Os novos leitos possibilitarão melhor atendimento das demandas pediátricas e uma maior resolutividade da própria região. O objetivo é diminuir a frequência das transferências de longa distância, de forma a ofertar mais conforto aos pacientes e usuários do SUS”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. 

O Hospital Hilda Strenger é uma unidade particular contratada pela Prefeitura de Nova Mutum para atender pacientes do SUS. Além destes 10 novos leitos pediátricos de UTI, o Estado cofinancia, no mesmo hospital, 20 leitos de UTI adulto e 18 leitos de UTI para tratamento da Covid-19. 

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“A gestão da SES não mede esforços para ampliar a rede de assistência e de especialidades ofertadas pelo SUS em Mato Grosso. Nossa meta é sempre promover melhorias na saúde da nossa população”, concluiu a secretária adjunta Executiva da SES, Kelluby de Oliveira.

Fonte: GOV MT

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MP MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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