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Revista de Educação C&T ultrapassa fronteiras de Mato Grosso e reúne mais de 30 pesquisas científicas

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Em sua quarta edição, a Revista Educação C&T trouxe o tema Inteligência Artificial, Educação e Trabalho: Desafios e Oportunidades para o Desenvolvimento Sustentável e está disponível para download gratuito. A publicação é uma estratégia de popularização da ciência e publicização das pesquisas científicas desenvolvidas em diversas instituições de ensino e inovação, reunindo diferentes pontos de vistas sob o rigor científico. Acesse aqui a última edição.

Entre os 36 artigos presentes na coletânea está a pesquisa “Educação Profissional Tecnológica e Superior: História e Desafios no Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso na Era da Economia 4.0”, desenvolvida, pelas servidoras Jenaina Nasser, Julianne Caju e o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e inovação, Allan Kardec e o jornalista Teo Meneses.

No estudo, os autores destacam que Mato Grosso vive uma transformação produtiva significativa e que a formação profissional oferecida pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), através das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs), torna-se fundamental para preparar profissionais capazes de atender às demandas de uma economia baseada em inovação, tecnologia e alta competitividade.

A professora e pesquisadora Jenaina Nasser, disse que o processo de escrita do artigo foi muito interativo, com cada autor trazendo um ponto de vista específico ao texto. “Nós estamos aí agora completando 21 anos das ETECs de Mato Grosso. Então, a gente trouxe um pouquinho dessa retomada, um pouquinho dessa construção. Foi um artigo muito bom de se fazer, porque ele contava da nossa experiência de trabalho, da nossa vivência enquanto servidores da educação profissional do estado de Mato Grosso.”, relatou.

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O secretário Allan Kardec ressaltou como a parceira com a academia permite que avanços desenvolvidos de maneira prática sejam objetos de pesquisa e permitam discussões relevantes. “Desenvolver uma pesquisa como essa, com a bagagem empírica, é fundamental para avançarmos e desenvolvermos um senso crítico do que está sendo transformado, reconhecer os avanços e identificar o que ainda precisa ser melhorado”, afirmou.

Os artigos da Revista Educação C&T estão difundidos nos eixos Panorama concepções e desafios contemporâneos da IA; Educação currículo e formação profissional em IA; Experiências metodologias e práticas inovadoras; IA e o mundo do trabalho setores estratégicos; e Sessão livre memória e institucionalização.

Conforme enfatiza a coordenadora de Regulação e Supervisão da Educação Superior da Seciteci e editora adjunta da Revista, Fátima Possamai, a atual edição da Revista Educação C&T possui pesquisas de 39 instituições de 6 estados brasileiros.

“A Revista atingiu todas as áreas finalísticas da Sececti e já rompeu as frontreiras de Mato Grosso, ela não fica limitada somente ao que é produzido aqui. Nós queremos expandir a nível de ciência e tecnologia, e trazer as discussões que são mais contemporâneas para registar o que está sendo produzido no ecossistema da ciência, tecnologia e inovação”, completou a coordenadora.

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Revista Educação C&T

Desde sua criação em 2022, a revista científica da Seciteci tem sido uma plataforma fundamental para a produção e divulgação de conhecimentos nas áreas de educação profissional, superior e do sistema de ciência e tecnologia de Mato Grosso.

Para os interessados em publicar na Revista, o processo de submissão ocorre em março, com divulgação prévia do tema da edição. A publicação é gratuita e o texto passa por uma avaliação interna. Após a impressão da revista, os autores recebem exemplares e os demais volumes são distribuídos para institucionais parceiras.

A chamada pública da 4ª edição bateu recorde: 114 autores submeteram 47 trabalhos, 17,5% a mais que em 2024 (quando foram 40). Todas as edições podem ser acessadas gratuitamente a partir dos e-books disponibilizados no site da Seciteci (Acesse Aqui).

Fonte: Governo MT – MT

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Seduc reúne municípios para fortalecer ações de equidade racial na aprendizagem

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) promoveu nesta terça-feira (30.6), em Cuiabá, o Encontro PNEERQ de Mato Grosso) , voltado ao fortalecimento das ações da Política Nacional de Equidade, da Educação para as Relações Étnico-Raciais e da Educação Escolar Quilombola.

O evento ocorreu no auditório da Seduc, com a participação de secretários municipais de Educação, agentes de governança regional e local, pontos focais da política antirracista das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e representantes da Diretoria Metropolitana de Educação (DME).

A programação incluiu mesa-redonda, diálogo sobre a função dos integrantes da PNEERQ, orientações sobre a aplicação dos recursos e discussões voltadas à redução das desigualdades na aprendizagem de estudantes negros, indígenas e quilombolas. Também foram apresentados ações já executadas e planos em andamento nos municípios prioritários.

Neste ano, a iniciativa teve foco especial nos municípios de Campinápolis, Campo Verde, Guarantã do Norte, Ipiranga do Norte, Nobres, Poxoréu, Santo Antônio do Leste, Sinop, Tapurah e Várzea Grande, que não atingiram a Condicionalidade III do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR). Outros municípios também foram convidados a participar.

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Durante o encontro, as agentes de formação local apresentaram os planos e as ações desenvolvidos junto aos municípios prioritários. As atividades práticas tiveram como objetivo apoiar as redes municipais na elaboração de estratégias pedagógicas contextualizadas, capazes de considerar as realidades dos territórios e das comunidades tradicionais.

Para a Seduc, esse trabalho fortalece o sentimento de pertencimento, amplia o engajamento dos estudantes e ajuda a enfrentar barreiras históricas que afetam o desempenho escolar. A proposta é que a escola avance como espaço de aprendizagem, convivência, respeito às diferenças e formação integral.

A secretária adjunta executiva da Seduc, Christina Barbosa Guimarães, destacou que Mato Grosso avançou, mas ainda enfrenta desafios importantes para garantir a aprendizagem com equidade.

“Sabemos que melhoramos, mas também sabemos que há um longo caminho pela frente. Esse caminho só será percorrido com a participação de cada município, de cada gestor e de cada professor que está na sala de aula”, afirmou.

Segundo Christina, a mudança dos resultados depende diretamente do compromisso dos profissionais da educação com os estudantes que ainda não aprenderam.

“Enquanto houver um professor que não aceita ver um aluno sem aprender, independentemente da cor, da raça ou do credo, e que busca todas as alternativas para garantir essa aprendizagem, nós teremos condições de mudar os resultados”, disse Christina Barbosa.

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A coordenadora-geral para as Relações Étnico-Raciais do MEC, Lara Vilela, ressaltou a importância da mobilização dos profissionais e gestores presentes no encontro. “É muito importante ver tantas pessoas focadas e comprometidas com a implementação de uma política de equidade racial na educação. Fico muito contente em contar com a presença e o trabalho de todos vocês”, disse.

Para a superintendente de Equidade e Inclusão da Seduc, Paula Souza Cunha, a discussão sobre desigualdade de aprendizagem precisa partir da compreensão de que os estudantes têm necessidades diferentes.

“Quando olhamos os dados e identificamos quais estudantes ainda não tiveram assegurado o direito à aprendizagem, precisamos agir. Se um aluno precisa de algo a mais, nós temos a obrigação de oferecer esse algo a mais. Isso é equidade. Não podemos entregar a mesma coisa para todos, porque nem todos têm a mesma necessidade”, pontuou.

Fonte: Governo MT – MT

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