MATO GROSSO
Rotam localiza segundo menor suspeito por tentativa de homicídio em Cáceres
MATO GROSSO
Policiais militares do Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam), do 6º Comando Regional, apreenderam o segundo adolescente, de 17 anos, suspeito de tentativa de homicídio contra um integrante de facção rival, na noite desta segunda-feira (30.3). Câmeras do programa Vigia Mais MT auxiliaram na localização do suspeito.
O crime ocorreu em um bar no bairro Carvalhada. Um homem, de 40 anos, foi baleado na perna, e uma jovem de 19 anos sofreu um ferimento de raspão durante a ação. Após o crime, um adolescente, de 16 anos, foi detido sobre um telhado durante tentativa de fuga. À PM, ele confessou que o comparsa havia fugido, momentos antes da abordagem, com a arma de fogo.
Durante rondas pelo município, os policiais militares da Rotam, com apoio da Cavalaria e auxílio das câmeras de segurança do Vigia Mais MT, localizaram o segundo envolvido no bairro Jardim Imperial. O suspeito tentou fugir, mas foi abordado e detido em seguida. Com ele, as equipes apreenderam sete munições de calibre .38 intactas e outras três deflagradas.
Aos policiais, ele confessou ter pilotado a motocicleta utilizada na tentativa de homicídio e indicou onde estavam as roupas utilizadas no crime. Durante a checagem, as equipes identificaram que ele também havia participado de uma tentativa de homicídio contra duas mulheres, no bairro Vista Alegre, no último sábado (28.3).
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Fonte: Política
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