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Rede Estadual de Ensino de MT passa a ter 227 escolas cívico-militares

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MATO GROSSO

A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso chegou a 227 escolas no modelo de gestão cívico-militar. O número supera a meta de 200 unidades prevista pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) para 2026.

As últimas conversões foram aprovadas nesta semana nas escolas estaduais João Sato, em Araputanga; 19 de Maio, em Alta Floresta; Professora Edeli Mantovani, em Sinop; e Arão Gomes Bezerra, em Sorriso. Com elas, a rede passa a ter 22 unidades acima da previsão inicial.

Antes dessas quatro escolas, Mato Grosso já havia alcançado 223 unidades no modelo, após a aprovação de 15 novas conversões em consultas realizadas em abril.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) observa que a mudança para a gestão cívico-militar não ocorre automaticamente. Cada unidade passa por um processo de apresentação da proposta à comunidade escolar, consulta, votação e divulgação do resultado. Pais, responsáveis, estudantes e servidores participam da decisão.

As convocações para as consultas são publicadas no Diário Oficial do Estado e também divulgadas pela Seduc-MT, pelas escolas, pelas Diretorias Regionais de Educação e pela imprensa. A secretaria informa que esse procedimento visa garantir transparência nas etapas de conversão e a permitir que a comunidade acompanhe o processo antes da implantação do modelo.

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Nas escolas cívico-militares, a unidade permanece pública e vinculada à Rede Estadual de Ensino. O currículo também permanece o mesmo. A parte pedagógica segue sob responsabilidade da equipe escolar, formada por diretores, coordenadores pedagógicos e professores, conforme as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

De acordo com a Pasta, a presença dos militares da reserva ocorre no apoio à gestão administrativa e à disciplina escolar. Eles atuam em atividades como a organização da rotina, o controle de entrada e de saída, o acompanhamento das normas de convivência e o apoio às ações cívicas. A condução das aulas e do processo de aprendizagem continua a ser realizada pelos profissionais da educação.

Segundo a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, a ampliação do modelo tem ocorrido por meio da adesão das próprias comunidades escolares. A aprovação em consulta pública é uma das etapas necessárias para a conversão da escola.

“A conversão de uma escola para o modelo cívico-militar nasce na própria comunidade. Primeiro, há a manifestação de interesse; depois, a proposta é apresentada e levada à votação, com a participação de pais, responsáveis, estudantes e profissionais da unidade. A decisão passa pela escuta e pela vontade da comunidade escolar, com transparência em todas as etapas”, afirmou a secretária.

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Fonte: Governo MT – MT

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Sejus promove ação de acolhimento a filhos e netos de mulheres custodiadas na Penitenciária Feminina

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A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) promoveu, neste sábado (10.10), uma ação especial pelo Dia das Crianças na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A iniciativa contou com a entrega de lanches e kits com doces e guloseimas às crianças que visitaram suas mães e avós custodiadas na unidade.

A ação teve como objetivo fortalecer os vínculos familiares e proporcionar um momento de acolhimento às crianças durante as visitas às familiares privadas de liberdade.


Foto: Keuri Lopes – Sejus MT

A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, destacou que a iniciativa busca amenizar os impactos que o contexto prisional pode provocar nas experiências e nas memórias das crianças.

“Realizamos aqui na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May uma ação em alusão ao Dia das Crianças. Como forma de fortalecer os vínculos familiares, fizemos o acolhimento de filhos e netos das mulheres custodiadas. Não como forma de romantizar o cárcere, mas sim de tentar atenuar os efeitos negativos que essas circunstâncias podem causar na construção de memórias dessas crianças. A Sejus, além do dever institucional, tem compromisso com a responsabilidade social”, afirmou.

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A coordenadora da Educação da Penitenciária, Margaret Anderson de Oliveira, ressaltou a preparação da equipe para proporcionar um momento especial de convivência entre as mulheres custodiadas e seus familiares. Segundo ela, algumas mães estavam há anos sem contato presencial com os filhos.

“É uma ação social em que organizamos carinhosamente esse momento da mãe com os seus filhos. Temos mães que não veem os seus filhos há quatro ou oito anos, e esse é o momento desse acolhimento com as nossas pessoas privadas de liberdade e seus filhos. Organizamos antecipadamente com a assistente social, direção, educação e todos os envolvidos nessa ação social”, explicou.

Margaret também destacou que a programação da unidade inclui outras atividades ao longo de outubro, como ações relacionadas à campanha Outubro Rosa, com iniciativas diferenciadas a cada semana para as mulheres custodiadas.
Foto: Keuri Lopes – Sejus MT

Uma das participantes da ação, a pessoa privada de liberdade M. S. de A., relatou a emoção de reencontrar os filhos após oito anos sem vê-los.

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“Já faz oito anos que estou aqui e hoje é a primeira vez que vejo eles depois de todos esses anos. Eu estou muito feliz. Hoje, por estar trabalhando na oficina de costura, graças a Deus, tenho como dar presentes para eles”, declarou.

Além de proporcionar um momento de convivência familiar, a iniciativa reforça a importância de ações de responsabilidade social no ambiente prisional, com atenção aos vínculos afetivos e aos impactos do encarceramento sobre as famílias das mulheres custodiadas.

Fonte: Governo MT – MT

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