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Sedec e Inmetro promovem diálogo com setor produtivo para enfrentar barreiras técnicas

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A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) promovem no próximo dia 24 de março, às 9h, o evento “Diálogo com o Setor Produtivo”, na nova sede do Ipem-MT, localizada na Avenida Gonçalo Antunes de Barros, nº 1512, bairro Novo Mato Grosso, em Cuiabá.

A proposta é ouvir diretamente representantes da indústria, comércio e agronegócio para mapear demandas, identificar gargalos e construir soluções conjuntas voltadas à chamada Infraestrutura da Qualidade no Brasil, que envolve acreditação, avaliação da conformidade e metrologia legal. Esta é a sétima edição do evento, que já se reuniu com a indústria paulista e com empresários do Amazonas.

O encontro será presencial e contará com a presença do presidente do Inmetro, Márcio André Brito, do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, além de dirigentes das duas instituições. A agenda inclui discussões sobre superação de barreiras técnicas ao comércio e estratégias para ampliar a competitividade das empresas mato-grossenses no mercado nacional e internacional.

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Segundo a presidente do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem-MT), Tatiana Ribeiro Soares, o diálogo direto com o setor produtivo é fundamental para alinhar normas técnicas à realidade do mercado.

Ela citou como exemplo um debate recente ocorrido na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), quando o setor elétrico sinalizou que poderia deixar de fabricar geladeiras frost free (que elimina a necessidade de descongelamento) por conta de exigências técnicas consideradas inviáveis. Após o diálogo com o Inmetro, o impasse foi solucionado.

“A ideia é que todos os setores levem suas dores para serem discutidas e encaminhadas, permitindo atualização da legislação e soluções que garantam inovação sem comprometer a segurança e a qualidade”, afirmou.

A expectativa é que o encontro fortaleça a articulação entre governo e setor produtivo, criando um ambiente regulatório mais eficiente e favorável ao desenvolvimento econômico do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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