MATO GROSSO
Seciteci publica edital da V Mostra Estadual com foco em inovação, sustentabilidade e inteligência artificial
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci) publicou o Edital nº 010/2026, sobre a realização da V Mostra Estadual das Escolas Técnicas (Meet). A iniciativa tem como objetivo estimular a criatividade, a pesquisa aplicada e a inovação no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs). Acesse o edital aqui (clique).
Com o tema “Educação que Conecta: Inovação, Sustentabilidade e Inteligência Artificial”, a edição de 2026 busca incentivar o desenvolvimento de projetos de integração entre educação, ciência, tecnologia e desenvolvimento sustentável.
Conforme o cronograma oficial, as inscrições estarão abertas entre os dias 25 de maio e 08 de junho de 2026. A divulgação dos projetos deferidos ocorrerá em 09 de junho, enquanto o período para adequações e ajustes será realizado nos dias 09 e 10 de junho. Já a organização interna das apresentações pelas unidades escolares ocorrerá entre 09 e 12 de junho.
A realização da V MEET nas Escolas Técnicas Estaduais está prevista para o período de 15 a 19 de junho de 2026. Após o encerramento das atividades, as unidades escolares deverão encaminhar relatório e registros do evento à Seciteci até o dia 02 de julho de 2026.
Regras e premiações
O regulamento ainda estabelece que poderão participar estudantes regularmente matriculados nas escolas técnicas e alunos egressos dos cursos técnicos concomitantes, intercomplementares ou subsequentes. Os projetos deverão ser inscritos exclusivamente pelo professor orientador, por meio de formulário eletrônico. Cada equipe poderá contar com até cinco estudantes e um professor orientador.
Os trabalhos serão organizados em três grandes áreas do conhecimento: Ciências Ambientais, Agrárias e Sustentabilidade; Engenharias, Tecnologias, Inteligência Artificial e Inovação; e Saúde, Qualidade de Vida e Desenvolvimento Social. Além disso, os projetos poderão ser inscritos nas categorias Ensino, Extensão ou Científico. O edital também define que os formatos de apresentação aceitos serão apresentação oral, banner, produto e protótipo.
A premiação contemplará os três melhores projetos de cada categoria em cada escola, com entrega de troféus, medalhas e certificados. Todos os participantes que apresentarem trabalhos durante a mostra também receberão certificado de participação.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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