MATO GROSSO
Projetos sociais da PM atendem cerca de 2 mil crianças e adolescentes em Cuiabá e Várzea Grande
MATO GROSSO
Cerca de duas mil crianças e adolescentes participam de diversos projetos sociais da Polícia Militar de Mato Grosso em Cuiabá e Várzea Grande. As ações são voltadas para práticas esportivas e estão presentes na grande maioria dos batalhões e unidades especializadas da instituição para trazer resultados significativos de vitórias e transformações de vidas desses jovens.
Os projetos da Polícia Militar têm aproximado a sociedade junto à segurança pública, como no Batalhão de Operações Especiais (Bope). Desde 2010, a unidade tem um dos projetos pioneiros para práticas esportivas com crianças e adolescentes. Ao longo de 14 anos, o Judô Bope cresceu e se tornou um dos pioneiros da modalidade. Atualmente, são 275 crianças e adolescentes atendidas.
Em mais de uma década de projeto, os alunos do Judô Bope colecionam diversos títulos nacionais e também participam de campeonatos anuais feitos pela unidade. O projeto também conta com apoio da Secretaria de Estado, Esporte e Lazer (Secel). Neste ano, o Bope também deu início a aulas de futebol para crianças, que já atende mais de 50 alunos da Capital.
O comandante do Bope, tenente-coronel Frederico Correa Lima Lopes, ressalta a importância desses projetos sociais como uma das formas de aproximação das forças de segurança e prevenção para o combate à criminalidade.
“Temos que dar espaço e fomentar todos os projetos sociais possíveis. Isso é provado em estudos como uma atuação de campo de combate à criminalidade. Afinal, mais do que ações ostensivas e repressivas, também vemos, nesses projetos, formas de prevenção primária de maneira humanitária, destacando a importância e trazendo as pessoas para dentro das atividades policiais e dando apoio a todas as ações de bem”, afirma o tenente-coronel Frederico.
O Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, também apresenta um dos projetos mais duradouros da Região Metropolitana, com o Jiu Jitsu Rotam, há 12 anos. Atualmente, 300 jovens treinam diariamente no tatame montado em um espaço exclusivo no quartel da unidade. As vagas para ingressos são disputadas por crianças da Capital e das cidades de Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger.
Os atletas do Jiu Jitsu Rotam colecionam resultados expressivos, como o lutador Felipe Leonardo, de 21 anos, que neste mês venceu o Campeonato Europeu da modalidade, disputado em Roma, na Itália. Além disso, diversos atletas já venceram disputas internacionais e nacionais, trazendo medalhas e reconhecimento para o projeto.
“Estando aqui desde o início, sei a importância e o poder de transformação do esporte na vida dessas crianças, tirando do caminho, muitas vezes inevitável, da criminalidade e dando oportunidade para elas alcançarem o sonho de serem atletas. Com apoio da Polícia Militar e do Estado, estamos podendo desenvolver esse trabalho grandioso”, salienta o terceiro-sargento Victor Paz, um dos treinadores do projeto da Rotam.
O Batalhão também atende 300 jovens na escolinha de futebol Grêmio Rotam, com turmas a partir de oito anos de idade. O projeto tem aulas ministradas no bairro Coophema, em Cuiabá, e foi criado em 2018, revelando grandes talentos como a jogadora Sara Coelho, de 14 anos, que joga nas categorias de base do São Paulo Futebol Clube. Assim como o jovem Daniel “Pikachu”, que atua nas bases do Coritiba, Robson Júnior, no Corinthians, e Nikolas Nunes, no Flamengo, ambos também jogando nas categorias iniciantes.
Em Várzea Grande, o 4º Batalhão da PM se destaca, desde 2018, com o 4º Bravo Lutas, voltado para a prática de artes marciais. Atualmente, 140 alunos, entre sete e 17 anos, fazem parte do projeto nas modalidades de Jiu Jitsu, Karatê, Judô e Wrestling. O projeto também é notado por atender crianças com Transtorno de Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
O tenente-coronel Jean Araújo de Lima, comandante do 4º Batalhão de PM, reforça a função social do projeto e a oferta de oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade.
“O 4º Bravo Lutas tem como objetivo principal promover a prática esportiva como uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento sócio emocional de nossas crianças e adolescentes. Sabemos que, por meio do esporte, eles não aprendem apenas habilidades físicas, mas também valores essenciais como disciplina, respeito, cooperação e perseverança”, afirma o comandante.
Também no município, a Força Tática do 2º Comando Regional oferece, semanalmente, o projeto Jiu Jitsu FT II para 50 crianças em um espaço próprio na sede da unidade, na região do Cristo Rei.
Ainda em Cuiabá, cerca de 200 crianças moradoras da região da Grande CPA fazem parte do projeto “Crescer”, do 3º Batalhão de PM. Os jovens são contemplados com aulas de boxe, capoeira, caratê e também futebol.
Também na Capital, o 1º Batalhão de PM atende a 200 jovens no projeto “Lutando Pelo Futuro”, que ministra aulas de Jiu Jitsu e Karatê. As aulas são realizadas na sede do 1º Batalhão, no bairro Porto, e também nas bases de segurança comunitária da PM, nos bairros Jardim Europa, Boa Esperança e Lixeira.
Atendendo a região Oeste de Cuiabá, o 10º Batalhão de PM apresenta o projeto “Xás Crianças” para 450 crianças e adolescentes, em diversas modalidades como Karatê, Capoeira e Futebol. Um dos destaques do projeto é a iniciativa voltada exclusivamente para a prática do futebol feminino, que atende atualmente mais de 40 jovens.
O comandante-geral da PMMT, coronel Alexandre Corrêa Mendes, enfatiza a importância da Polícia Militar em se fazer presente com a comunidade, incentivando os jovens com boas práticas, transformando a realidade e dando oportunidades de conquistas para esses atletas e suas famílias.
“É parte do trabalho da segurança pública se aproximar da comunidade e dar oportunidades para novas vivências aliadas à prática do bem. São com esses valores, que todos nossos projetos sociais são incentivados não somente na Capital, mas em todo o nosso Estado, oferecendo cidadania, saúde, os bons valores e, consequentemente, afastando eles de todo o caminho do mal, fazendo juntos uma sociedade melhor e mais segura para todos nós”, finalizou o comandante-geral.
Todos os projetos sociais ofertados pela Polícia Militar são gratuitos. Além disso, o ingresso de novos alunos podem ser realizados durante todo o ano com a autorização dos pais e/ou responsáveis legais e com a entrega de toda a documentação solicitada por cada diretoria dos projetos.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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