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Sejus e Funac entregam 360 kits de higiene para detentas da penitenciária Ana Maria do Couto

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A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e a Fundação Nova Chance (Funac) entregaram, nesta segunda-feira (27.1), 360 kits de higiene pessoal para as reeducandas da Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Os kits são compostos por shampoo, condicionador, desodorante, esponja para banho, aparelho de barbear, escova de dentes, escova de cabelo, creme dental, toalha de banho, sabonetes líquido e em barra, absorventes e uma bolsa.

Todos os produtos foram comprados com recursos próprios da Funac, por meio de um pregão realizado pelo Governo do Estado. Ao todo, foram comprados 1,5 mil kits, em que foram pagos R$ 89 mil.

“A ressocialização começa aqui dentro e nós queremos ver vocês saírem da penitenciária preparadas para um recomeço. Contem com a Sejus e com a Funac para isso”, declarou o secretário durante a entrega dos kits na Penitenciária Ana Maria do Couto.

Além da penitenciária Ana Maria do Couto, os kits já foram entregues nas unidades de Nortelândia, Rondonópolis, Cáceres e na ala LGBT da Ahmenon, em Várzea Grande. Ainda receberão os itens as detentas das unidades de Nova Xavantina e Colíder.

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“Aproveitem o que está sendo entregue para vocês, as chances que vocês tiverem aqui dentro, de trabalho, de educação, para que possam sair o mais rápido possível e encontrar a família de vocês lá fora”, aconselhou o secretário-adjunto de Administração Penitenciária, André Fernandes Ferreira, durante a entrega dos kits.

O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, afirmou que o objetivo da Funac é entregar itens que as pessoas privadas de liberdade (PPLs) necessitam no dia a dia, visto que o período na prisão é apenas provisório.

“No Brasil não tem pena de morte, nem prisão perpétua. Então, nós precisamos de vocês lá fora melhores do que vocês entraram. Nosso objetivo é ter trabalho, que dignifica a pessoa, ter estudo, uma coisa que ninguém te tira, a religião, a fé, e a família. Esses quatro pilares existem para ressocializar, reintegrar na sociedade”, declarou Winkler.

A diretora executiva da Funac, Beatriz Dziobat, também frisou a importância do trabalho da instituição nos presídios femininos de Mato Grosso, principalmente no momento da saída das detentas da prisão e início à ressocialização.

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“Nós somos uma rede de mulheres e nós vamos nos fortalecendo com o tempo. Esperamos vocês lá na fundação, isso aqui é só uma fase”, disse Beatriz às reeducandas.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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