MATO GROSSO
Polícia Civil prende homem que arrombou e furtou igreja matriz de Araputanga
MATO GROSSO
Um homem, identificado como autor do furto qualificado na Igreja Matriz da cidade de Araputanga, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na sexta-feira (24.10), em rápida ação realizada pelos policiais da Delegacia do município.
O suspeito, de 47 anos, é figura conhecida na cidade pela atuação em outros crimes e por ser frequentemente visto utilizando a bicicleta abandonada no local do crime.
As investigações iniciaram após o registro de boletim de ocorrência relatando o furto ocorrido na noite de quinta-feira (23) na Igreja Matriz Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pertencente à Diocese de São Luiz de Cáceres.
Segundo informações, para entrar na igreja o suspeito quebrou o vidro de uma porta lateral e posteriormente subtraiu cabos de microfone e o dinheiro que estava na caixa de ofertas, a qual foi encontrada tombada e danificada.
Imediatamente após a comunicação dos fatos, a equipe de policiais civis da Delegacia de Araputanga foi até o local, onde foram encontrados diversos itens que auxiliaram na identificação do autor do crime, dentre eles, uma bicicleta amarela (chapiscada) com marcha e uma sacola no banco, um boné azul, um alicate e a carteira de identidade do principal suspeito.
Em análise das imagens das câmeras de segurança da igreja confirmou a autoria do furto, mostrando o suspeito no local em dois momentos distintos: a primeira vez, por volta das 13 horas do dia 23, quando furtou os cabos dos microfones, e a segunda, por volta das 22 horas do mesmo dia, para subtrair o dinheiro da caixa de ofertas.
Com base nas evidências coletadas e no reconhecimento do suspeito, os policiais iniciaram diligências para localizá-lo, sendo sua prisão realizada em uma residência abandonada nas proximidades de um supermercado da cidade. No momento da prisão, ele apresentava um corte no pulso, uma lesão compatível com a quebra do vidro da porta da igreja.
Ele foi conduzido à delegacia, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelo crime de furto qualificado pelo repouso noturno e rompimento de obstáculo. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Cleber Emanuel Neves, a ficha criminal do suspeito revela um extenso e preocupante histórico de envolvimento em crimes.
“É uma prisão importante, uma vez que suspeito, com diversas passagens criminais, já fazia uso de tornozeleira eletrônica e mesmo assim continuava cometendo crimes. Entre os registros, constam diversas ocorrências de furto, ameaça, lesão corporal, fuga de pessoa presa ou submetida à medida de segurança na modalidade qualificada, além de múltiplas prisões por mandado”, disse o delegado.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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