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Seplag capacita 120 servidores de Gestão de Pessoas para fazer avaliação de desempenho

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MATO GROSSO

Mais de 100 profissionais de Gestão de Pessoas dos órgãos do Governo de Mato Grosso já foram preparados pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) para atuar na nova avaliação anual de desempenho dos servidores públicos estaduais. O primeiro ciclo acontece em março e será conduzido pela equipe de Avaliação de Desempenho da unidade onde o servidor está lotado.

Na semana passada, 120 servidores do Estado foram capacitados para atuar na nova avaliação anual de desempenho dos servidores públicos estaduais. O treinamento foi realizado na Escola Técnica de Educação Profissional e Tecnológica de Cuiabá (Seciteci).

A Instrução Normativa que regulamentou o Decreto nº 1.303/2022 estabeleceu novos critérios de mudanças dos parâmetros de avaliação. Para Luciana Acioly, coordenadora de Gestão do Conhecimento e Desenvolvimento, o principal destaque é a inclusão do servidor no processo de avaliação.

“Além de ser mais criterioso, o servidor entrou no processo. Ele é uma das pessoas que se autoavalia, o que garante a possibilidade de mapear suas necessidades de qualificação e melhorar o serviço público”, afirmou. O comitê avaliador das competências também será formado pela chefia imediata e por um indicado que atue no órgão de lotação do servidor a ser avaliado.

O novo método conta com três pilares de avaliação, que juntos somam 100 pontos. O pilar Competência (50 pontos) tem foco em resultado, foco no público interno e externo, trabalho em equipe, inovação e disciplina do trabalho. O segundo pilar se refere ao Comprometimento e Produtividade (40 pontos), sendo 10 pontos para Comprometimento e 30 para Produtividade. Por fim, Assiduidade e Pontualidade formam o terceiro pilar, com 5 pontos para cada fator.

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Segundo a gerente de Gestão do Conhecimento e Avaliação de Desempenho, Potira Fortes, os novos critérios tornaram o processo mais objetivo. “Antes os critérios subjetivos influenciavam a avaliação. Agora, existem indicadores para saber em que nível o servidor apresenta aquela evidência, o que traz mais objetividade e coloca o próprio servidor como sujeito da sua vida profissional”.

O treinamento das comissões setoriais foi composto por um módulo teórico e um módulo prático, por meio da utilização do Sistema Integrado da Gestão Administrativa Documental (Sigadoc). Os servidores puderam aplicar os conhecimentos no laboratório de informática da Seciteci e tirar dúvidas sobre a aplicabilidade da avaliação.

Os servidores receberão mais informações através do e-mail institucional.

Quem será avaliado?

Servidores públicos efetivos ou estabilizados que durante o período do ciclo avaliativo exerceram atividade laboral por período superior a 180 dias ininterruptos ou não, incluindo servidores cedidos ou à disposição.

Os servidores deverão manter seus dados cadastrais e de contato atualizados no Sistema Estadual de Gestão de Pessoas (SEAP), sob pena de prejudicar a Avaliação Anual de Desempenho.

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Conheça os três pilares na nova avaliação de desempenho:

Competências

O pilar Competências avaliará o desempenho do servidor com base no mapeamento das atividades necessárias para o desenvolvimento das atribuições do cargo ocupado, considerando suas entregas efetivas em face do comportamento esperado.

Comprometimento e Produtividade

Visa valorizar e incentivar os servidores a realizar atividades desafiadoras dentro do âmbito do seu cargo, promovendo um ambiente de troca de experiências e de competências, que agreguem valor aos serviços prestados nos órgãos e entidades.

Neste pilar serão analisados documentos que comprovem o exercício de atividades de interesse da administração e do cumprimento das metas de produtividade estabelecidas para as entregas efetivas.

Pontualidade e Assiduidade

O pilar pontualidade e assiduidade visa medir o desempenho do servidor no cumprimento da sua jornada diária, semanal e mensal prevista para o cargo. Os fatores serão avaliados separadamente. A pontualidade será aferida de forma escalonada e proporcional, enquanto a assiduidade considerará as ausências de comparecimento ao local de trabalho que não estejam devidamente justificadas com base na legislação.

Confira a Instrução Normativa na íntegra AQUI.

Fonte: GOV MT

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MP MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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